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O jogo começou da melhor maneira para a seleção da Suíça, pois, logo aos quatro segundos, a partir da jogada de saída, Ott, fez o 1-0. Cerca de um minuto depois, na sequência de um ataque de Portugal, Stankovic ganhou uma falta em zona frontal e não desperdiçou, colocando o marcador em 2-0.
Entrada em falso de Portugal no jogo que, quase sem se aperceber, já tinha uma desvantagem de 2-0 no marcador para recuperar com apenas um minuto jogado. A seleção portuguesa tentou responder aos golos sofridos, mas era a Suíça que, ao ir recuperando várias bolas a meio campo, ia ficando perto do terceiro tento.
Os minutos iam passando e Portugal não se conseguia organizar como gosta e embora tivesse conseguido criar algumas oportunidades, era a Suíça que, jogando no erro português, estava perto de voltar a marcar.
A oito segundos do intervalo, Bê Martins recuperou o esférico a meio campo e com um belo remate reduziu a desvantagem lusa para 2-1.
Finalizado o primeiro período, a Suíça, mais eficaz, vencia justamente por 2-1 Portugal que, do nada, viu-se a perder por dois golos e não conseguiu aproveitar, da melhor forma, as poucas boas oportunidades de que dispôs.
Tal como já havia feito na partida de quinta-feira, foi um Portugal controlador aquele que entrou no segundo tempo, tendo conseguido criar boas chances para chegar ao empate. Porém, o guarda-redes suíço, com maior ou menor dificuldade, ia parando tudo o que lhe aparecia pela frente.

Fonte: Beach Soccer Photo Archive
Se de bola corrida a água não ia ao moinho, podia ser que de livre a história fosse outra, mas nem assim. Jogados cinco minutos da segunda metade, Portugal usufruiu de um livre em zona bastante favorável, mas Léo Martins atirou ao lado. No entanto, pouco depois, uma iniciativa individual do mesmo Martins, que estava completamente rodeado de adversários, terminou com um disparo de bicicleta para o 2-2. Contudo, na jogada de saída, Ott, com um remate rasteiro, devolveu a vantagem à Suíça. Passados alguns segundos, Ott, o Messi do futebol de praia, com um pontapé de bicicleta espetacular, aumentou a vantagem suíça para 4-2.
Quando o jogo parecia ter regressado ao início, a seleção portuguesa voltou a sofrer dois golos num par de segundos e voltava a ter tudo para fazer.
Com pouco mais de três minutos para um novo intervalo, Misev fez falta para grande penalidade sobre Madjer. O capitão português, com uma enorme possibilidade de voltar a recolocar a vantagem adversária na margem mínima, não desperdiçou e disparou um míssil para o meio da baliza defendida por Valentin.
Já dentro do último minuto da segunda parte, num lance iniciado num lançamento de Andrade, Jordan cruzou em cima da linha e Léo Martins, completamente solto no interior da área da Suíça, voltou a empatar o encontro.
Chegado o final do segundo período, o jogo estava empatado a 4-4, mas o grande destaque vai para os enormes doze minutos protagonizados por Portugal, que recuperou de duas desvantagens e por pouco não foi para o último intervalo da partida na frente.
Na última parte do encontro, Portugal voltou a entrar controlador e a querer impor o já habitual cinco para quatro. Porém, a Suíça, a necessitar obrigatoriamente de pontuar, ia dificultando a vontade lusa.
Já dentro dos nove minutos finais, Jordan sofreu falta de Spaccarotella em zona frontal e com um remate qua ainda contou com um ressalto na areia, colocou Portugal, pela primeira vez, na frente do marcador. Pouco depois, uma bicicleta de Stankovic foi desviada pela cabeça de Hodel, mas a bola embateu no poste direito da baliza de Andrade. Todavia, com menos de sete minutos para se jogar, a Suíça restabeleceu o empate através de um golo de MO.
O jogo estava de parada e resposta e com menos de cinco minutos para o final, Léo Martins voltou a colocar Portugal na frente. Passados alguns segundos, novamente Léo Martins, com um remate à meia volta, esteve perto do sétimo. Quase de seguida, a Suíça, primeiro, a partir de um livre para uma enorme defesa de Andrade e depois de canto, onde Stankovic acertou em cheio na barra, ficou perto do empate.
A pouco mais de dois minutos do fim, Stankovic ganhou uma falta em zona frontal e apesar de ainda ter permitido uma defesa a Andrade, na recarga, apontou o 6-6. Segundos depois, MO fez falta sobre Bê Martins no interior da área suíça. Madjer, que entrou para o lugar de Bê que saiu lesionado, disparou um novo míssil e voltou a colocar Portugal na frente.

Fonte: Beach Soccer Photo Archive
Dentro do último minuto de jogo, num lance de contra-ataque, Léo Martins, com um remate onde a coruja faz o ninho, garantiu a vitória portuguesa. Ainda assim, a vinte e poucos segundos do fim, Stankovic ainda reduziu e fixou o marcador final em 8-7.
Vitória mais que justa de Portugal num encontro que acabou por ser ainda mais complicado do que se previa e onde teve de recuperar, por duas vezes, de desvantagens de dois golos. Quando se viu na frente, nunca mais saiu de lá e soube sempre responder aos golos da Suíça.
Amanhã, no último jogo da fase de grupos da Superfinal, Portugal e Espanha, que hoje venceu a Polónia por 8-5, vão decidir o primeiro lugar do grupo A, assim como, quem vai lutar pelo título europeu.
Foto de Capa: Beach Soccer Photo Archive








