Na areia são cinco contra cinco e no final ganha o Brasil

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Cabeçalho modalidadesO último jogo do Mundialito de 2017 colocou frente a frente os países irmãos de Portugal e Brasil, naquele que era o jogo mais aguardado da competição. Como esperava, o espetáculo foi de alto calibre e os canarinhos conseguiram revalidar o título ao derrotar a seleção das quinas por 6-4.

A partida teve um início bastante animado, com perigo junto às duas balizas, mas com o passar dos primeiros minutos, o Brasil começou a ter mais posse de bola. Contudo, a primeira grande oportunidade pertenceu a Portugal. Naquela que terá sido a primeira saída para o ataque, pois a pressão brasileira condicionava bastante, Leo Martins atirou à barra.

Num jogo onde ambas as seleções procuraram defender bem, Coimbra, com um remate ao lado, voltou a colocar a canarinha em sentido. Pouco depois, a resposta veio dos pés de Rodrigo, Andrade defendeu.

A cerca de quatro minutos do intervalo, o marcador esteve perto de abrir, mas Mauricinho travou o lance em cima da linha. De seguida, contra-ataque do Brasil e Bruno Xavier sofreu falta para livre direto. No respetivo livre, o capitão brasileiro rematou rasteiro, mas a bola desviou na areia e traiu Andrade.

O marcador estava aberto, mas a vantagem podia ter durado pouco, pois, logo a seguir, na bola de saída, Madjer rematou ao lado. Na continuação do lance, Datinha rematou à barra. Primeiro avisou, mas depois já não perdoou. O número dez do Brasil, aproveitou uma bola perdida por Torres e um mau alívio de Andrade para fazer o 2-0.

Os campeões do mundo estavam por cima e logo a seguir ao 2-0, foi Andrade a negar o terceiro a Bruno Xavier. Não entrou à primeira entrou à segunda. Na sequência de um canto, Rodrigo apontou o 3-0.

Fonte: Beach Soccer Worldwide
Fonte: Beach Soccer Worldwide

A perder por 3-0, Portugal tentava responder de alguma forma, mas os seus remates eram intersetados por jogadores contrários. Ainda assim, dentro do último minuto do período, Leo Martins, através de uma jogada de insistência, conseguiu reduzir para 3-1.

Terminada a primeira parte, o jogo não estava nada fácil para Portugal. O Brasil esteve bem melhor e chegou a estar a vencer por 3-0.

O segundo período começou muito bem para a canarinha, visto que, ainda antes dos dois minutos, Datinha, a “Jóia de Tutóia”, aproveitou um livre em zona frontal para fazer o 4-1.

A partida voltava a complicar-se para Portugal que, mesmo assim, reagiu bem ao golo, pois, começava a dar sinais de estar melhor, apesar de não conseguir chegar com grande perigo até à baliza de Mão. Sendo que a melhor chance foi um livre em zona frontal que Madjer não conseguiu concretizar. Todavia, a melhoria era notória com o passar dos minutos e a meio da segunda parte, isso confirmou-se. Aos dezoito minutos, Leo Martins reduz para 4-2 através de grande penalidade. Volvidos trinta e seis segundos, na sequência de um canto, Coimbra coloca a desvantagem lusa na margem mínima

A intensidade estava no pico e a um golo do empate, o encontro ainda ficou melhor, com Portugal a insistir cada vez mais, procurando o 4-4. Passado pouco mais de um minuto após o golo de Coimbra, Madjer voltou a desperdiçar um livre. O Brasil respondeu e não tivesse sido Andrade e o quinto golo teria sido uma realidade.

Com pouco mais de quatro minutos para se jogar antes de um novo intervalo, a seleção portuguesa beneficiou de um novo livre em zona frontal. Desta feita, foi Zé Maria a tentar converter, mas também não conseguiu ultrapassar Mão. No seguimento do lance, o Brasil chega ao 5-3, por intermédio de Mauricinho.

A seleção brasileira, como já habituou à muito, voltava a marcar num momento do jogo extremamente importante e a partir daí, controlou até à pausa.

Chegado ao final do segundo período, o Brasil continuava na frente, agora por 5-3. Numa parte onde foram os canarinhos a começar, mas Portugal conseguiu responder e apenas o golo de Mauricinho impôs um travão no ímpeto português.

Nos últimos doze minutos de jogo, foi a seleção brasileira quem entrou melhor, mas quem marcou foi Portugal. Ricardinho, com alguma sorte à mistura, voltou a colocar o resultado na margem mínima. De seguida, o Brasil esteve perto do sexto, mas Andrade parou um remate de Fernando Ddi. Depois veio o acontecimento que poderia ter virado o jogo a favor da seleção nacional. Catarino, que já havia visto um amarelo, vê o segundo por falta sobre Leo Martins e deixou os brasileiros em inferioridade numérica.

No jogo de atribuição do 3º e 4º lugar, a Rússia levou a melhor e derrotou a França por 5-2. Fonte: Beach Soccer Worldwide
No jogo de atribuição do 3º e 4º lugar, a Rússia levou a melhor e derrotou a França por 5-2.
Fonte: Beach Soccer Worldwide

O número três português não conseguiu aproveitar o livre e mesmo com mais um jogador de campo, as jogadas de Portugal não saíram e os dois minutos passaram sem qualquer modificação no score.

A cerca de dois minutos do final, um erro cometido na defensiva portuguesa foi aproveitado por Rodrigo que, tirou dois adversários da frente, fixando o resultado final em 6-4. No retomar do jogo, Portugal podia ter reentrado discussão do Mundialito, mas Bruno Xavier desviou um remate de Madjer em cima da linha de golo.

Finalizado o jogo, o Brasil revalidou o título pelo mesmo resultado do ano passado, ou seja, 6-4. Os comandados de Mário Narciso deram um período de avanço, o que acabou por ser decisivo para o desfecho do Mundialito.

Em confronto direto com o campeão do mundo, Portugal demonstrou ter argumentos para conseguir um resultado diferente. Porém, o conjunto brasileiro, mesmo muito diferente de outros tempos e com caras relativamente recentes, mantêm intacta a capacidade de marcar nos momentos certos e o jogo de hoje foi um exemplo disso.

Diogo Nunes
Diogo Nuneshttp://www.bolanarede.pt
Adepto ferrenho do Benfica, o Diogo deixou de sofrer golos nos rinques de Hóquei em Patins, a sua modalidade de eleição, para passar a descrevê-los em artigos.                                                                                                                                                 O Diogo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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