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Um Mundialito sem emoção

Mário Cagica Oliveira · 2 min

Um Mundialito sem emoção

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cab futebol de praia

A lógica perdurou. Estava mais do que visto que a vitória de Portugal neste Mundialito ia ser uma realidade. A qualidade das outras seleções era pouca e Portugal aproveitou para fazer deste pequeno torneio um treino para adquirir mais rotinas e dar mais experiência aos seus jogadores. Portugal apresentou em todos os jogos um 5 inicial com Hidalgo na baliza, Jordan e Torres mais recuados e Madjer no apoio a Belchior. No banco, Mário Narciso contava com Coimbra, Alan, Bruno Novo e José Maria, que entravam constantemente em bloco, para substituir os 4 jogadores titulares. O selecionador nacional optou, maioritariamente, por uma troca total dos seus jogadores do campo e acabou sempre por se dar bem. Não só porque as outra seleções não tinham argumentos para mais, mas também porque, pela primeira vez na sua história, Portugal tem quase tanta qualidade no seu 5 inicial, como no seu banco de suplentes. Esta é, muito provavelmente, a melhor equipa de Portugal.

No jogo de hoje, Portugal bateu o Japão por 8-2, depois de ter vencido os E.U.A. por 14-1 e a Hungria por 5-0, e confirmou a sua superioridade perante todas estas equipas de segunda categoria do Futebol de Praia. Tenho realmente muita pena que, neste ano, não tenhamos tido a presença das melhores seleções do mundo, como é o Brasil, a Rússia ou a Espanha, mas a vitória neste Mundialito pode ser importante para dar confiança para o Campeonato do Mundo do próximo ano, que se realiza em Portugal. Madjer, a cada jogo que passa, continua a reforçar o seu estatuto como melhor jogador de sempre da modalidade e, pela minha parte, só desejo que continue a jogar ao mais alto nível por muitos mais anos. Belchior é o jogador em melhor forma nesta equipa e é o substituto natural do capitão de Portugal como maior referência da equipa das Quinas. Para isso, precisa apenas de deixar de ser tão individualista em determinadas alturas do encontro. É também um orgulho continuar a ver Alan a representar Portugal. Os seus 39 anos estão bem escondidos no seu espírito guerreiro e de entreajuda com os seus colegas. Sem querer individualizar muito mais, queria apenas deixar uma menção honrosa para Jordan. Que jogador fantástico. O prémio de melhor jogador deste Mundialito só surpreende quem não viu a competição. Jordan sabe defender, tem uma técnica fora do comum e uma invulgar capacidade para finalizar os lances de ataque.

Resumindo e concluindo, houve, de facto, um facilistismo tremendo da organização para entregar, quase de bandeja, este título a Portugal. Mas convém pensarmos nos pontos positivos dessa medida e verificar que esta vitória só pode dar motivação e reforçar o entrosamento dos jogadores nacionais.

PORTUGAL - EUA
A seleção nacional tem motivos para estar otimista para o Mundial do próximo ano
Fonte: ASF

Mundialito’2014:

Vencedor: Portugal

Melhor Jogador: Jordan

Melhor Guarda-Redes: Nuno Hidalgo

Melhor Marcador: Belchior

Mário Cagica Oliveira

Redação Bola na Rede · ver artigos

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Opinião

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O Copenhaga nunca tinha ganho no Parken a um opositor português. Vindos da pior época da sua história (sétimo lugar interno, disputa da fase de manutenção), aos dinamarqueses resta fazer pela vida para reassumir a dianteira do seu futebol. No fim-de-semana, a derrota no terreno do Midtjylland encurtara a vantagem no topo para apenas dois pontos – poderia esse tropeção adornar o encontro com o Braga de importância extra? Pareceu definitivamente que sim, dada a energia com que a equipa de Bo Svensson entrou a pressionar Gverreiros. O ímpeto, típico de anfitrião em jogo europeu, não deveria assustar arsenalistas, tão ou mais habituados que o Copenhaga a contexto internacional. E, mesmo por isso, passando a primeira onda de histeria, o jogo acalmou. No meio do marasmo ainda surgiu oportunidade para balançar as redes portuguesas, mas Travassos estava concentrado e salvou golo certo. O agressivo 4-2-3-1 de Bo Svensson (2,4 golos por jogo na Superligaen e 17 golos nos play-offs da Conferência) era manietado pelo 3-5-2 híbrido de Carlos Vicens, com o miolo Moutinho-Tiknaz-Gorby a ganhar ascendente na luta física e na luta pela posse de bola. No apito final da primeira metade, os portugueses contavam com 63%, superioridade notável ao nível do passe (301 completos para 169) e mais oportunidades reais de aproximação à outra baliza.

Pedro Cantoneiro · 2 min de leitura
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