Os videojogos enquanto desporto

- Advertisement -

Cabeçalho modalidadesÉ um contrassenso. Quando se pensa em videojogos, imaginamos um sedentário nerd, de janelas semicerradas agarrado a um computador ou consola durante largas horas a fio, desperdiçando a sua vida. O preconceito é quase omnipresente e, contrariamente aos outros produtos de cultura, é quase exclusivamente pejorativo. Não me ocorre alguém ser criticado por adorar livros, por ouvir muita música ou por ser um fã incondicional de cinema. Professor que sou, nunca vi uma mãe preocupada com o insucesso escolar do seu rebento por força das suas constantes idas a concertos ou pelo devorar de clássicos de literatura até às 2 da manhã. Mas os videojogos… isso são “coisas de crianças”; são brincadeiras; são desperdícios de tempo. Não se aprende nada.

Há um sem-número de argumentos que vão sendo usados para denegrir esta forma de entretenimento em particular. Daí que o facto de um videojogo se tornar um desporto deixe alguns boquiabertos… daí o facto de, quando se fala de números nos desportos tradicionais e se refere que há eventos de eSports cujo prémio é maior do que o de um Masters de Golf, das finais de NBA ou do famoso Super Bowl, essa incredulidade venha acompanhada de ruídos de incompreensão.

Fonte: Dota Blast
NBA Finals – 24 milhões de espectadores na AB, aproximadamente 7 milhões de dólares de prémio
Fonte: Dotablast.com

Um dos passos importantes foi dado há relativamente pouco tempo, com intenções de articular campeonatos de desportos electrónicos com os Jogos Olímpicos. Há, claro, um conjunto de regras específicas para os desportos electrónicos que não encontram particular reflexo nos desportos convencionais. Estes primam por uma estabilidade em termos de regras e alterações.

Ricardo Mota
Ricardo Motahttp://www.bolanarede.pt
Desde há muito tempo ligado ao mundo dos videojogos, Ricardo Mota é Professor de criação de videojogos no Instituto Politécnico da Maia. Escreve sobre videojogos e desportos electrónicos para o Rubber Chicken, a RTP Arena e o Observador e traz agora para o Bola na Rede os primeiros passos sobre os esports. Organiza o projecto Indie Dome, na Lisboa Games Week, e trabalha como Relações Públicas e Gestor de Comunidades na Bigmoon Studios.                                                                                                                                                 O Ricardo não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Mercado: Marco Silva não conta com extremo e Benfica quer saída em definitivo

O Benfica quer saída de Dodi Lukebakio a título definitivo. Extremo belga não entra nas contas de Marco Silva.

Bruno Costa revolta-se com o Cluj: «É muito complicado conseguir trabalhar com uma situação destas»

Bruno Costa teve o seu contrato com o Cluj rescindido devido ao processo de insolvência. O médio centro acusa o clube de não ter recebido uma compensação financeira.

Jamie Carragher alerta Liverpool: «Pior mercado da história da Premier League»

Jamie Carragher deixou fortes críticas às contratações milionárias que o Liverpool fez durante o mercado de verão da época 2025/26.

Gonçalo Santos assina contrato profissional com o FC Porto

O FC Porto assinou um contrato profissional com Gonçalo Santos. O jovem avançado de 16 anos vai para a décima época de dragão ao peito.

PUB

Mais Artigos Populares

PSG empresta Yoram Zague ao Pafos de Ricardo Sá Pinto

Yoram Zague juntou-se ao Pafos por empréstimo do PSG. O lateral direito vai defender a equipa cipriota na próxima temporada.

Brighton contrata Jaouen Hadjam ao Young Boys por 11 milhões de euros

O Brighton oficializou a contratação de Jaouen Hadjam. O lateral de 23 anos trocou o Young Boys pelos seagulls a troco de onze milhões de euros.

Xavi apresentado como selecionador dos Países Baixos: «Estamos aqui para competir e ganhar»

Xavi Hernández foi apresentado como novo selecionador dos Países Baixos e revelou a ambição de implementar uma equipa ofensiva e dominadora.