Publicidade

UFC 251: Estreia de sonho da Fight Island

Eduardo Pedrosa Costa · 4 min

UFC 251: Estreia de sonho da Fight Island
Foto: UFC

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

O primeiro cartaz na Fight Island, a ilha da luta do UFC, não desiludiu. Prometia ser um dos eventos do ano e foi: Kamaru Usman dominou Jorge Masvidal para se manter campeão de peso meio-médio; Alex Volkanovski reteve o título de peso-pena ao vencer pela segunda vez Max Holloway; Petr Yan conquistou o título vago de peso-galo ao finalizar José Aldo.

KAMARU USMAN vs. JORGE MASVIDAL

O campeão de peso meio-médio Kamaru Usman vinha de uma vitória frente a Colby Covington, que foi a primeira defesa de título do nigeriano. Inicialmente estava marcado enfrentar o brasileiro Gilbert Burns, mas este testou positivo à covid-19 e o combate não foi para a frente.

A apenas seis dias do combate Jorge Masvidal aceitou enfrentar Usman, naquele que se previa ser um combate difícil para ele devido ao estilo do campeão.

E assim foi. Masvidal até entrou bem a lançar alguns golpes fortes e mesmo já no chão conseguiu fazê-lo. No entanto, o jogo de clinch e de chão de Usman mostraram-se mais fortes, visto que o campeão conseguiu projetar Masvidal várias vezes e controlá-lo também junto à jaula.

Foi um combate um pouco aborrecido, mas forte a nível estratégico. Usman fez o que tinha de fazer para se manter campeão e assim foi. Conseguiu a vitória por decisão unânime após as cinco rondas.

ALEX VOLKANOVISK vs. MAX HOLLOWAY

A carreira de Max Holloway na divisão de peso-pena estava a alcançar um ponto em que se começava a ponderar ele ser o melhor de sempre dessa categoria. No entanto, foi derrotado por Volkanovski no ano passado, num combate em que o estilo do australiano lhe colocou muitas dificuldades.

Agora com uma possibilidade de desforra Holloway entrou mais preparado. Entrou solto, a estudar o adversário, mas a acertar bons golpes. Graças à forma como se movimentava para criar ângulos conseguiu acertar golpes limpos em Volkanovski que chegou a acuar um gancho de direita.

Já no terceiro round Volkanovski começou a mexer-se mais e a variar os golpes, sobretudo a usar mais os pontapés para abrandar Max. À entrada para o quinto e último assalto o combate estava muito renhido, mas duas projeções de Volkanovski foram decisivas. No final, foi-lhe atribuída a vitória por decisão dividida, mantendo-se assim campeão.

PETR YAN vs. JOSÉ ALDO

Quando o antigo campeão de peso-galo Henry Cejudo anunciou a sua reforma, e o título ficou vago, o UFC mostrou logo a sua intenção de dar uma chance de título a José Aldo. O brasileiro, apesar de ter perdido frente a Marlon Moraes, mostrou muita qualidade. Petr Yan vinha de uma vitória frente a Urijah Faber e mostrava ser uma das novas ameaças na divisão.

O combate começou com uma troca de strikes equilibrada. Aldo falhou uma projeção e Yan conseguiu ficar por cima no chão, tendo acertado um golpe ao fígado que magoou bastante o brasileiro.

Aldo esteve bem nos dois rounds seguintes, a estar bem ativo e a variar golpes e a atingir muito a perna de Yan. Já perto do fim do terceiro round, Aldo abrandou um pouco e Yan aproveitou. Na quarta ronda aumentou a intensidade e Aldo acusou o ritmo, tendo sido finalizado no chão já na quinta ronda.

JESSICA ANDRADE vs. ROSE NAMAJUNAS

Depois de ter perdido o título de peso-palha para Weilli Zhang, Jessica Andrade ia enfrentar agora Namajunas, à qual lhe retirou o título em maio do ano passado. Era a oportunidade de Namajunas voltar ao ativo, visto que nunca mais competiu desde essa derrota.

Rose esteve muito bem ao longo do combate. Movimentou-se de forma a ter distância para Andrade, criou ângulos e acertou golpes com qualidade. Foi mais ativa e lançou um número mais elevado de golpes, conseguindo pontuar mais que a brasileira nos dois primeiros rounds.

Na terceira e última ronda Jessica Andrade foi à procura da finalização e conseguiu equilibrar mais o combate, mas Namajunas manteve-se composta e garantiu a vitória por decisão dividida.

AMANDA RIBA vs. PAIGE VANZANT

Paige VanZant já não entrava na jaula do UFC desde janeiro do ano passado. Foi um 2019 marcado por lesões para a jovem lutadora, que ainda não atingiu o potencial que se lhe esperava.

Para Amanda Ribas esta era uma oportunidade de se continuar a mostrar no UFC e conseguir a quarta vitória em quatro combates na promoção.

Rapidamente Ribas mostrou a intenção de levar o combate para o chão. Conseguiu levar VanZant para o chão com uma projeção de judo e trabalhar para procurar as costas. Conseguiu agarrar um braço da adversária e encontrou uma posição favorável para uma chave de braço. Assim conseguiu essa submissão, tendo finalizado VanZant em dois minutos.

Foto de Capa: UFC

Eduardo Pedrosa Costa

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.