2018 foi maravilhoso, mas pode 2019 ser melhor?

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No próximo mês de fevereiro de 2019, decorre o primeiro campeonato europeu de futsal – um campeonato que é histórico por ser a primeira vez que uma competição desta importância tem lugar a nível feminino (nunca antes tinha sido feito um Europeu de futsal feminino, acreditem ou não). Acaba por ser duplamente importante e honroso para o nosso país, pois fomos o anfitrião escolhido de entre as quatro seleções apuradas para a fase final (Portugal, Espanha, Rússia e Ucrânia).

Dos finalistas, apenas Portugal e Espanha demonstraram interesse em acolher a prova, mas a UEFA decidiu-se pelo nosso Portugal, significando que a fase final vai ser disputada entre os dias 15 e 17 de fevereiro em Gondomar.

O Pavilhão Multiusos de Gondomar recebe a competição entre os dias 15 e 17 de fevereiro de 2019
Fonte: UEFA

Esta nomeação prova, mais uma vez, que estamos na vanguarda do futsal europeu e mundial, apenas alguns meses depois da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos da Juventude, em Buenos Aires. Em termos competitivos, é um pouco impossível determinar o que pode acontecer, uma vez que não há pontos de comparação em termos de edições anteriores. Contudo, num particular que foi transmitido na televisão contra a Rússia há relativamente pouco tempo, vi uma equipa portuguesa forte, capaz de se bater bem contra seleções de grande valia e, inclusivamente, levar de vencida esses jogos (o encontro em questão terminou com uma vitória lusa por um zero).

Para esta competição embrionária, partimos como ligeiramente favoritos pelo fator casa, e também pela recente veia conquistadora do futsal português neste último ano (Euro 2018 no futsal masculino, final da Liga dos Campeões do Sporting CP, ouro das nossas meninas na Argentina, só falando do ano de 2018, pois nestes últimos anos há muitas páginas douradas escritas pelas nossas equipas e seleções nesta modalidade).

Voltando ao foco central deste artigo, o sorteio realizado em Valbom ditou um confronto com a congénere ucraniana no dia 15, enquanto a outra meia-final opõe a Espanha à Rússia. Olhando aos três possíveis adversários, parece que nos calhou a equipa teoricamente menos forte de todas. Além disso, o otimismo e a fé inabalável neste coletivo devem ser obrigatórias, mas há que encarar esta competição com cautela, sem colocar demasiada pressão na nossa seleção.

A história está apenas a dois jogos de ser feita, mas não se pode exigir nenhum título às nossas senhoras. Pode-se pedir, isso sim, máximo empenho e vontade enquanto representam a bandeira portuguesa. O favoritismo pode estar do nosso lado, mas não se deve meter demasiada pressão. Este ano que está a acabar significou muito e foi um grande passo enquanto afirmação do futsal em Portugal. Poderá 2019 ser mais um ano em que daremos mais uns passos rumo a essa consolidação?

Texto revisto por: Mariana Coelho

Eduardo Nunes
Eduardo Nuneshttp://www.bolanarede.pt
Estuda economia em Coimbra, mas não deixa de prestar especial atenção ao que se passa no universo do desporto. O desporto preferido é Ténis, mas não perde uma oportunidade de acompanhar a Académica e o Benfica nas mais variadas modalidades.

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