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As grandes figuras dos Jogos Olímpicos de Inverno 2018

José Baptista · 4 min

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Terminadas que estão as XXIII Olimpíadas de Inverno, é tempo de se fazerem rescaldos e olhar para os atletas que marcaram esta edição da prova rainha do Desporto e que garantiram o seu lugar de destaque na história. Houve, como é habitual nestes certames, um pouco de tudo, grandes campeões que confirmaram o seu estatuto, novas promessas que se revelaram ao mundo e veteranos a mostrar que ainda estão aí para as curvas. A maior semelhança é o domínio dos países do Norte da Europa, com a Noruega a voltar a reinar no quadro das medalhas.

De entre os 2922 participantes oriundos de 92 nações, estas são as figuras que ficam para a posterioridade.

Esqui Alpino

Fonte: FIS

Marcel Hirscher – O austríaco que vem dominando a Taça do Mundo de Esqui Alpino há já várias temporadas chegou finalmente ao ouro olímpico e logo a dobrar. Venceu no Combinado e no Slalom Gigante com grande autoridade para vingar a prata e os dois quartos lugares que havia levado das suas participações em Vancouver e Sochi. Ficou só a faltar o Slalom, em que saiu do percurso logo na primeira manga, perdendo a oportunidade de fazer uma tripla histórica.

Biatlo

Fonte: International Biathlon Union

Martin Fourcade – Para um atleta que é o Rei da modalidade (leva seis Taças do Mundo consecutivas e lidera a deste ano), estas Olimpíadas foram mais uma oportunidade de relembrar toda a gente da sua qualidade e de mostrar que ainda não é desta que o vão destronar. Depois de uma prata em Vancouver e dois ouros e uma prata em Sochi, o francês elevou ainda mais a fasquia e saiu de PyeongChang com três ouros, em Perseguição, Partida em Massa e Estafetas Mistas.

Biatlo

Fonte: International Biathlon Union

Laura Dahlmeier – Demasiado jovem para fazer estragos em Sochi, a Coreia do Sul eram os primeiros Jogos em que a jovem alemã partia como candidata às medalhas. Depois de um 2017 de sonho com vitória na Taça do Mundo e ouro em cinco das seis provas dos Mundiais (no Sprint teve de se contentar com a prata), a nova época não lhe estava a correr de feição, mas no momento da verdade, a atleta germânica correspondeu e levou para casa o ouro na Perseguição e no Sprint e o bronze na prova Individual.

Esqui Cross-Country

Fonte: Johannes Hosflot Klaebo

Johannes Hosflot Klaebo – As esperanças norueguesas no Cross-Country estavam especialmente depositadas no experiente Martin Sundby e o veterano deu o seu ouro na corrida de pares, o Sprint por Equipas. No entanto, seria o seu jovem colega de apenas 21 anos a afirmar-se nestas Olímpiadas. Outra vez com Sundby e também na companhia de Krüger e Tonseth fez parte da vitória nas Estafetas e sagrou-se ainda Campeão Olímpico no Sprint, a sua maior especialidade. Com três ouros olímpicos em tão tenra idade, confirmou-se como a grande promessa para o futuro da modalidade.

Luge

Fonte: International Luge Federation

Natalie Geisenberger – Numa modalidade tão pouco divulgada e apreciada, os alemães foram os titãs destas Olimpíadas e Geisenberger foi o expoente desse domínio com uma participação perfeita. Venceu a solo na prova feminina e juntou-se a Johannes Ludwig e Tobias Wendl e Tobias Arlt para conquistar também o ouro em Estafetas – prova com três percursos de acordo com as outras provas da competição, individual feminino seguido pelo individual masculino e, finalmente, par masculino. Nesta segunda prova, fez outra vez o melhor tempo entre as senhoras e lançou os germânicos para o triunfo.

Combinado Nórdico

Fonte: Eric Frenzel

Eric Frenzel – Mais um caso de um atleta que é o mais forte e teve a capacidade física e emocional de o demonstrar nos Jogos. O vencedor das últimas 5 edições da Taça do Mundo de Combinado Nórdico já tinha três medalhas das suas participações Vancouver e Sochi, uma de cada metal, mas foi capaz de melhorar e estar no podium de todas as três provas da modalidade – esta é a única que apenas se disputa em masculinos – e levou para casa o ouro no Trampolim Normal e na Prova por Equipas e o bronze em Trampolim Grande.

Saltos de Esqui

Fonte: Andreas Wellinger

Andreas Wellinger – A fazer a sua melhor temporada desde que é profissional, o jovem de 22 anos que compete na Taça do Mundo desde 2012/13 era considerado um candidato às medalhas, mas eram o compatriota Richard Freitag e o polaco Kamil Stoch que se adivinhava que estivessem no lugar mais alto do podium. Mas Wellinger chegou a PyeongChang e impôs-se, conquistando três medalhas. Chegou ao ouro em trampolim normal e ficou com a prata em Trampolim Grande e na Prova por Equipas.

Saltos de Esqui

Fonte: FIS

Robert Johansson – O bigode voador norueguês foi provavelmente a maior surpresa dos Jogos. Com poucas credenciais além de um título por equipas em ski flying, vertente com saltos mais longos da qual já só restam cinco trampolins, todos na Europa, o norueguês tem como melhor resultado na Geral da Taça do Mundo o 16º do ano transato. Esta época tem melhorado e alcançado algumas posições interessantes, mas ninguém poderia prever que o saltador de 27 anos se afirmasse no panorama internacional e chegasse ao bronze nas duas provas individuais, além de ajudar a Noruega a conquistar o ouro por equipas.

Patinagem de Velocidade

Fonte: Ireen Wüst

Ireen Wüst – A patinadora do Reino dos Países Baixos saiu da Coreia do Sul com uma medalha de ouro nos 1500 metros e pratas nos 3000 metros e na Perseguição por equipas. Só estes resultados já serviriam para impressionar, mas o mais incrível é o significado destes resultados para o seu palmarés olímpico global. Aos 31 anos, leva 11 medalhas distribuídas por quatro Jogos Olímpicos, e entre os seus recordes contam-se feitos como ser a primeira atleta feminina a vencer nove medalhas em provas individuais e a primeira vez que um atleta dos Jogos de Inverno alcança o ouro em quatro edições consecutivas das Olímpiadas.

Foto de Capa: COI

José Baptista

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