Irá Marquez vencer outra vez?

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A caravana do MotoGP segue esta semana para Austin, no Texas, para mais uma corrida. Marc Marquez (Repsol Honda Team) será, sem dúvida, o alvo a abater, visto que não perde no circuito americano desde 2013. Depois de seis vitórias seguidas, é difícil acreditar que o espanhol irá sair derrotado neste fim-de-semana. No entanto, nada é impossível e os seus adversários estarão lá para o provar.

Equipamento personalizado de Marc Marquez para o Grande Prémio das Américas
Fonte: Marc Marquez

Na conferência de imprensa, todos os pilotos, incluindo Marquez, referiram o nível de dificuldade desta pista, não só por ser bastante longa (com média de tempo por volta superior a dois minutos), mas também por ter muitas curvas (20, no total). “É muito difícil ser-se consistente nesta pista. É um circuito traiçoeiro”, sublinhou Valentino Rossi (Moster Energy Yamaha MotoGP). 

O piloto italiano está numa fase bastante positiva depois de ter subido ao pódio na Argentina. Rossi tem razões para estar otimista, não só pela sua boa forma, mas também porque, tal como referiu, preparou esta corrida o máximo que pôde e a mota não se dá mal no circuito americano.

Já Dovizioso (Mission Winnow Ducati), apesar de feliz com o resultado da corrida anterior realçou ter noção de que “Marquez é o rei deste circuito” e de que será muito difícil lutar pela vitória. No entanto, sente que a equipa está mais bem preparada do que no ano passado.

Na conferência de imprensa esteve também presente Alex Rins (Suzuki Ecstar), que, apesar de não se mostrar muito confiante na luta pelo pódio, sublinhou que sente estar num bom caminho devido ao facto de se sentir muito forte em corrida. No entanto, acrescenta que “há ainda muito trabalho pela frente” e que tem de “melhorar os tempos da qualificação.”

Por último, Jack Miller (Pramac Racing) apresentou-se um pouco mais motivado. Depois do resultado desastroso da primeira corrida, o australiano redimiu-se na Argentina, o que fez com que encarasse esta prova de uma forma mais positiva. Porém, ainda há muito para melhorar, pois considera este “um circuito muito difícil”, tal como os outros pilotos.

Dito isto, o único que parece não cair aos pés do circuito texano é Marc Marquez e, devido ao seu historial, é de facto o potencial vencedor desta corrida. 

Depois dos primeiros treinos livres, que decorreram ontem, foi possível constatar precisamente isso. Logo na primeira sessão de treinos livres, o espanhol liderou, mas seguido, de muito perto, por Maverick Viñales (Monster Energy Yamaha MotoGP), a 0.078s. Seguiram-se Jack Miller, Andrea Dovizioso e Valentino Rossi. O espanhol da Yamaha acabaria por bater Marquez na segunda sessão, também ele com uma margem muito curta de 0.044s. Nesta segunda sessão, o terceiro melhor tempo foi de Valentino Rossi e o quarto de Jack Miller, sendo que ambos melhoraram o seu tempo por volta. Já Dovizioso, apesar de também ter feito um melhor tempo por volta, não foi suficiente para se manter nos primeiros lugares e terminou a sessão em 11.º.

Já o português Miguel Oliveira diz que o grande objetivo é continuar a somar pontos. O piloto da Tech 3 deu uma entrevista exclusiva antes da conferência de imprensa e frisou que vai “tentar perceber como tirar o melhor da mota neste circuito.” Sabe que, para ter a possibilidade de terminar nos pontos, terá de ser mais agressivo na travagem para entrar na curva, um estilo “um pouco à Marquez”, tal como disse Miguel, em tom de brincadeira. Quando questionado acerca da sua prestação e objetivos na sua primeira temporada em MotoGP, o português disse não querer apressar as coisas, pois todas as pistas que se seguem, incluindo esta, são uma aprendizagem. 

Resta esperar para ver se Marquez levará ou não para casa o seu sétimo triunfo em Austin ou se este domingo algum dos outros pilotos conseguirá bater o rei do circuito americano.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: Marc Marquez 

Ana Rita Nunes
Ana Rita Nuneshttp://www.bolanarede.pt
Acompanhante assídua de MotoGP e fã incondicional do piloto Miguel Oliveira. A paixão pelo desporto motorizado começou aos 16 anos no meu primeiro trabalho, no mundial de Superbikes, no Autódromo Internacional do Algarve. Foram apenas 3 dias mas foi o suficiente para deixar o fascínio pelo mundo das duas rodas.                                                                                                                                                 A Ana escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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