Portugal a um passo da final | Futsal Feminino

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A ANTEVISÃO: PORTUGAL PERSEGUE O SONHO DIANTE DA GARRA ARGENTINA

É já nesta sexta-feira que a seleção de futsal feminino procura dar continuidade ao sonho de conquistar o mundo, num percurso que é, já por si, histórico. Às 10h00, Portugal e Argentina encontram-se nas meias-finais do primeiro Mundial feminino organizado pela FIFA, uma competição que se revelou uma aposta determinante para a promoção da modalidade um pouco por todo o globo.

Durante anos, o futsal feminino viveu à margem dos grandes palcos internacionais, limitado a contextos menos competitivos e sem grande repercussão em termos estruturais ou mesmo económicos. Com o nascimento deste novo Mundial, abre-se finalmente a porta para um ciclo competitivo regular, com visibilidade global, impacto financeiro real e uma plataforma capaz de impulsionar o crescimento do futsal feminino em todos os continentes.

Para a Seleção portuguesa, que há muito reivindica este espaço, este Campeonato do Mundo nas Filipinas representa tanto a afirmação de uma geração dourada como a confirmação de que o país é hoje uma potência consolidada do futsal mundial. E a verdade é que as nossas navegadoras não têm descorado esse estatuto.

O grupo orientado por Luís Conceição tem vindo a fazer uma campanha exímia, dominando os seus jogos e demonstrando a personalidade vencedora que nós, adeptos atentos do que se vai fazendo nas quadras masculinas, reconhecemos como característica do futsal português. A avalanche ofensiva, trabalhada por via de uma circulação rápida e uma pressão acutilante, tem sido correspondida com muitos golos. São 30 golos marcados e três sofridos, em apenas quatro jogos, um registo verdadeiramente impressionante.

Portugal chega a estas meias-finais com um registo 100% vitorioso na competição, à semelhança do que a adversária, Argentina, conseguiu fazer até este ponto do torneio. A seleção “albiceleste” venceu os quatro jogos que disputou com tranquilidade, apontando 18 golos marcados e quatro sofridos.

As vitórias construídas em detalhes e a capacidade de resistir nos momentos de maior pressão, com destaque para a vitória por 3-2 frente à Polónia transformaram a Argentina numa equipa perigosa, sobretudo em jogos a eliminar.

A agressividade defensiva e a transição rápida são as suas grandes armas, juntamente com a influência das alas mais experientes, Paula Chiesa e Ana Ontiveros, responsáveis por dar equilíbrio e clarividência em ataque organizado.

Com isto em mente, prevê-se um duelo entre duas seleções de estilos diferentes, mas com ambições semelhantes. Portugal parece chegar a esta partida como favorito, não só pela qualidade individual, mas também pelo peso competitivo que vem acumulando nos últimos anos. Contudo, as jogadoras da equipa das quinas não deverão esperar facilidades.

A chave do jogo estará na forma como as portuguesas irão procurar pautar o ritmo do jogo e desorganizar, desde o início, a estrutura montada por Nicolas Noriega, marcando cedo no encontro e dissipando as dúvidas relativamente à superioridade do coletivo.

Se Portugal conseguir impor o seu plano, terá todas as condições para marcar presença na final do primeiro Mundial FIFA de Futsal Feminino, o último capítulo de uma campanha histórica. Já sabemos que prognósticos, só no final do jogo, mas existe já uma certeza: esta meia-final promete ser emocionante e plena de qualidade. Esperemos que se converta em mais um momento dourado para o futsal português.

5 DADOS RÁPIDOS SOBRE O ENCONTRO:

  1. Apesar de o futsal masculino ter Mundial desde 1989, esta é a primeira vez que a FIFA organiza um Mundial feminino, tornando todas as equipas, jogos e golos automaticamente “históricos”.
  2. A Seleção Nacional venceu o Europeu Feminino de Futsal (UEFA Women’s Futsal EURO) sem perder qualquer jogo desde a criação do torneio, consolidando-se como potência continental.
  3. No feminino, a Argentina já era competitiva antes da FIFA entrar na modalidade. Competições CONMEBOL e torneios internacionais permitiram-lhe desenvolver um estilo muito próprio, mais físico e intenso.
  4. Embora se tenham disputado amigáveis, Portugal e Argentina nunca se tinham defrontado num palco FIFA, tornando esta meia-final um duelo inédito em competições oficiais.
  5. É a primeira vez que várias seleções de continentes diferentes se defrontam de forma oficial, o que dá à competição um carácter verdadeiramente global e permite novas comparações e potenciar o investimento no futsal feminino pelas regiões com tradições distintas no desporto.

JOGADORAS A TER EM CONTA

Lídia Moreira (Portugal) – Lídia Moreira, pivot de 31 anos do Nun’Álvares, tem sido uma das figuras mais impactantes de Portugal neste Mundial, somando 4 golos e 3 assistências até ao momento. Forte de costas para a baliza e com excelente leitura ofensiva, é muitas vezes o ponto de apoio que dá critério às construções portuguesas no ataque. A sua capacidade de segurar, rodar e distribuir torna-a crucial tanto em ataques posicionais como em transições rápidas. Além disso, aparece com frequência em zonas de finalização, revelando instinto goleador e eficácia nos momentos de maior pressão.

Paula Chiesa (Argentina) – Paula Chiesa, ala de 37 anos, chega a esta fase decisiva com prestígio e experiência, apontando 3 golos neste Mundial. Embora não esteja atualmente ativa no futsal de clubes, traz na bagagem uma maturidade que se nota tanto em zonas ofensivas como defensivas. A sua leitura do jogo, aliada à capacidade de aparecer em espaços de finalização, faz dela uma ameaça constante nas transições rápidas da Argentina. Mesmo com a idade, a sua mobilidade, astúcia e sangue-frio em lances decisivos mantêm-na como uma das jogadoras a ter em conta para este duelo.

PREVISÃO DE RESULTADO

Portugal 4-2 Argentina

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