

Num duelo frenético a contar para a 15.ª jornada da Primeira Liga de Futsal, o Rio Ave FC superiorizou-se à AD Fundão por 6-4. A eficácia vilacondense e a classe individual de peças-chave ditaram o rumo de um encontro marcado pelo equilíbrio e pela emoção até ao último segundo.
O Rio Ave foi a jogo com Moreira, Peixinho, Gustavo Rodrigues e Rubén Gois. Já a formação do Fundão apostou em Jaime Arthur, Uesler, Pedro Marques, Sissi e Tiago Tavares.
O Pavilhão de Desportos de Vila do Conde foi o palco de um dos jogos mais animados da ronda. Com um forte apoio vindo das bancadas, onde as dezenas de adeptos do Fundão fizeram-se ouvir com persistência, a partida começou com as duas formações a estudarem-se de forma cautelosa. O primeiro lance de perigo pertenceu a Peixinho do Rio Ave, mas foi a equipa visitante a silenciar o pavilhão momentaneamente.
Após uma perda de bola do guardião do Rio Ave, Chinho serviu o capitão Mário Freitas, que não desperdiçou a oportunidade para inaugurar o marcador. A resposta da casa não tardou e chegou com nota artística: Francisco Silva, num momento individual brilhante, apontou o seu primeiro golo ao serviço da equipa da foz do Ave, restabelecendo a igualdade.
A partir dos dez minutos, o Rio Ave intensificou a sua pressão, e aos 12, minutos, operou a reviravolta por Serginho, que finalizou quase sem ângulo após assistência de Gustavo Rodrigues. O Fundão reagiu prontamente através de uma organização ofensiva de excelência, culminada por Tiago Tavares para o 2-2. Contudo, a classe do internacional português Ruben Góis voltou a colocar a equipa vilacondense, num lance onde tirou Jaime Arthur do caminho.


A segunda parte começou com o Rio Ave determinado a ampliar a vantagem. Logo aos dois minutos da segunda parte, Gustavo Rodrigues aproveita uma recarga após defesa incompleta do guarda-redes adversário para fazer o 4-2. O Fundão, mais ofensivo nesta fase, ainda reduziu aos vinte e quatro minutos por Gui Torres, mas a resposta vilacondense foi imediata: Cigano restabelece a margem de dois golos (5-3).
A noite parecia de feição para a equipa da casa, e aos 26 minutos, a sorte voltou a sorrir para o Rio Ave. Na sequência de um canto cobrado por Zezinho, a bola desvia em Sissi, resultando num autogolo do Ala do Fundão.
Após um período de maior acalmia entre os 12 e 15 minutos da segunda parte, o jogo ganhou novo fôlego na reta final. Aos 30 minutos, Wellinton assiste Chino para o 6-4, relançando a incerteza do resultado. No mesmo minuto, Peixinho ainda enviou uma bola à barra, negando o golo que poderia ter trazido a tranquilidade final à equipa da casa.
Os últimos instantes foram de nervos à flor da Pele, com o Rio Ave a fazer ser mais agressivo. Perante a pressão do Fundão, que apostou no cinco para quatro, a defesa vilacondense manteve-se compacta. Jaime Arthur, na baliza contrária, ainda brilhou com várias intervenções que impediram uma vantagem maior, mas o triunfo de 6-4 já não fugiria ao Rio Ave.
Não sendo a figura do jogo, mas destacou-se, o jovem jogador Francisco Silva foi um perigo constante para a baliza beirã, somando várias tentativas de remate ao longo de toda a primeira parte. O seu primeiro golo pela equipa surgiu num momento individual brilhante, onde combinou técnica e agressividade ofensiva para restabelecer a igualdade.
Ao vencer este jogo, o Rio Ave sobe à condição ao quinto lugar da Primeira Liga de Futsal com 12 Pontos.
A FIGURA DO JOGO:


Ruben Góis – Não se limitou a jogar; ele interpretou o jogo. O momento alto da sua exibição aconteceu aos 15 minutos da primeira parte, em mais um golo com classe. Após um serviço de Cigano, o internacional português demonstrou uma classe rara: com um toque de um pé para o outro, “sentou” o guardião do Fundão Jaime Arthur e finalizou com uma frieza gélida. Esse golo, que fixou o 3-2 antes do intervalo, foi o tónico necessário para a equipa encarar a segunda parte com confiança. Participou diretamente em vários golos, marcou, assistiu e foi decisivo na forma como a equipa respondeu sempre que o Fundão tentou relançar o jogo. A sua capacidade de gerir os tempos de jogo e de esconder a bola nos momentos de maior pressão da AD Fundão foi vital para segurar os três pontos.
Artigo redigido por Diogo Ferreira

