Suíça e Áustria em grande, no capítulo da velocidade | Esqui Alpino

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SUPER GIGANTE FEMININO

No Slalom Super Gigante Feminino, prova que mistura a técnica do Slalom Gigante com a velocidade do Downhill e que decorreu na Olímpia De Le Tofane, acabou por ser sem surpresas, que Lara Gut-Vehrami, líder da Taça do Mundo e desta disciplina, arrecadou o ouro. Na prata, ficou outra atleta helvética, Corinne Suter, que deste modo repetira a medalha conseguida na Suécia, mas no Downhill, ficando a 0,34 da sua chefe de fila. Na medalha de bronze, foi Mikaela Shiffrin, dos EUA, que apesar de ser a campeã em título, é uma esquiadora que não tem nesta disciplina a sua mais forte, visto que faz do Slalom Gigante, em que é detentora do globo de cristal e do Slalom, no qual é campeã olímpica, as suas especialidades prediletas, mas mesmo assim mostrou que pode ser considerada uma “todo terreno” e que também quando necessário compete a bom nível nas provas mais rápidas, deixando grandes impressões para o combinado alpino.

A fechar as cinco primeiras, ficaram respetivamente: a Snowboarder checa, Ester Ledecka, que foi a surpreendente vencedora do Super Gigante, nos Olímpicos de Pyeongchang. Já em quinto, ficou a campeã do Mundo júnior, a norueguesa Kajsa Vickhoff Lie, que no futuro pode ser uma das grandes da disciplina de “Hermann Maier”.

Merecedor de destaque o facto de entre Lara Gut, vencedora do título Mundial, e outra não especialista, a eslovaca Petra Vlhova em nono, existirem apenas 0,90 a separá-las.

Ainda de referir que de entre as participantes, tendo figurado entre as 40 que terminaram a prova estiveram a queniana Sabrina Simader no 40.º posto e a argentina Francesca Baru Zzi Farriol, na 36.ª classificação. Destaco estas duas atletas, visto serem provenientes de países que apenas aparecem nas grandes competições, não estando regularmente representados na Taça do Mundo. Acrescentar ainda que se registaram três provas não terminadas.

DOWNHILL FEMININO

Na prova mais rápida das senhoras, na qual frequentemente são atingidas velocidades na ordem dos 130km/h, foi a suíça Corinne Suter, prata no Super Gigante, quem levou o ouro para casa. A prata foi para a surpreendente germânica Kira Weidle, de 24 anos, que ficou a 0,20 da campeã. Novamente nas medalhas, esteve Lara Gut, mas desta vez contentou-se com o bronze, a 0,37 da sua bem mais jovem compatriota. Ester Ledecka, voltou a ficar no lugar mais ingrato em competições deste género, o quarto, a menos de dez centésimas do bronze.

Desta feita, o Top dez coube em 0,99 pelo que se consegue concluir que foram novamente diferenças muito curtas, a atribuir o ceptro de campeã do mundo.

Foram 30 as atletas que concluíram, havendo apenas a registar uma prova não terminada, sendo que entre as competidoras tínhamos uma romena e uma australiana, países de escassa tradição nestas lides.

Diogo Rodrigues
Diogo Rodrigueshttp://www.bolanarede.pt
O Diogo é licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade Lusófona do Porto. É desde cedo que descobre a sua vocação para opinar e relatar tudo o que se relaciona com o mundo do desporto. Foram muitas horas a ouvir as emissões desportivas na rádio e serões em família a comentar os últimos acontecimentos/eventos desportivos. Sonha poder um dia realizar comentário desportivo e ser uma lufada de ar fresco no jornalismo. Proatividade, curiosidade e espírito crítico são caraterísticas que o definem pessoal e profissionalmente.

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