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GP Itália: O regresso do Senhor Inteligência

Carolina Neto · 3 min

Foto: MotoGP

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A CORRIDA: ESTE GRANDE PRÉMIO FICOU MARCADO PELO DESAPARECIMENTO DO PILOTO LUSO-SUÍÇO JASON DUPASQUIER, DE 19 ANOS, QUE NÃO RESISTIU ÀS LESÕES RESULTANTES DE UM APARATOSO ACIDENTE DURANTE OS ÚLTIMOS MINUTOS DA QUALIFICAÇÃO DE MOTO3. PERANTE ESTA TRÁGICA NOTÍCIA TUDO O RESTO DEIXOU DE TER IMPORTÂNCIA NO CIRCUITO DE MUGELLO.

Em Mugello, Itália, o português Miguel Oliveira voltou a brilhar e ao lugar que tão bem conhece. Depois da melhor qualificação da temporada – 7.ª posição, o falcão de Almada puxou dos galões e teve um arranque canhão, saltando imediatamente para o terceiro lugar – para nunca mais o largar. Ou melhor, até largou, mas foi para se impor na segunda posição.

Uma corrida fantástica de Miguel Oliveira que não cometeu qualquer erro, nem mesmo quando se viu pressionado pelo campeão do Mundo Joan Mir – que tentou, por várias vezes, ultrapassar o português, mas sem sucesso.  Já Zarco e a sua potente Ducati, eram superiores na reta da meta graças à sua velocidade de ponta, mas Miguel Oliveira mostrava-se mais forte no miolo no circuito e a travagem perfeita para a curva depois da reta da meta foi fundamental para que Zarco não conseguisse ultrapassar o português.

A escolha do pneu com o composto duro à frente foi, também, fundamental na estratégia de Miguel Oliveira já que os seus rivais (Zarco, Mir e Rins) escolheram o composto médio que acabou por se desgastar com maior facilidade ao longo da prova, ainda que as Suzuki sejam peritas em preservar os pneus ao longo da prova. Parece que a KTM conseguiu resolver o problema de adaptação aos pneus e teve um fim de semana perfeito em Mugello, com o segundo lugar de Oliveira e a quinta posição de Brad Binder.

Com este resultado, Oliveira entra para o top 10 da classificação geral com 29 pontos. E agora, é hora de voar, Miguel.

Mas houve mais emoção neste grande prémio de Itália, onde Fabio Quartararo foi rei e senhor, sabendo aproveitar na perfeição a queda prematura de Pecco Bagnaia enquanto liderava a prova. O francês depois de estar na frente da corrida, impôs o seu ritmo e nenhum dos seus adversários teve armas para correr atrás do piloto da Yamaha que continua a dar cartas esta temporada, assumindo-se como um forte candidato ao título mundial. E para isso, já lidera a classificação geral com 105 pontos, mais 26 do que Zarco e mais 28 do que Pecco Bagnaia.

De salientar a queda de Alex Rins enquanto lutava por um lugar no pódio com o seu companheiro de equipa, Joan Mir, e também a queda de Marc Márquez que parece ainda estar à procura de boas sensações aos comandos da sua Honda.

Depois de Itália, o mundial de motociclismo vai de malas e bagagens para Barcelona e para o circuito de Montmeló, já no próximo fim de semana. E a emoção promete regressar.

 

PILOTO DO DIA:

Jason Dupasquier – Este GP fica marcado não pela vitória de Fabio Quartararo ou pela corrida perfeita de Miguel Oliveira, mas sim pelo desaparecimento de Jason Dupasquier, um piloto de 19 anos e com uma brilhante carreira pela frente. É dele que nos vamos lembrar, foi dele que todos os pilotos da categoria rainha falaram no final da prova – em que muitos criticaram o facto de a direcção de corrida ter decidido manter todas as corridas.

O mundial e o motociclismo ficaram, certamente, mais pobres. Até sempre, Jason.

 

DESILUSÃO DO DIA:

Podia ser um piloto…, mas vou eleger a direção de corrida e a própria Dorna como a desilusão do dia. Por não terem adiado ou até mesmo cancelado a prova, depois da trágica notícia do falecimento de Jason Dupasquier. Todos os pilotos sentiram, todos os pilotos precisavam de fazer o luto. E fazer um minuto de silêncio não chega… quando acabou de se perder uma vida.

Carolina Neto

Redação Bola na Rede · ver artigos

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