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Antevisão GP Portugal: Foguete Quartararo quase danificado por asteroide Bagnaia

João Pedro Barbosa · 4 min

Foto: Monster Yamaha MotoGP

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A ANTEVISÃO: «BAGNAIA, AS BANDEIRAS AMARELAS SÃO PARA SE RESPEITAR», DISSE QUARTARARO

Muitas vezes se diz que «é com certeza uma casa portuguesa!» e este Autódromo do Algarve não falhava à regra. Pena, não também conseguir estar cheio de adeptos nas bancadas, fossem eles portugueses (para combinar com a canção) ou não. Enfim, lamentações à parte o GP de Portugal estava de volta e, depois da grande aceitação de equipas e pilotos na temporada passada de MotoGP, a roller coaster do “Portimau” (à bela tradução inglesa) estava de volta.

Ainda assim, não era o único regresso ao mundial, pois, ele… sim, ele! Marc Marquez (Repsol Honda) estava de volta para mostrar que é um sério candidato a surpreender se ninguém não se mostrar competente o suficiente para segurar o seu lugar na classificação. Apesar de a imprevisibilidade que o mundial teve, é sempre bom voltar a ver um piloto que já tanto fez. Surpreendidos com o seu regresso? A classificação não tanto, porque logo na FP1 ficou em 3.º lugar, só atrás de Alex Rins (Suzuki) e Maverick Viñales (Yamaha).

Com todos os recordes de pista pertencentes a Miguel Oliveira (sim, quem mais, não é?), a luta para se descobrir quem ficaria diretamente qualificado para o Q2 foi intensa. O piloto português foi em 9.º e guardava já essa presença. Além disso, os pilotos que ficaram para discutir dois lugares na Q1 mostravam que podíamos ter já alguns minutos de emoção, pois havia Joan Mir (Suzuki) e a dupla da Repsol Honda, Marc Marquez e Pol Espargaró.

Depois de uma boa performance no Qatar, o rookie Jorge Martin teve uma queda aparatosa que o retirou do Grande Prémio de Portugal. As quedas não ficaram por aqui, pois, também na FP3 Alex Marquez também caiu à entrada da curva três. Contudo, o piloto da LCR Honda regressou para o pit lane. O sábado não foi de todo um dia muito animado nas pistas do Algarve. Sábado era mesmo o dia das quedas, porque, nos FP4, Luca Marini (SKY VR46 Avintia) e também Pol Espargaró (Repsol Honda) acabaram por cair, mas, felizmente, sem qualquer tipo de mazelas físicas.

O FP4 mostrou um Fabio Quartararo (Yamaha) a voar com Miguel Oliveira na segunda posição a querer renovar a pole position em Portugal. Os grandes tempos levaram-nos até à Q1. Depois de um “picanço” muito interessante entre Marc Marquez e Joan Mir, os dois pilotos espanhóis passaram com distinção para a Q2. O mais novo Marquez (Alex) esteve perto dos dois campeões mundiais e também à frente de Pol Espargaró.

A Q2 voltava com muitas voltas rápidas e também com mais quedas: uma de Johann Zarco e de Miguel Oliveira. A Yamaha de Quartararo ia voando em Portimão, mas o único que ousou desafiar foi Pecco Bagnaia, mas a primeira vez a sua volta foi anulada devido às bandeiras amarelas da queda de Zarco. O italiano da Ducati penso: «ai é? então vou fazer outra!». E fez. Novo recorde de qualificação – com um 1:38.494 -, contudo, foi novamente cancelada a volta rápida por causa das bandeiras amarelas, após a queda de Miguel Oliveira (Red Bull KTM Factory).

Com as duas voltas canceladas de Bagnaia, Fabio Quartararo ficou com a pole position e seguido por Alex Rins (Suzuki) e também por Johann Zarco (Pramac Racing). Depois do Qatar, o francês da Yamaha continua um foguete incrível, mas é preciso ter muita atenção para este GP de Portugal, principalmente, por uma questão de gestão dos pneus e devido ao facto de a pista ser perigosa, caso não exista um à vontade necessário para liderar desde início.

Será uma corrida interessante de se acompanhar e esperamos que Miguel Oliveira tenha oportunidade de subir várias posições logo nas primeiras curvas. Acreditando seriamente que vamos ter muitas surpresas naquilo que diz respeito à classificação final e àquela que temos agora disponível devido à qualificação.

A EQUIPA A TER EM CONTA

Suzuki Ecstar – Alex Rins está logo atrás de Fabio Quartararo e vai ser um osso muito duro de roer naquilo que é a luta pelo 1.º lugar. Joan Mir, o atual campeão do mundo, pode ter também aqui uma palavra a dizer em Portugal, mas resta saber de que forma vai ser o seu arranque, que normalmente já sabemos que é bom. Mir parte de 9.º lugar, mas depois de ter estado na Q1 em luta com três Hondas, a de Marc e Alex Marquez e a de Pol Espargaró. Vai ser uma equipa para ter muito cuidado.

PILOTO QUE PODERÁ SURPREENDER

Franco Morbidelli – Depois de um início de temporada para esquecer com ainda apenas quatro pontos no mundial, é importante para o piloto da Petronas Yamaha STR voltar a entrar no eixo. O ano passado teve um resultado muito engraçado em Portimão atrás de Miguel Oliveira e pode mostrar aqui nesta temporada que consegue melhor do que aconteceu no Qatar. Por isso, espero uma corrida interessante por parte do piloto italiano.

João Pedro Barbosa

Redação Bola na Rede · ver artigos

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