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GP Portugal: É o chamado domínio à la Quartararo

João Pedro Barbosa · 4 min

Fabio Quartararo
Foto: Monster Energy Yamaha MotoGP

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A CORRIDA: LEVARAM À LETRA O “E SE A CASA CAIR… DEIXA QUE CAIA” E QUARTARARO APROVEITOU

Numa união entre MotoGP e Formula 1, os autódromos de Imola e do Algarve respeitaram um minuto de silêncio em memória de Fausto Gresini. O antigo campeão do mundo nas 125cc (a antiga categoria mais baixa) em 1985 e 87 não resistiu à COVID-19. É o adeus de uma figura importante no paddock cujo nome integra uma equipa de MotoGP, a Aprilia Racing Team Gresini.

Fica também a nossa homenagem e uma referência a um momento incrível. Contudo, estava na hora de as luzes se apagarem e os pilotos correrem. O arranque não correu muito bem a Fabio Quartararo e foram muitos que aproveitaram como Johann Zarco (Pramac Racing), Alex Rins, Jack Miller e Marc Marquez (Repsol Honda). A Suzuki a mostrarem que o circuito de Portimão era muito favorável a um bom resultado para as suas motos.

Se nos treinos livres e nas qualificações foram muitos os pilotos que acabaram por cair, primeiro foi Jack Miller (Ducati), que está a ter um início de mundial desastroso. Logo de seguida, também Miguel Oliveira acabou por perder o controlo da sua KTM. Apesar da queda, o português conseguiu voltar à corrida sem grandes perspetivas de um grande resultado.

A 17 voltas do fim, Fabio Quartararo passou por Alex Rins e, a partir daqui, a corrida ficou encarregue à Yamaha do francês. A Suzuki de Rins mostrava-se muito competente no setor dois e três, mas nas curvas onde exigiam mais velocidade a Yamaha era mais forte. Por isso, Rins voltava a sofrer do mesmo problema que tinha enfrentado na última corrida no Qatar. Numa altura em que lutava-se para perceber quem era o mais rápido no circuito: Quartararo, Rins ou Bagnaia (Ducati).

O espanhol da Suzuki, que ia puxando ao máximo a sua moto para acompanhar Quartararo, acabaria por entrar demasiado rápida na curva cinco e deslizar para a gravilha. O fim que Rins não queria. Porém, o grande sortudo do dia era o francês da Yamaha que agora liderava com uma vantagem considerável.

Johann Zarco, que está a fazer um belo início de temporada, ia aproveitando que Rins tinha saído de cena para mais um pódio. Todavia, mais um erro na pista de Portimão e o francês da Pramac acabou por também ele não terminar a corrida. Um erro que custou caro no GP de Portugal e também no mundial.

Com Quartararo já com a vitória no bolso, quem se ia mostrando na luta pelo segundo lugar era Pecco Bagnaia. Apesar dos resultados da Ducati, uma época muito interessante e com uma moto também competente para conseguir melhores posições. O italiano saiu de 11.º lugar, após ter feito a melhor volta da qualificação duas vezes e terem sido anuladas, e conseguiu fazer uma corrida espetacular, terminando em 2.º lugar.

A posição mais baixa do pódio ficou para o atual campeão do mundo, Joan Mir, que ainda sentiu o aproximar de Franco Morbidelli (Petronas Yamaha STR). De destacar, as excelentes prestações de Brad Binder (Red Bull KTM Factory), Aleix Espargaró (uma grande homenagem a Gresini) e também de Marc Marquez! O português Miguel Oliveira terminou em 16.º lugar, numa corrida muito complicada depois de ter caído.

Mais uma vitória para o foguete Quartararo e esta mostrou o domínio que pode ter se estiver nos seus dias. Após o término da corrida, na curva 1, o francês fez uma celebração “à Ronaldo” e gritou bem alto um “SIIII” de mais uma vitória. É a terceira vitória de uma Yamaha, depois de no Qatar terem vencido Viñales e também o próprio Quartararo, e é na mesma moto que se senta agora o líder do campeonato.

O PILOTO DO DIA

Francesco Bagnaia – Depois de uma qualificação infeliz, mostrava ser de longe o mais rápido no circuito português. Os tempos da qualificação não foram um acaso e o italiano da Ducati mostrou que podia ter ganho esta corrida e que podia ter dado muito mais emoção nesta luta pela primeira posição. Ainda assim, mostrou estar à altura e, beneficiando de várias quedas, conseguiu ficar em 2.º lugar. Grande dia para o italiano!

Sem tirar mérito à grande vitória de Quartararo e também aos trabalhos super interessantes dos pilotos que ficaram de 5.º até ao 7.º lugares.

A DESILUSÃO DO DIA

Johann Zarco – Podiam estar aqui muitos pilotos, como Jack Miller ou até Miguel Oliveira, por se pedir um pouco mais. Ainda assim, decidi colocar o antigo líder à entrada para este GP de Portugal. Porquê? Porque a maneira como entrou de forma agressiva quando tinha um pódio praticamente garantido para si, visto que controlava facilmente a Suzuki de Joan Mir mesmo que fosse ultrapassado por Bagnaia. Um erro que se paga muito caro e ele sabe disso.

João Pedro Barbosa

Redação Bola na Rede · ver artigos

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