Publicidade

Marc Márquez é campeão do mundo de MotoGp

Hugo Santos · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Cabeçalho modalidades

O piloto da Honda conquistou pela quarta vez o titulo mundial de MotoGp, tornando-se assim o mais jovem piloto a conquistar quatro títulos na classe rainha, com apenas 24 anos.

Na ultima prova do mundial as contas eram faceis, Andrea Dovizioso tinha de vencer e Márquez tinha de  ficar em 12º.
Mas para começar, Márquez saiu da primeira posição e o italiano em nono, e com o decorrer da corrida dava para perceber que o espanhol já tinha aprendido com o passado e ia ter uma corrida mais contida, alias, como seria de esperar.

O que não se esperava era que Andrea Dovizioso não conseguisse arriscar mais. E de nada vale culpar o seu companheiro de equipa, por ter ignorado todas as indicações (colocar mapa 8 na moto foi uma constante, sendo que era uma informação para ceder a passagem). Mas Dovizioso não conseguia estar se quer perto de Lorenzo. Se numa fase inicial conseguiamos ver Dovizioso colado, com o passar do tempo dava para perceber que não tinha andamento para os homens da frente.

Marquez volta a conquistar o título mundial de MotoGP Fonte: MotoGP
Marquez volta a conquistar o título mundial de MotoGP
Fonte: MotoGP

Numa corrida algo aborrecida, Zarco tomou a liderança e com os seus pneus macios parecia mesmo que ia vencer finalmente uma merecida corrida. Atrás dele vinha Marc Márquez confortavelmente num segundo lugar, e Pedrosa fechava o podio.

Dovizioso continuava em 5º atrás do seu companheiro Lorenzo.

Até que a sete voltas do final, Marc Márquez percebeu que conseguia aumentar um pouco mais o ritmo e ia deitando tudo a perder. Novamente foi necessário puxar os galoes para não cair, mas saiu de pista e voltou apenas na quinta posição, neste momento atrás do Dovizioso. Realmente são as “saves” de Marc Márquez que ficam para a historia deste campeonato.

Mas na volta seguinte, ficou tudo decidido, Lorenzo cai, para poucas curvas a seguir ser o seu companheiro também a cair. Dovizioso estava fora da luta do titulo. Ainda tentou voltar, mas acabou por desistir nas box’s devidamente homenageado por toda a equipa da Ducati.

Pedrosa aproveitou o desgaste dos pneus da Yamaha satelite e saltou para a liderança acabando por vencer. Zarco acabou em segundo com Márquez a terminar o pódio.  Marquez juntou o seu nome a Geoff Duke, John Surtees, Mike Hailwood e Eddie Lawson, que também conquistaram quatro títulos da categoria rainha.

Fica apenas atrás de Mick Doohan, Valentino Rossi e o recordista Giacomo Agostini.

Miguel Oliveira voltou a vencer no Moto2 Fonte: MotoGP
Miguel Oliveira voltou a vencer no Moto2
Fonte: MotoGP

Em Moto2, Miguel Oliveira voltou a vencer e a deixar ainda mais agua na boca para o próximo ano. Sabido que irá continuar na KTM em Moto2, veremos se tem realmente oportunidade de lutar pelo titulo de inicio.

Um muito obrigado ao Miguel Oliveira pelas três vitorias nas ultimas três corridas do ano.

 Foto de Capa: MotoGP

Hugo Santos

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.