Última horaJosé Juan Romero: do Real Bétis a Ceuta, dos milagres dentro de campo ao futebol em segundo plano
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Terceira vitória garante nova final!

Diogo Nunes · 4 min

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Foi a partir do sempre apetecível duelo ibérico que se definiu o primeiro finalista da liga europeia de futebol de praia. Portugal esteve por cima durante grande parte do encontro e apesar da melhoria de “nuestros hermanos” nos últimos doze minutos, a seleção portuguesa venceu por 4-3 e garantiu, pela terceira época consecutiva, a presença na final do europeu de futebol de praia.

A Espanha foi a primeira seleção a dispor de uma grande oportunidade para marcar, mas 10 Llorenc não conseguiu aproveitar um livre em boa posição. Pouco depois, novo livre para os espanhóis que Cintas também não aproveitou.

Aos quatro minutos de jogo e na primeira vez que Espanha deu espaço a Andrade, o guarda-redes português aproveitou e obrigou Pablo a uma enorme defesa. No respetivo canto, Portugal voltou a ficar perto de marcar, mas Coimbra cabeceou à barra.

Os minutos passavam e Portugal era a seleção que tinha mais posse de bola e assumia o jogo. Porém, não conseguia transformar esse controlo em golos. Nem mesmo de livre. A pouco mais de cinco minutos da pausa, Ricardinho dispôs de um livre em zona bastante favorável, mas rematou ao lado.

Com menos de três minutos para jogar, um desequilíbrio criado por Jordan terminou numa enorme defesa do guarda-redes espanhol, mas na recarga, Bê Martins não deixou escapar a oportunidade e abriu o ativo.

Concluído o primeiro período, o marcador indicava Portugal na frente por 1-0. Vantagem que se ajustava bem ao que se viu nos doze minutos iniciais. Mesmo sem conseguir um montante enorme de chances de golo, as que conseguiu construir foram perigosas e o pé quente de Bê Martins fez o resto.

Antonio, o capitão espanhol, esteve em grande ao assinar um hatrick. Fonte: Beach Soccer
Antonio, o capitão espanhol, esteve em grande ao assinar um hatrick.
Fonte: Beach Soccer

Jogado um minuto na segunda metade, um lance iniciado através de um lançamento de Andrade, terminou num toque de primeira de Jordan para Léo Martins que, solto de marcação, fez o 2-0.

A seleção portuguesa regressava bem da pausa e o controlo de jogo que já havia feito anteriormente, parecia estar a começar a dar mais frutos, ou seja, oportunidades de golo. No que toca à defesa, os comandados de Mário Narciso também estavam bem e iam fechando os caminhos da sua baliza.

Em desvantagem no marcador, a Espanha tentava mudar o rumo dos acontecimentos, mas não conseguia incomodar Andrade. Quem ia estando perto de marcar era Portugal que, que aos cinco minutos e meio do período, precisamente através de um remate de Andrade desviado pela areia, viu Zé Maria ficar isolado e quase a fazer o terceiro. Pouco depois, novamente Zé Maria, mas desta vez de livre, obrigou Pablo a uma grande estirada.

A cerca de cinco minutos de novo intervalo e após muita paciência na circulação de bola, Jordan ganhou espaço e servido por Bê Martins, apontou o 3-0.

Finalizado o segundo período, a superioridade portuguesa era mais do que notória e apesar do marcador apenas indicar 3-0, o resultado podia perfeitamente ser mais volumoso. No entanto, Pablo estava numa boa tarde e ia mantendo a Espanha em jogo.

A perder por 3-0 e o bilhete para a final, a seleção espanhola entrou na última parte decidida a inverter a história do jogo e aos dois minutos e meio, Eduard rematou à barra e na recarga, Antonio, o capitão espanhol, reduziu a diferença para 3-1. Contudo, a resposta não se fez esperar e num mau atraso de Llorenc, Léo Martin repôs a vantagem de três golos para Portugal. Vantagem essa que voltou a ser reduzida pouco depois, em virtude de um erro técnico cometido pela seleção nacional, por intermédio de Antonio na marcação de um livre em zona frontal.

A seleção espanhola estava bem e Antonio, sempre ele, voltou a reduzir, agora para 4-3 e reabria as contas do jogo, assim como, do apuramento para a final de domingo.

O sentimento de revolta e a vontade apresentada por Espanha deram uma volta enorme, quase de 180 graus, ao jogo que, outrora, parecia fechado e agora, à entrada para os derradeiros três minutos, estava completamente em aberto.

Legenda: Na final, Portugal vai discutir o título europeu contra a Rússia. Fonte: Beach Soccer Worldwide
Legenda: Na final, Portugal vai discutir o título europeu contra a Rússia.
Fonte: Beach Soccer Worldwide

Já com menos de dois minutos para se jogar e após um lance onde Portugal podia ter chegado ao 5-3, um contra-ataque espanhol foi travado em falta por Coimbra, que acabou por ver o amarelo. No respetivo livre, Antonio disparou um belo remate, mas o mesmo embateu no poste direito da baliza lusa.

Até ao final, ainda foi a seleção portuguesa a ter mais uma oportunidade para marcar, mas o remate de Jordan foi desvio pela areia e passou por cima da baliza espanhola.

Vitória apertada, mas justa de Portugal, que foi a seleção mais forte durante dos três períodos e apenas foi mais incomodado nos últimos doze minutos. Destaque ainda para mais uma boa exibição dos irmãos “Martins”, que voltaram a ter grande peso no desfecho final.

Desta forma, pelo terceiro ano consecutivo, Portugal está presente na final da liga europeia de futebol de praia e vai tentar voltar às vitórias, depois de ano passado ter perdido na final contra a Ucrânia por 2-1. Outro dado a ter em conta é que, se Portugal amanhã vencer liga europeia, torna-se no país com mais títulos nesta competição.

Amanhã, Portugal defronta na final a Rússia, que no último jogo do dia venceu a Itália por 4-2 e conquistou o primeiro lugar do grupo B, reeditando as finais de 2009 e 2013. Finais que não foram felizes para a seleção portuguesa, que acabou por ser derrotada em ambas. O jogo está marcado para as 16h15 e pode ser visto através do site www.beachsoccer.com.

Diogo Nunes

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