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Moto GP: Uma volta rápida à temporada de 2016

Carolina Neto · 2 min

Moto GP: Uma volta rápida à temporada de 2016

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Cabeçalho modalidadesDepois do mundial escaldante de 2015, o de 2016 prometia muita animação e adrenalina. Foi uma temporada como há muito não se assistia, onde o equilíbrio entre os pilotos foi um dos pontos fortes deste ano. Mas apesar de tudo isso, Marc Márquez chegou e arrasou com a concorrência.

Se em 2015 assistimos a um Marc Márquez descontrolado, imaturo e pouco ciente dos riscos que corria, o mesmo não aconteceu em 2016. Aliás, o piloto espanhol não podia correr o risco de voltar a perder o título mundial por culpa própria. E é, talvez, aqui que Marc Márquez se destacou de tudo o resto. Tanto ele como a equipa da Honda Repsol perceberam que era necessário mudar de estratégia e que a mentalidade de Marc Márquez precisava de uma mudança quase brusca.

Com o objectivo de conquistar o título, o piloto e a equipa fizeram uma espécie de acordo onde cada parte tinha tarefas bem específicas. Marc Márquez tinha de controlar a sua imaturidade e perceber que conquistar só 10 pontos numa corrida era melhor do que acabar a prova sem qualquer pontuação; enquanto a equipa tentava colocar a Honda mais competitiva. E foi isso que aconteceu: criaram uma estrutura forte em torno de Marc Márquez e o próprio piloto alterou a sua forma de encarar cada corrida. O sucesso e o título de campeão deve-se, essencialmente, à estrutura e à mudança.

Fonte: Marc Marquez
Marc Márquez já conta com cinco títulos mundiais, três deles na categoria rainha do mundial de motociclismo
Fonte: Marc Marquez

De salientar que este foi o terceiro título conquistado por Márquez na categoria rainha, o que faz dele a referência do motociclismo actualmente.

Apesar do domínio do piloto espanhol, o mundial de 2016 foi o mais equilibrado dos últimos anos. Assistimos à quebra da hegemonia “Márquez, Rossi e Lorenzo” como os únicos capazes de chegar ao lugar mais alto do pódio, e foram nove os pilotos diferentes que conseguiram alcançar a vitória.

Mas 2016 reservou-nos uma surpresa no que diz respeito à constituição das equipas para 2017. Jorge Lorenzo, companheiro de Valentino Rossi na Yamaha, decidiu aventurar-se nos comandos da Ducati.

Quem acompanha o mundial de motociclismo sabe que a Ducati é uma moto bastante complicada de pilotar e que, por isso mesmo, o piloto espanhol vai ter uma tarefa acrescida. Aliás, Valentino Rossi também já correu pelas cores da Ducati e não conseguiu alcançar qualquer título. Esta mudança colocará à prova as capacidades de Jorge Lorenzo e vai tornar a época de 2017 ainda mais interessante.

Falar do mundial é falar também do português Miguel Oliveira, que se estreou este ano na categoria de moto2, depois de quase ter vencido o título de moto3. A época não se adivinhava fácil, visto que as alterações eram enormes: uma moto mais pesada, uma categoria mais competitiva, e como tal a tarefa do português tornava-se complicada. Mas ainda assim, Miguel Oliveira conseguiu terminar o mundial na vigésima primeira posição e tendo-se lesionado na fase final.

A temporada de 2017 arranca no Qatar a 10 de Março.

Caso ainda não tenhas ouvido o podcast BnR Modalidade podes fazê-lo aqui em baixo:

Foto de capa: Moto GP

Carolina Neto

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