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Polónia 0-3 Portugal: Boa exibição marca estreia a vencer

Eduardo Nunes · 4 min

Polónia 0-3 Portugal: Boa exibição marca estreia a vencer
Foto: UEFA

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A CRÓNICA: COMPETÊNCIA E EFICÁCIA GARANTEM TRÊS PONTOS

O primeiro encontro em Portugal provou que este novo jogo, agora em solo polaco, seria tudo menos fácil. Não pela valia individual do adversário, mas sobretudo pela valia coletiva e qualidade no seu processo defensivo. Apesar disso, a entrada de Portugal na quadra foi bastante aceitável. A seleção criou várias ocasiões de golo (destaque para um tiro de meia distância de Tiago Brito que só foi travado pelo poste) e obrigou o seu rival a recorrer a várias faltas para travar as investidas portuguesas, tendo logo quatro faltas assinaladas na primeira metade da primeira parte, contra apenas uma portuguesa.

Nos últimos dez minutos, a Polónia chegou à quinta falta e sabia que uma eventual sexta daria um livre de dez metros sem barreira. O perigo maior de um adversário cínico como os polacos é que raramente se aventura em terrenos mais ofensivos, mas quando o faz geralmente consegue criar muito perigo e sobressalto na defesa nacional. Contudo, o guardião Vítor Hugo, hoje chamado para a titularidade no lugar de Edu Sousa, respondeu sempre bem e com total concentração.

O jogo, um pouco à semelhança do anterior confronto em Mafra, estava um pouco “amarrado” e só um lance de génio individual poderia fazer funcionar o marcador. Eis que surge, a cinco minutos do intervalo, o tal rasgo de génio do nosso pivot, Fernando Cardinal, que fez um excelente golo após uma jogada individual superiormente finalizada. Este tento mudou o paradigma do jogo, obrigando a Polónia a assumir as despesas e a subir no terreno, sendo que Jorge Braz teria ainda o trunfo das cinco faltas do adversário.

O último minuto trouxe mais um golo de Portugal, por intermédio de André Coelho, num remate de meia distância que contou com um precioso desvio num defensor polaco, não dando hipóteses ao guarda-redes.

A seleção já tinha feito um desafio e bem avisaram que estavam de “pé quente”

O intervalo chegava assim, com uma vantagem de dois golos para a nossa equipa, num duelo onde a nossa superioridade territorial era inquestionável. A grande melhoria em relação ao duelo em Portugal foi a clarividência na hora de atacar, mais remates e mais ocasiões de real perigo, sendo totalmente justa tendo em conta aquilo que se viu dentro das quatro linhas.

A segunda parte abriu com uma oportunidade de ouro para dilatar a vantagem, mas Fernando Cardinal atirou ao poste na primeiro momento e às malhas laterais na recarga. Excelente entrada, continuando na senda do golo e a tentar resolver o encontro o mais rapidamente possível.

O resultado totalmente diferente neste encontro permitiu a Portugal usar uma estratégia parecida com a da equipa do leste europeu, jogar no erro do rival e entregar a posse de bola à Polónia, algo que não é inteiramente do agrado da equipa da casa.

Os últimos cinco minutos, face à persistência do resultado, ficaram marcados pela estratégia de guarda-redes avançado da Polónia, que teria de arriscar tudo para tentar evitar a derrota. A Polónia estava novamente com cinco faltas, e uma falta disparatada do jogador polaco sobre Ricardinho originou um livre de dez metros, finalizado por Fernando Cardinal.

Com este golo, a estratégia polaca de usar o guarda-redes avançado caiu por terra, dando assim o sinal de vitória entregue aos portugueses. Até ao fim, o encontro decorreu sem mais nada de relevante a apontar. Uma vitória tranquila, ditada pela maior inspiração dos nossos jogadores. Assim sendo, no fim da segunda jornada somamos quatro pontos na Qualificação para o Europeu de Futsal 2022.

 

A FIGURA

Jogo bem conseguido – Hoje foi uma exibição bem melhor, no geral. A estratégia foi a mesma, mas correu bem melhor e portanto toda a equipa está de parabéns. A Polónia não é nenhum colosso, mas é uma equipa muito incómodo e não é fácil quebrar a barreira de leste.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Ricardinho – O mago português não jogou mal, porque coletivamente dá muito à equipa, mas não conseguiu nenhum rasgo individual que conseguisse desequilibrar o encontro a nosso favor. Se fosse um comum mortal, nunca teria lugar nesta lista pela negativa, mas ficou a faltar um lance de génio do número dez.

 

ANÁLISE TÁTICA – POLÓNIA

Blazej Korczyski apostou numa tática semelhante ao primeiro jogo, mas desta feita o jogo não correu tão bem, por mérito de Portugal. Quando se viu em desvantagem e a precisar de assumir o encontro, viu-se a dificuldade dos polacos nesse estilo de jogo.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Michal Kaluza (6)

Michal Klaus (6)

Tomasz Kriesel (6)

Krszysztof Elsner (6)

Arkadiusz Szczypszynski (5)

SUBS UTILIZADOS

Lucasz Blaszczyk (7)

Sebastian Grubalski (6)

Piotr Lopuch (6)

Michal Marek (6)

Mateusz Madziag (6)

Sebastian Leszczak (6)

Sebastian Wojciechowski (6)

Bartlomiej Piorkowski (6)

Patryk Holy (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Jorge Braz também manteve a estratégia, e agora correu muito melhor. Notou-se mais algum rigor no processo defensivo e maior eficácia no ataque, resultando numa vitória normal e tranquila dos seus comandados.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Vítor Hugo (7)

João Matos (7)

Pedro Cary (7)

Ricardinho (6)

Cardinal (8)

SUBS UTILIZADOS

Edu Sousa (7)

André Coelho (7)

Miguel Ângelo (6)

Afonso Jesus (7)

Fábio Cecílio (6)

Erick Mendonça (6)

Pany Varela (6)

Tiago Brito (6)

Eduardo Nunes

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