Roma E-Prix 2: Vandoorne vence, Jaguar na mira das “flechas prateadas”

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A CRÓNICA: TODOS OS SARILHOS VÃO DAR A ROMA

Depois da vitória de Jean-Éric Vergne (DS Techeetah) na corrida de sábado, Nick Cassidy (Envision) somou a sua primeira “pole” em Fórmula E na manhã de domingo em Roma, à frente do também “rookie” Norman Nato (Venturi). Apesar da posição muito promissora para o início de corrida em condições de aderência mistas, o neo-zelandês faz pião logo na primeira volta na travagem para a curva 3, caindo para fora do Top 10. Esta corrida viria a ser de grande atrito, por entre as lombas do traçado romano.

Más notícias também logo após a partida para André Lotterer (Porsche), que se viu penalizado com uma ida às boxes por uma infracção técnica para consumar um fim de semana muito negativo para o alemão. Norman Nato (Venturi) assumiu a liderança, mas rapidamente foi ultrapassado pelos “melhor equipados” Pascal Wehrlein (Porsche) e Stoffel Vandoorne (Mercedes).

Nick Cassidy viu-se mais uma vez fora da trajectória ideal à viragem dos dez minutos de corrida, após uma tentativa de ultrapassagem ambiciosa por parte de Oliver Rowland (Nissan) que acabou com Cassidy nas barreiras de protecção, com um furo num dos pneus e efectivamente fora da corrida. Foi também nesta altura que começaram as primeiras travessias pelos “Attack Modes” para a grande maioria dos pilotos.

À passagem dos primeiros 15 minutos de corrida, os experientes Sébastien Buemi (Nissan) e Lucas di Grassi (Audi) envolvem-se num acidente a alta velocidade, o que resulta no abandono de di Grassi, num “Full Course Yellow” que neutraliza a corrida, e torna obsoletos muitos dos “Attack Modes” que haviam sido activados.

No reinício da corrida, Alexander Sims (Mahindra) faz um grande arranque para assumir a segunda posição por troca com Wehrlein, com Vandoorne ainda na liderança. Mais “Attack Modes” activados após a primeira volta sobre bandeiras verdes, incluindo de António Félix da Costa (DS Techeetah). O português aproveita uma travagem deficiente de Nyck de Vries (Mercedes) para subir ao 10º posto, primeiro dos pontuáveis, depois de uma qualificação difícil em que não foi além do 15º lugar na grelha.

A estratégia de Sims parecia, neste momento, ideal, fazendo uso do seu terceiro “Attack Mode” para se proteger de Wehrlein e ganhar tempo a Vandoorne, que havia construído uma vantagem de mais de cinco segundos na frente do pelotão. Com sensivelmente 12 minutos para o final da corrida, Nato recupera um lugar a Wehrlein para se colocar de novo na discussão pelo pódio.

Na luta pelos últimos lugares pontuáveis, o líder do campeonato Sam Bird (Jaguar), Rowland e René Rast iam “mostrando os cotovelos” mas a luta terminou em desastre para Rast, que perdeu o controlo do seu Audi após um ligeiro contacto com o muro que danificou a suspensão e levou a um embate ainda mais violento logo de seguida, trazendo o Safety Car conduzido por Bruno Correia das “boxes” para o asfalto do traçado romano.

Com apenas uma volta por disputar em condição de bandeira verde, o reinício viu todos os pilotos deitar fora o conservadorismo. Vandoorne usou o seu “Fan Boost” para aumentar a distância para Sims, Edoardo Mortara (Venturi) salva-se de contacto com o muro de forma impressionante, depois de perder o controlo das rodas traseiras ao passar numa das muitas lombas do circuito, e Félix da Costa escapa por centímetros a uma colisão no mesmo local entre Bird, de Vries e Rowland, o trio então em luta pelo 9º lugar.

Com algumas penalizações e investigações ainda por apurar após a corrida – Alex Lynn (Mahindra), Robin Frijns (Envision) e Cassidy foram todos penalizados com 30 segundos por uso ilegal dos “Attack Modes”, e Nato viu-se desclassificado por uso excessivo de energia – Vandoorne subiu ao lugar mais alto do pódio, com Sims e Wehrlein a fazer-lhe companhia. Com este triunfo, o piloto belga da Mercedes, habitual favorito dos fãs no que toca ao “Fan Boost”, catapulta-se para o 4º posto do campeonato, atrás de Sam Bird (Jaguar, 43 pontos), Mitch Evans (Jaguar, 39) e Robin Frijns (Envision, 34). Com mais seis pontos, Félix da Costa posiciona-se no 10º lugar do campeonato à partida para Valência, para as duas corridas que se disputam no fim de semana de 24 e 25 de abril.

Foto de Capa: Mercedes Formula E Team

Carlos Eduardo Lopes
Carlos Eduardo Lopeshttp://www.bolanarede.pt
Concluída a licenciatura em Comunicação Social, o Carlos mudou-se para Londres em 2013, onde reside e trabalha desde então. Com um pai ex-piloto de ralis e um irmão no campeonato nacional de karts, o rumo profissional do Carlos foi também ele desaguar nas "águas rápidas" da Formula One Management, onde trabalhou cinco anos. Hoje é designer numa empresa de videojogos, mas ainda não consegue perder uma corrida (seja em quatro ou duas rodas).

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