Quem sabe nunca esquece

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Cabeçalho modalidadesO jogador brasileiro Falcão, para muitos considerado o melhor futsalista da história mundial, retirou-se há dias num jogo contra a Colômbia. Nos seus últimos 40 minutos da sua longa carreira pela canarinha, ainda logrou marcar um golo e fazer uma assistência neste encontro de cariz particular com os cafeteros. É de louvar tudo o que Alessandro Rosa Vieira alcançou ao serviço do seu país, estando à cabeça os dois campeonatos do mundo em 2008 e 2012 em termos coletivos, e o recorde individual de mais jogos disputados e mais golos apontados (introduziu a bola nas redes contrárias por 48 vezes em 36 partidas somadas).

Estabelecendo um paralelo com outras modalidades, eu creio que o legado do mago sul-americano perdurará por muitos e bons anos, tal como o de Roger Federer no ténis ou o de Michael Phelps na natação, ou, quem sabe, como o do nosso Ricardinho quando acabar a carreira, faltando-lhe um título internacional pela nossa seleção. Foi por quatro vezes considerado o melhor jogador do ano e teve uma carreira de sonho pelo seu país, que só pecou por não ter incluída a vitória do mundial da Colômbia, em 2016.

Quem tiver muitas saudades de ver este grande artista a espalhar magia pelas quadras de futsal, ainda o pode fazer, uma vez que ele vai continuar a jogar, pelo menos durante uns meses, no clube pertencente ao estado que viu o pequeno Alessandro crescer para se transformar numa autêntica lenda-viva do futsal a nível mundial, Sorocaba, no estado de São Paulo, e que por motivos publicitários atualmente se denomina Magnus Futsal. No fim de contas, é com grande pena que vejo uma referência tão importante da modalidade a abandonar a sua carreira internacional, algo que só acontece em definitivo no mês de Setembro, num particular que terá lugar na sua cidade natal, São Paulo.

Falcão festejou muitos golos, quer na seleção quer nos clubes por onde passou Fonte: esportesaqui
Falcão festejou muitos golos, quer na seleção quer nos clubes por onde passou
Fonte: esportesaqui

Mesmo assim, foi tocante ver um jogador desta idade e envergadura a chorar que nem uma criança na hora de se despedir de uma seleção nacional que ganhou esses dois títulos com grande contributo de Falcão. Foi um grande momento que deu um fim digno do brilhantismo do jogador ao longo dos seus 23 anos de carreira. Para além dos seus dotes desportivos, conta quem priva de perto com ele, também alia a isso uma extrema simpatia e humildade.

Por tudo isto e muito mais, sinto-me um privilegiado por ter visto um jogador deste calibre a desfilar pelos campos e só tenho uma coisa a dizer: Obrigado Falcão, por te ter visto a jogar durante alguns anos e sobretudo por seres como és e por levares a nossa língua portuguesa ainda mais longe, um pouco como o nosso Ricardo Braga faz hoje em dia, porque o simples facto de o melhor jogador do mundo falar português ajuda a espalhar a nossa cultura pelo mundo.

Foto de Capa: massanews

Eduardo Nunes
Eduardo Nuneshttp://www.bolanarede.pt
Estuda economia em Coimbra, mas não deixa de prestar especial atenção ao que se passa no universo do desporto. O desporto preferido é Ténis, mas não perde uma oportunidade de acompanhar a Académica e o Benfica nas mais variadas modalidades.

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