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Futsal: São 5 contra 5 e no fim ganha o Brasil

Eduardo Nunes · 2 min

Futsal: São 5 contra 5 e no fim ganha o Brasil

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Na madrugada de terça para quarta-feira passadas pudemos assistir a um verdadeiro encontro de estrelas na Arena Castelão, em Fortaleza, curiosamente um dos palcos do Mundial 2014 em futebol de 11. Não, não é um equívoco da minha parte; foi mesmo colocado um recinto de Futsal no relvado, isto com o intuito de bater o recorde de espetadores numa partida de futsal, fixado em Setembro de 2014, num sempre escaldante Brasil x Argentina (56483). Este objetivo não foi alcançado, por larga margem, uma vez que apenas 11444 assistiram ao jogo no estádio.

Outro dos grandes pontos de interesse no jogo era o encontro entre duas lendas-vivas da modalidade, Ricardinho e Falcão. Se é praticamente unânime admitir que o atual melhor do mundo é o nosso Ricardinho, Falcão é uma estrela do futsal mundial, o melhor da história, já em fim de carreira e regressado após longa paragem por lesão. Vou agora fazer um resumo do jogo, que viu a seleção portuguesa entrar algo apática e pouco ativa na partida, remetendo-se à sua área defensiva e pouco mais. Aproveitou o Brasil para se adiantar no marcador aos cinco minutos de jogo, por intermédio de Xuxa, que disferiu um disparo para o fundo das redes lusitanas após um canto na direita. Portugal não se conseguia recompor e o Brasil, pouco depois, ampliou, através de um remate de meia distância do guarda-redes Tiago, numa jogada em que os jogadores portugueses não acompanharam devidamente o guardião canarinho, que aproveitou de forma exímia a oportunidade. Apesar de o resultado ao intervalo não ser nada favorável, podia ainda ter sido mais pesado, não fosse uma grande defesa de Bebé, após um forte remate de Falcão. O intervalo trouxe um Portugal renovado, que tentou a todo o custo contrariar o favoritismo brasileiro.

Jorge Braz alterou o guarda-redes, entrando Vítor Hugo, e o certo é que ele entrou muito bem na partida, fazendo uma série de boas intervenções, evitando assim um terceiro golo, que sentenciaria em definitivo o encontro. E mesmo em termos ofensivos a equipa portuguesa melhorou muito, tornando-se mais perigosa no ataque e aproveitando para encostar o Brasil “às cordas”, graças ao golo de Fernando Cardinal a cerca de 7 minutos do fim, colocando a diferença mínima no marcador. A partir daí, e até ao apito final, criámos um punhado de boas ocasiões para igualar o marcador mas infelizmente não foi possível alcançar o empate. Deixo uma palavra para o selecionador português, que na minha opinião deveria ter apostado mais cedo no 5×4, pois só no último minuto o fez.

Continua assim a “maldição” portuguesa contra o Brasil, que em 20 anteriores encontros o melhor que fez foi empatar em quatro ocasiões. Mas pelo que deu para ver, pelos últimos minutos do encontro, Portugal teve momentos muito bons e isso permite-me acalentar esperanças para os próximos desafios, de que jogando olhos nos olhos podemos bater qualquer seleção do mundo.

Foto de Capa: Facebook ‘Seleções de Portugal’

Eduardo Nunes

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