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O que esperar da aventura de 2024 no Campeonato de Portugal de Ralis

Mafalda Ferreira Costa · 3 min

Ralis

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O que podemos esperar do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) que está mesmo ao virar da esquina?

Falta pouco para o começo de mais um Campeonato de Portugal de Ralis, que promete trazer novos desafios e manter a competitividade que lhe tem sido característica. Ainda assim, e fruto da dificuldade em conseguir verbas para fazer parte desta competição, já foi anunciada uma baixa de peso para a temporada de 2024.

Miguel Correia foi a primeira baixa para a nova época e perde-se, em 2024, um piloto que foi capaz de lutar pelo título de campeão em 2023, tendo-se ficado, no entanto, pelo vice-campeonato. O piloto da ARC Sport, que se tem demonstrado extremamente competitivo, não conseguiu, do ponto de vista económico, apoios para marcar presença na competição. A par dele, existem rumores, para muitos inesperados, de que Bernardo Sousa também não reuniu verbas para fazer parte do CPR 2024.

O Team Hyundai Portugal já apresentou a dupla de pilotos para 2024 e manteve Ricardo Teodósio e Kris Meeke. Conseguiram ter um grande ano desportivamente com 10 pódios, seis vitórias e o título de campeões nacionais com Ricardo Teodósio e José Teixeira, apesar do revés que ultrapassaram com a morte prematura do piloto Craig Breen.

Armindo Araújo, terceiro classificado em 2023, é sempre um nome a ter em conta para cada temporada. Apresentou-se com um novo Skoda Fabia RS Rally 2 da The Racing Factory para um novo campeonato e promete estar determinado para tentar conquistar o seu oitavo título absoluto no CPR.

José Pedro Fontes mantém-se fiel ao Citroën C3 Rally2 e pode ser um forte candidato ao primeiro lugar, ele que terminou 2023 na quarta posição.

Outras confirmações são Pedro Almeida, Paulo Neto e Ricardo Filipe com o Skoda Fabia Rally2. Lucas Simões regressa com o Ford Fiesta Rally2, tal como João Barros com o VW Polo GTI R5 e a Racing 4 you. Ernesto Cunha é uma novidade desta temporada, depois de ascender à categoria Rally2, com um Citroën C3 Rally2. Paulo Caldeira e Pedro Meireles devem também vir a ser confirmados nesta nova temporada.

O Campeonato de Ralis 2RM volta a prometer espetáculo com um uma previsão bastante positiva quanto à lista de pilotos a participar. Existem já alguns nomes garantidos como Rafael Cardeira, Daniel Nunes, Guilherme Meireles, Miguel Abrantes, Kevin Saraiva, Luis Morais, Diogo Marújo, Paulo Roque e Jorge Carvalho. Para além destes nomes, é ainda esperada a confirmação da presença de Ricardo Sousa, Pedro Silva, João Andrade e do vice-campeão Hugo Lopes.

A temporada de 2024 começa, como é tradição, com o Rali Serras de Fafe, Boticas e Cabeceiras de Bastos, já no próximo dia 23/24 de fevereiro. Seguem-se as últimas três provas em piso de terra: Algarve, Aboboreira e o Rali de Portugal. O asfalto começa em Castelo Branco, seguindo viagem para o Rali Vinho da Madeira. A reta final instala-se em Trás-os-Montes e culmina com o Rali Vidreiro, nos dias 11 e 12 de outubro.

Outro dado bastante favorável ao CPR foi o valor histórico de 164,7 milhões de impacto na economia, em 2023. A edição de 2023 do WRC Vodafone Rally de Portugal, com este valor histórico, demonstrou um crescimento de 7,1% face a 2022, relativamente ao retorno económico. São indicadores muito positivos, na medida em que refletem os gastos de adeptos, quer sejam residentes ou visitantes, e das equipas e organizações.

A Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, organizadora do CPR, fez um acordo para a época de 2024 – na categoria Rally2 – para a utilização obrigatória de gasolinas 100% renováveis, livres de combustíveis fósseis e com uma percentagem alta de redução das emissões de CO2. Assim, estarão em conformidade com as diretrizes da ONU e da FIA relativamente à neutralidade carbónica, na tentativa de modalidades mais sustentáveis.

Para 2024, é esperada mais uma edição bastante competitiva e repleta de pilotos com ambição para lutar pelo título. Tal como se passou na temporada anterior, é muito difícil fazermos previsões sobre qual poderá ser o próximo campeão nacional, até porque é provável que volte a existir duelos renhidos que apenas sejam decididos nas últimas provas. Irá Ricardo Teodósio revalidar o título ou dará a vez a um dos seus adversários?

Mafalda Ferreira Costa

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