Tudo o que há para saber sobre a Liga Portuguesa de Futebol Americano

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Em 2009, nasce uma nova competição em Portugal, com um desporto desconhecido pela maior parte da população em grande destaque, o futebol americano. Mesmo contando apenas com cinco equipas, a Liga Portuguesa de Futebol Americano iniciou a todo o gás. Paredes Lumberjacks, Lisboa Navigators, Porto Renegades, Alverca Crusaders (atuais Cascais Crusaders) e Galiza Black Towers (Espanha) compuseram esta primeira edição da LPFA, edição esta que culminou numa vitória dos Lisboa Navigators frente aos Paredes Lumberjacks por 45-26, tornando assim os Lisboa Navigators com a sua marca na história da Liga enquanto primeiros campeões da competição.

Desde então muito aconteceu, desde mega dinastias, a equipas surpresa a vencerem a LPFA e muitas (muitas) mudanças relacionadas com federações e modelos de competições diferentes.

Mas e se tu não estavas cá? E se começaste a acompanhar (ou a praticar) o desporto recentemente? Vieste parar ao sítio mais correto. Aqui vai um pequeno guia sobre todas as equipas que participam atualmente na LPFA com uma menção no final às grandes equipas que, por vários motivos, deixaram de competir na LPFA.

Lisboa Navigators

Começamos com a maior equipa em Portugal. Os Navigators são, até hoje, a única dinastia que existiu em Portugal, tendo tido o total domínio sobre a LPFA de 2009 a 2015, onde venceram seis (!) campeonatos seguidos!

Após todas estas épocas de glória, o futuro não foi o mais sorridente. Os Lisboetas só se voltaram a deslocar a uma final nove anos depois, onde foram derrotados pelos Lisboa Devils, final esta que perderam por apenas um ponto.

Atualmente, os Lisboa Navigators são uma das três equipas totalmente invictas desde o início da LPFA XVI. Com um ataque liderado por Nuno Rodrigues, quarterback dos azuis e brancos ex-safety, ocupando a posição que era previamente ocupada por Tiago Ladeira, que voltou à sua posição de wide receiver. Do lado defensivo contam com estrelas como o Jogador Defensivo da LPFA XV, José Soares e com o Rookie do Ano, Janin Katoudi.

Os Navigators estão melhores que em épocas anteriores e melhoraram a olhos vistos. Só eles sabem o que este gigante adormecido nos pode trazer para esta época!

Lisboa Devils

Os atuais bicampeões são a segunda equipa mais titulada da LPFA, contando com cinco títulos, sendo o último na época passada frente aos Cascais Crusaders.

Se os Navigators adormeceram após os seus seis anos de domínio sobre a LPFA, os Lisboa Devils acordaram. De 2016 a 2025, os Lisboa Devils só não estiveram presentes na final de 2018, que viu os Portuscale Dragons a vencer os Porto Mutts por 6-0.

No total foram sete finais disputadas em nove anos (sendo que um dos anos não se realizou a final, devido à covid-19) e os Devils conquistaram cinco títulos contra cinco rivais diferentes, sendo esses rivais os Algarve Sharks (já extintos) em 2016, os Maia Renegades em 2017, os Porto Mutts (agora Maia Mutts) em 2019, os Lisboa Navigators em 2024 e os Cascais Crusaders em 2025, tendo perdido em 2022 e em 2023 frente aos Crusaders.

Atualmente são também uma das três equipas invictas na LPFA XVI, onde são também o melhor ataque da liga e a melhor defesa da liga, tendo marcado 84 pontos e sofrido apenas seis em três jogos. Por mais que tenham jogado mais um jogo que o resto do top-4, não deixa de ser uma estatística inacreditável.

Considerados por muitos a melhor equipa em Portugal, os Lisboa Devils vão atacar o recorde dos Lisboa Navigators no que toca a número de títulos.

Cascais Crusaders

A equipa da linha é uma das três equipas que compete desde a LPFA I, ao lado dos seus grandes rivais, Lisboa Navigators e os históricos Salgueiros Renegades. São também uma das quatro equipas a já ter conseguido levantar a taça. Os Crusaders bateram os Devils dois anos seguidos em 2022 e em 2023 para se sagrarem bicampeões. Os azuis já se tinham dirigido até à final da competição em 2015, onde caíram frente aos seus eternos rivais, Lisboa Navigators.

Na LPFA XV foi a sua quarta viagem até ao maior jogo do ano. Dirigiam-se para esta final enquanto única equipa do campeonato a ficar invicta até à final, onde acabaram por cair frente aos Devils, num jogo onde entraram como favoritos, mas nunca o foram ao longo do jogo, tendo perdido o mesmo por 31-15.

Atualmente são também uma das três equipa invictas na LPFA XVI, onde continuam a contar com grandes nomes como José Sarsfield, Matias Manuel, Bernardo Carvalho, João Miranda e outros grandes históricos da equipa da linha, mas também com muito talento jovem, como Gonçalo Cerdeira, Afonso Costa, Bruno Sakamoto, João Fonseca e, uma das estrelas até agora dos Crusaders, Rui Seide.

Até agora invictos, os Crusaders aparentam ser uma das melhores equipas da liga, mas também perderam bastantes peças ao longo dos anos. Paulo Terrinca tem lidado bem a colmatar estas ausências de jogadores-chave desenvolvendo Rui Seide a RB depois da lesão de “Sabonete” e a incerteza de Salvador, Bruno Sakamoto na ausência de Otávio e adaptando João Barros a right tackle preenchendo o espaço deixado por Diego e do lado defensivo pondo as fichas todas em Gonçalo Cerdeira e, aquele que é para mim o jogador revelação do ano dos Crusaders até agora, Gil Pacheco para o lugar de João Branco.

Vamos ver se os Crusaders conseguem chegar ao nível do ano anterior ou, quem sabe, excedê-lo e devolver a taça a Cascais.

Maia Mutts

Os ex-Porto Mutts são uma das equipas com mais idas à final da LPFA, mas nunca saíram vitoriosos de uma. A equipa da Maia que já participou em três finais diferentes, já participa na LPFA desde a sua quarta edição, em 2013, ano onde se dirigiram à sua primeira final.

As suas outras duas idas a finais surgiram em 2018 e em 2019, sendo que a 10º edição da LPFA (2019) foi também a sua última ida à final. Em 2018 caem frente à equipa mais surpreendente de sempre da competição, os Portuscale Dragons. Esta equipa de Vila Nova de Gaia venceu os Mutts por 6-0 na final, sendo que esta foi a sua única participação na LPFA.

No ano seguinte perdem também, desta vez frente aos Lisboa Devils, que conquistaram o seu quinto título frente aos nortenhos.

Atualmente, os Mutts passam uma péssima fase, com o maior problema dos caninos a ser a falta de jogadores, um problema que não é de agora, mas que persiste ao longo das últimas épocas.

Este é outro gigante adormecido da LPFA, gigante que antevejo ter muitas dificuldades ao longo dos próximos anos a acordar.

Braga Warriors

Os Braga Warriors já disputaram duas finais ao longo da sua existência, sendo que essas duas finais foram em 2012 e em 2014. Desde então os Warriors não voltaram a chegar a nenhuma final, por mais que se tenham deslocado aos playoffs com alguma regularidade (especialmente nos últimos anos).

Em duas finais disputadas enfrentaram sempre o mesmo rival, os Lisboa Navigators, tendo perdido em 2012 por 25-7 e em 2014 por 34-7.

Os nortenhos que integram a LPFA desde a sua segunda edição estão a passar por uma fase um pouco complicada. Encontram-se neste momento com um recorde negativo e com jogos bastante complicados pela frente.

Ainda que se encontrem com algumas lesões, os Warriors sofrem um pouco da sua inconsistência, o que leva a este tipo de situações a acontecer.

Eles que, para mim, são uma das melhores equipas da liga, continuam a passar por algumas dificuldades. Veremos se será assim até ao final da sua época, ou se chegarão aos playoffs com bastante tranquilidade à semelhança dos últimos dois anos.

Salgueiros Renegades

É sempre um pouco difícil olhar para a história dos Renegades. Muitos argumentam que são a continuação dos extintos Maia/Porto Renegades, outros que são uma nova organização. De qualquer modo apresento a história dos Maia/Porto Renegades e depois da sua versão Salgueiros.

Os Renegades começaram a competir na primeira edição da LPFA, tendo se deslocado à final apenas uma vez, em 2017 frente aos Lisboa Devils, onde acabam por perder por 40-35.

Acabam por se extinguir nesse mesmo ano e voltam a aparecer em 2022 na 12º edição da LPFA enquanto Salgueiros Renegades.

Os mesmos nunca chegaram a uma final desde que iniciaram a competição com esta versão de Renegades e estão neste momento a passar uma fase de reconstrução com o head coach Marcus Allex a referir que está a colocar as suas fichas todas em Afonso Camarinha, novo quarterback dos vermelhos e brancos e Afonso Vinhas, também jovem running back dos nortenhos.

Neste momento não contam com qualquer vitória na LPFA XVI e são a pior defesa da liga, com 91 pontos sofridos em três jogos.

Lisboa Bulldogs

Os Lisboa Bulldogs são a equipa mais recente a entrar em atividade na LPFA. Com apenas quatro épocas enquanto equipa, os Bulldogs nunca se deslocaram aos playoffs e em todos os seus anos de competição, ocuparam sempre a última posição da tabela.

Os Bulldogs já tiveram também outro nome, sendo que começaram a competir na LPFA em 2022, na sua 12º edição enquanto Lisboa Lions. Após uma mudança do Clube Desportivo Olivais e Moscavide para o São Miguel Bulldogs em Alvalade, clube de rugby que acolheu o futebol americano através dos Lisboa Lions.

Esta época já prometem mais do que em anos anteriores (também devido ao enfraquecimento dos rivais ao longo dos anos), sendo que neste momento ocupam a quarta posição da tabela classificativa com um recorde de 1-1. Vamos ver o que consegue fazer esta jovem equipa nesta edição da LPFA.

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