

Portugal goleou a seleção da Hungria por 1-5 e selou a passagem aos quartos-de-final do Euro Futsal 2026. Em Ljubljana, a equipa das quinas foi superior do início ao fim e, apesar do resultado volumoso, a eficácia portuguesa não foi das melhores, muito por culpa do guarda-redes húngaro, Marcell Alasztics.
As duas seleções chegaram a este jogo com uma vitória na jornada inaugural, e quem vencesse garantia a qualificação para a fase seguinte da competição. Portugal estava ciente dos perigos que os húngaros poderiam causar, depois da vitória surpreendente frente à Polónia. A equipa orientada pelo espanhol Sergio Mullor não está habituada a jogar a estes grandes palcos, a última vez foi em 2016 e, isso, certamente, foi um fator que pesou neste jogo.
Ao contrário do encontro contra a Itália, Portugal entrou a todo gás e, aos 23 segundos, a seleção das quinas já estava na frente do marcador. Numa reposição lateral convertida por Pany Varela, Erick Mendonça surgiu isolado na área húngara e só teve de encostar.
Os comandados por Jorge Braz assumiram por completo as rédeas do jogo e tentavam chegar ao segundo golo de qualquer forma. Pany Varela espalhava magia, mas, na altura do remate, aparecia sempre um defensor húngaro para intercetar. André Coelho tentava com remates de longa distância, sem sucesso.
O segundo golo de Portugal chegou aos seis minutos, a partir de um lance de insistência de Diogo Santos. O jogador do Sporting recuperou a bola por duas vezes num momento em que a Hungria tentava construir e isolou Lúcio Rocha, que com a baliza deserta, ampliou a vantagem lusa.
Portugal dominava e, com uma vantagem de dois golos, rotação era a palavra de ordem. O mesmo quarteto de jogadores portugueses raramente ficava muito tempo dentro da quadra e, mesmo assim, as oportunidades apareciam, menos os golos. Rúben Góis bem tentou escrever o seu nome na lista de marcadores, mas Marcell Alasztics não deixava.
Curiosamente, o lance de maior perigo dos húngaros na primeira parte saiu dos pés de um jogador português. O guardião Marcell Alasztics subiu no campo e rematou forte contra Erick, a bola ressaltou em André Coelho e passou um pouco a cima da barra da baliza portuguesa. A menos de cinco minutos do intervalo, a Hungria apostou no 5×4, mas sem qualquer efeito.
A buzina tocou para a recolha aos balneários e Portugal vencia por 0-2, um resultado muito satisfatório para a Hungria, depois das inúmeras oportunidades desperdiçadas pelos jogadores portugueses.
No arranque da segunda parte, Portugal voltou ao ataque e conseguiu chegar novamente ao golo, aos 23 minutos. Diogo Santos intercetou um passe de um jogador húngaro em zona proibida e fez o terceiro da partida. O ala leonino já leva três golos na competição e é, atualmente, o melhor marcador de Portugal no Europeu.
A Hungria fez o primeiro remate enquadrado à baliza de Bernardo Paçó aos 24 minutos, com um remate de longa distância de Dávid Vatamaniuc-Bartha. No minuto seguinte, excelente troca de bola dos jogadores portugueses, com Tomás Paçó, sem qualquer pressão, a rematar forte para o quarto golo da tarde. Em resposta ao golo sofrido, a Hungria voltou a apostar no 5×4, mas continuava sem uma solução para ultrapassar a defesa lusa.
Aos 26 minutos, nova ameaça húngara. A construir numa zona recuada, uma má receção seguida de um mau passe de Pany Varela permitiu que Mark Fekete surgisse isolado na cara de Bernardo Paçó, mas o remate do pivot foi ao poste.
Num momento em que a Hungria estava com o guarda-redes avançado, Portugal chegou à mão cheia de golos. Afonso Jesus recuperou a bola, que sobrou para Pany Varela, e o ala do SL Benfica só parou nas redes húngaras.
Com a vitória praticamente garantida, Jorge Braz deu a oportunidade a Edu Sousa de estrear-se neste Europeu. E foi com Edu na baliza portuguesa que a Hungria chegou ao tão desejado golo, aos 36 minutos. O 5×4 finalmente surtiu efeito e, com um remate forte, Balázs Rutai fez o 1-5. Kutchy, que esteve em grande plano contra a Itália, em resposta ao golo sofrido, atirou à barra.
O marcador não se alterou mais e Portugal só sabe vencer neste Campeonato de Europa de Futsal. Destaque para aos 51 remates efetuados pelos jogadores portugueses e para as poucas faltas assinaladas neste jogo, três no total, sendo que a única de Portugal ocorreu já na parte final do encontro. Esta vitória sobre a Hungria garante a passagem aos quartos-de-final, mas não, para já, o primeiro lugar. Caso a Polónia não vença a seleção transalpina, Portugal fica automaticamente no primeiro lugar do Grupo D. Se tal não acontecer, o jogo de quinta-feira frente aos polacos vai decidir o líder deste grupo.

