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Roma E-Prix 1: Estratégia perfeita dá a vitória a Vergne

Luís Manuel Barros · 4 min

Roma E-Prix 1: Estratégia perfeita dá a vitória a Vergne
Foto de Capa: Fórmula E

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Nas ruas da cidade dos gladiadores, o francês Jean Éric Vergne (DS Techeetah), venceu o E-Prix de Roma, numa corrida marcada por várias desistências e problemas dos homens do top 10. O pódio foi fechado pela dupla da Jaguar, Sam Bird e Mitch Evans.

A vitória para Vergne requereu um trabalho estratégico notável, sendo que o francês e a equipa dourada temporizaram na perfeição as idas ao Attack Mode, de forma a não perder demasiados lugares, numa corrida onde nunca houve muito distanciamento entre os competidores, parecendo a certo ponto um comboio de carros elétricos.

Para o conseguir, Vergne lutou durante a grande maioria da corrida com Lucas di Grassi (Audi), que se tinha colocado na liderança, após os três homens que partiram à sua frente no arranque, chocarem (Andre Lotterer e Stoffel Vandoorne) ou serem penalizados (Oliver Rowland). O piloto brasileiro fez o que pôde para segurar a liderança, no entanto, já próximo do final, perde teve problemas técnicos, acabando por se retirar.

Enquanto tudo isto acontecia, a dupla da Jaguar fazia uma demonstração notável de corrida. Sam Bird e Mitch Evans tinham começado em 10º e 12º respetivamente, mas durante toda a prova mostraram um ritmo fabuloso, que lhes permitiu subir vários lugares, travar muitas batalhas, mas acima de tudo, sem agressividade em demasia, o que lhes permitiu manter-se longe do caos que afetava a maioria dos homens da frente.

Mais no fundo da tabela, as coisas mantinham-se relativamente calmas em comparação, no entanto, há a destacar a corrida difícil do campeão em título, o português António Félix da Costa (DS Techeetah). Após um choque na qualificação, o António começou em 18º, no entanto, confiante de uma boa recuperação durante a corrida. Esta tarefa não foi assim tão simples, em particular porque havia um grande equilíbrio entre quase todos os carros, o que dificultou ultrapassagens. A certo ponto, o português colocou-se dentro do Top 10, mas ainda tinha uma ida ao Attack Mode, e um furo já perto do final da prova, eliminou qualquer possibilidade de lutar por pontos.

Também mesmo no final da corrida, o líder Lucas di Grassi perdeu subitamente velocidade, por problemas técnicos no carro. Esta desaceleração do carro da Audi, naquela que é a zona mais rápida do circuito, deu origem ao caos que acabou por obrigar a corrida a terminar atrás do Safety Car. Stoffel Vandoorne (Mercedes), o homem da pole position, que caiu para longe da liderança após um choque de Andre Lotterer (Porsche), tenta desviar-se do problemático Audi de Lucas di Grassi, e acaba a perder o controlo numa lomba, o que deixa o seu colega de equipa Nyck De Vries sem opção que não chocar contra o piloto belga.

Isto marcou uma corrida desastrosa para Vandoorne, que após a excelente qualificação, onde conseguiu a pole position, vê a sua liderança arruinada pela aparente impaciência de Lotterer, e após recuperar para dentro do top 5, acaba a perder o controlo do carro e colocar assim fim à sua corrida (e o consequente Safety Car colocou fim à dos outros).

O resto do top 10, vê Robin Frijns (Virgin) em quarto, com a sensação de que poderia ter conseguido um pouco mais, mas não conseguiu travar os Jaguar. A quinta posição ficou para Sebastien Buemi (Nissan), com o suíço a aproveitar as desistências à sua frente para subir na tabela, mas em sexto temos um dos destaques da corrida, a quem quase ninguém prestou atenção, que foi René Rast (Audi), que começou em vigésimo. Pascal Wehrlein (Porsche), Alex Lynn (Mahindra), Max Gunther (BMW) e Nick Cassidy (Virgin), fecham o top 10, com destaque para Cassidy que começou em 22º.

Nas contas do campeonato, Bird passa para a primeira posição, seguido pelo ex-colega de equipa Robin Frijns e Nyck de Vries, ocupando a Jaguar o topo da tabela de equipas.

Foto de Capa: Fórmula E

PILOTO(S) DO DIA

Sam Bird e Mitch Evans – É tão difícil escolher entre os dois, que é mais simples colocar ambos neste “prémio”. De fora do top 9, recuperar para o pódio é sempre excelente, mas ainda merece maior destaque quando verificamos que a grelha estava tão equilibrada quanto hoje. Mediram muito bem as ultrapassagens e as apostas estratégicas, e mantiveram-se longe dos problemas e caos atravessados pelos homens da frente. Um excelente trabalho de equipa dos homens da Jaguar que justifica a sua posição na liderança do campeonato.

DESILUSÃO DO DIA

André Lotterer – Começar em segundo e terminar em 16º não é a melhor mostra de trabalho num dia de corrida. André Lotterer foi pura e simplesmente desastrado e impaciente na primeira volta, arruinando a sua corrida, mas também a de Vandoorne, com uma tentativa de ultrapassagem desnecessária. Depois disso levava danos no carro durante toda a corrida, e teve o fantástico prémio de uma penalização de cinco segundos, que após o efeito de concertina final devido ao Safety Car, facilmente o atirou para a última posição. De um piloto tão experiente pede-se um pouco mais.

Luís Manuel Barros

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