Portugal 5-3 Omã: Não foi fácil, mas chegou para a vitória

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A CRÓNICA: SUSTOS? E NÃO SÃO POUCOS… BASTANTES!

Se Moscovo não tem praia, arranja-se maneira de levar areia para a capital russa. Na estreia de Portugal no Campeonato do Mundo de Futebol de Praia, os campeões do mundo em título receberam a seleção de Omã. No final dos três períodos, o placard mostrava o 5-3 final.

O primeiro foi, quase na totalidade, dominado por Portugal. O tento inaugural de Léo Martins, logo aos dois minutos, abriu as hostes e o ‘ketchup’ dos golos que depois vieram. Antes da primeira pausa, houve tempo para o empate de Omã e a recuperação da liderança portuguesa, novamente por Léo Martins.

Nos 12 minutos seguintes, o caos instalou-se na Arena Luzhniki. Depois da expulsão de Khalid Al Oraimi, a Seleção Portuguesa jogou alguns minutos com mais um jogador, mas, ao contrário do que se pensava, foi o pior momento da equipa. Com muitas falhas de marcação e erros infantis da defesa, Omã virou o 2-1 para 3-2.

No entanto, depois de acalmar e conseguir manter mais tempo a bola no pé, Portugal voltou à liderança. Depois do autogolo, Fábio Costa redimiu-se e fez o 3-3. Para levar a bola para casa, Léo Martins fez o hat-trick e realizou a reviravolta no marcador. O guarda-redes Andrade fechou o marcador em 5-3 num remate de baliza a baliza.

Fechou com um triunfo o primeiro de três jogos na fase de grupos do Campeonato do Mundo. A próxima adversária será a seleção do Senegal, num encontro marcado para o próximo dia 22 de agosto. Espera-se que Portugal tenha aprendido com os erros cometidos no primeiro teste.

 

A FIGURA

Léo Martins – Foi um dos jogadores que esteve sempre com a corrente do jogo ligada às pernas. Além do hat-trick, foi fundamental para colocar gelo na ferida quando Portugal esteve a perder.

O FORA DE JOGO

Khalid Al Oraimi – Não é o exemplo que esperamos quando se trata do capitão da equipa. O jogador de Omã foi expulso logo no primeiro quarto, algo que não é muito usual na modalidade.

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Os comandados por Mário Narciso entraram com a missão de tentar travar o ímpeto físico de Omã. Em desvantagem nesse aspeto, compensaram com a maior capacidade técnica individual e qualidade coletiva. Apesar de terem passado por alguns calafrios nas bolas paradas e nos contra-ataques, Portugal acabou por vencer o jogo.

Ficaram algumas lições para os desafios que se avizinham. Existem alguns problemas defensivos que precisam de ser resolvidos, como a marcação individual. Além disso, também foi notória a pouca calma com a bola nos pés, que terminava em erros não forçados que deram golos ‘de borla’ ao adversário.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Andrade (6)

André Lourenço (-)

Bê Martins (7)

Belchior (7)

Léo Martins (8)

SUBS UTILIZADOS

Rúben Brilhante (5)

Rodrigo Pinhal (5)

Von (5)

Torres (6)

Fábio Costa (5)

Miguel Pintado (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – OMÃ

A seleção do médio oriente entrou para tentar surpreender. O rótulo de equipa muito física não descolou e usaram todas as formas legais de travar os jogadores portugueses. Sem interpretantes de grande qualidade individual, os contra-ataques e os erros portugueses deram alento a Omã durante os dois primeiros períodos da partida.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Said Al Farsi (7)

Jalal Al Sinani (6)

Mushel Al Araimi (4)

Nooh Al Zadjali (5)

Khalid Al Oraimi (2)

SUBS UTILIZADOS

Salim Al Araimi (5)

Abdullah Al Sauti (5)

Eid Al Farsi (4)

Mandhar Al Araimi (5)

Yahya Al Araimi (5)

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Clara Maria Oliveira
Clara Maria Oliveirahttp://www.bolanarede.pt
A Clara percebeu que gostava muito de Desporto quando a família lhe dizia que estava há muito tempo no sofá a ver Curling. Para isso não se tornar uma prática sedentária, pegava na caneta e escrevia sobre o que via e agora continua a fazê-lo.                              A Clara escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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