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Duelo de bicicletas termina com vitória portuguesa

Diogo Nunes · 6 min

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Num jogo digno de qualquer Tour de France, tantas foram as bicicletas que resultaram em golo, Portugal conseguiu inverter uma desvantagem de 4-1 e a dois segundos do final da primeira parte do prolongamento, João Gonçalves deu a pedalada decisiva e fixou o resultado final em 7-6, garantindo mais uma vitória lusa nesta etapa da liga europeia de futebol de praia que decorre nos areais da Nazaré.

A Suíça entrou melhor e logo ao início, recuperação de bola a meio campo e após um pontapé de bicicleta de Stankovic, Steinemann, solto ao segundo poste, abriu o ativo. Aos três minutos primeiro de jogo, surgiu o sinal de perigo português. Ricardinho rematou e esteve muito perto de marcar. Pouco depois, Ott, com uma bicicleta, ficou perto do 2-0.

Os minutos iam passando e o jogo não estava fácil para Portugal. O equilíbrio era uma nota presente, embora a seleção vice-campeã europeia fosse começando a ficar ligeiramente por cima.

A meio do primeiro tempo, Portugal esteve muito perto do empate, mas depois de um pontapé de bicicleta de Madjer, Spacca tirou o pão da boca aos jogadores lusos. Com pouco mais de um minuto para jogar e a partir de um lance algo inocente, Stankovic esteve perto de aumentar a vantagem suíça ao enviar um pontapé de bicicleta ao poste esquerdo da baliza portuguesa.

Terminado o primeiro período do jogo, teoricamente, mais difícil para Portugal nesta etapa da liga europeia, a Suíça ia vencendo por 1-0. No entanto, o empate talvez fosse o resultado mais justo, visto que, os comandados de Mário Narciso foram que tiveram mais oportunidades para marcar.

Na segunda metade, voltou a ser a Suíça voltou a entrar melhor, com mais tempo de posse de bola atacante e com mais oportunidades para ampliar o score. Exemplo disso foi o livre-direto que Stankovic não conseguiu converter, resultante de um corte com a mão de Zé Maria. Pouco depois, Mo, com um grande remate, obrigou Andrade a uma defesa para a fotografia. Todavia, depois de várias tentativas e em virtude de um penalti cometido por Madjer, os suíços conseguiram aumentar a vantagem com um golo de Steinemann.

Portugal via-se numa situação complicada, visto que, não estava a conseguir fazer uma grande exibição nem responder aos dois golos forasteiros. Contudo, Madjer teve uma oportunidade de livre direto para inverter o rumo dos acontecimentos, mas Valentin conseguiu defender o remate do capitão português. O jogo poderia ter ficado ainda mais incómoda quando, aos dezassete minutos, após uma bela jogada coletiva, Ott, com um remate de primeira, ficou a centímetros dos 3-0.

Madjer esteve em grande ao marcar por três vezes Fonte: Nazare Beach Events
Madjer esteve em grande ao marcar por três vezes
Fonte: Nazare Beach Events

O tempo e os calafrios iam passando e seleção não conseguia marcar, mas num instante de jogo, Torres antecipou-se a Stankovic e tirou-lhe a bola. Apenas com o guarda-redes contrário pela frente, o próprio Torres quase ia perdendo o lance, mas com alguma sorte à mistura, reduziu a desvantagem. Superioridade que poderia ter sido anulada logo a seguir, mas Zé Maria não conseguiu converter um livre numa posição bastante privilegiada.

À entrada para os dois últimos minutos deste período, novo livre-direto para Portugal que Valentin defendeu e na recarga, Ricardinho, atirou a bola em direção da baliza, mas um ressalto na areia dirigiu o esférico para fora das quatro linhas. No seguimento da jogada, Valentin, com um remate da sua área, aumentou para 3-1. Enorme balde de água fria para todos os presentes no estádio do Viveiro que, após quase terem festejado o golo do empate, viram a Suíça a ampliar a diferença.

Finalizado mais um período, a Suíça continuava na frente, desta feita, por 3-1. Resultado que correspondia com o que ia acontecendo na areia. Contudo, não fossem as próprias caraterísticas da modalidade e, talvez, o resultado fosse outro.

O derradeiro período teve um inicio igual aos precedentes e aos trinta segundos, após uma bela jogada coletiva da Suíça, o matador Stankovic, novamente de bicicleta, aumentou para 4-1. Portugal respondeu e pouco depois, Andrade, com um remate de longe, ficou muito perto de reduzir o marcador. Passados alguns segundos, novo livre em zona frontal para seleção nacional, devido a uma falta de Stankovic sobre Madjer. O número sete não desperdiçou a oportunidade e com um remete fortíssimo reduziu para 4-2.

O golo pareceu ter despertado Portugal para os últimos dez minutos de jogo, visto que, logo a seguir, esteve perto de marcar por duas ocasiões. Porém, este despertar foi algo tímido, pois, os suíços iam conseguindo controlar o jogo e fazer passar os minutos.

Com cinco minutos para se jogar, mais um livre direto em zona frontal a favor de Portugal. Madjer não desaproveitou e colocou a vantagem da Suíça na margem mínima. Um minuto depois, jogada individual de Stankovic e a tónica do costume foi aplicada. Bicicleta e novo golo. A juntar a este golo, Torres, que já havia visto um cartão amarelo, fez falta sobre Valentin quando este se preparava para lançar a bola e foi expulso.

Se a partida já estava complicada, ainda mais ficou com a inferioridade numérica a que Portugal ficou sujeito. Por seu lado, a Suíça, fazia uso da sua experiencia e ia controlando o encontro.

Os dois minutos em superioridade numérica não foram aproveitados e os jogadores portugueses, em conjunto com o público que encheu o estádio do Viveiro, ainda acreditavam que era possível chegar ao empate e a pouco mais de um minuto do final, Alan recuperou a bola a meio campo e, à meia volta, assistiu Léo Martins que marcou o 5-4. A partida estava relançada para os últimos sessenta segundos. No entanto, passados quinze, Léo Martins, após novo passe de Alan, bisou e empatou o encontro.

No retomar do jogo, Stankovic atirou rasteiro e em cima da linha, Coimbra evitou o 6-5.

Chegado o final do terceiro período regulamentar, Portugal conseguiu algo dar a volta a um prisma extremamente complicado. Superou uma inferioridade numérica de dois minutos, recuperou de uma desvantagem que chegou a ser de três golos e levou o jogo para o tempo complementar.

Logo no início do tempo extra, Ott obrigou Andrade a uma grande estirada. Volvidos alguns segundos, uma simulação de um jogador suíço resultou num livre-direto para Portugal. Madjer, encarregue da marcação de mais um livre, desta feita não conseguiu concretizar. Na reposição da bola, lançamento de Valentin e de bicicleta, o suspeito do costume, Stankovic, apontou o 6-5.

João Gonçalves foi decisivo ao apontar o golo do 7-6 Fonte: Nazare Beach Eve
João Gonçalves foi decisivo ao apontar o golo do 7-6
Fonte: Nazare Beach Eve

Portugal não baixou os braços e foi à procura de um novo empate e a vinte e quatro segundos do final da primeira parte do prolongamento, Andrade colocou a bola na zona de Madjer que, de primeira, fez o 6-6.

A dois segundos do final, bicicleta de João Gonçalves e Portugal passou, pela primeira vez no jogo, para a frente. Fixando o resultado final em 7-6.

Dois jogos, duas vitórias. É desta forma que Portugal chega ao último dia da segunda etapa da liga europeia de futebol de praia. Contudo, como a vitória deste sábado apenas foi conseguida no prolongamento, a seleção portuguesa só somou mais dois pontos aos três obtidos na sexta-feira. Algo que não impede que Portugal vença o seu grupo nesta etapa da liga europeia de futebol de praia. Para tal, basta apenas vencer a Itália que, neste sábado, venceu a França por 1-0.

Amanhã, às 18h15, Portugal defronta a Itália no último jogo desta etapa da liga europeia de futebol de praia que se está a realizar na Nazaré. Este encontro, assim como, todos os restantes jogos desta etapa têm transmissão em direto na internet, através do site www.beachsoccer.com.

Foto de Capa: Nazare Beach Events

Diogo Nunes

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