Sérvia 2-4 Portugal: Campeão Europeu começa a ganhar

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A CRÓNICA: SÉRVIOS ESTIVERAM DE PÉ… ATÉ TEREM PERNAS

A espera de quatro anos terminou. A maior competição do Futsal europeu está de volta, com Portugal a entrar em campo para revalidar um título inédito. Em Amesterdão, a seleção de Jorge Braz defrontou a Sérvia, equipa que eliminou nos Oitavos de Final do último Mundial.

Desta feita sem público nas bancadas da Ziggo Dome Arena, Portugal alinhou sem André Coelho, que se encontra a recuperar da COVID-19. Já os sérvios, não contaram com Jovan Lazarevic, a sua principal estreia e que até marcou dois golos na partida de setembro último.

O jogo não começou da melhor forma para a Seleção Nacional, já que, logo no primeiro minuto, André Sousa cometeu penálti Rakic. Na conversão, Marko Prsic não vacilou e marcou o primeiro golo deste Europeu (1-0). Aos 7’, Marko Prsic marcou o seu segundo golo após uma jogada de insistência (2-0). Portugal entrou muito mal na partida e só após a pausa técnica de Jorge Braz – que pediu humildade e garantiu que “aqui ninguém é melhor que ninguém” – é que o plano de jogo se começou a assentar.

À passagem do equador da primeira parte, Miguel Ângelo recuperou a bola e serviu, ao segundo poste, Pauleta, que não desperdiçou o 2-1. A partir daí, Portugal passou a dominar o jogo e melhorou substancialmente a sua exibição. Aos 19’, Zicky ganhou o esférico, driblou um adversário e tocou para Pany Varela, com um remate cruzado, igualar a partida (2-2).

Na segunda parte, a Sérvia esmoreceu-se, muito por culpa das poucas opções disponíveis para esta partida e, naturalmente, Portugal cimentou a sua primeira vitória neste Europeu, com dois golos da juventude. Primeiro, numa grande triangulação, Afonso Jesus apareceu no interior da área a rematar para o fundo das redes (2-3). Depois, aos 27’, Tomás Paçó atacou as costas da defensiva sérvia e, após passe de Afonso, fechou a contenda em 2-4.

Com esta vitória, Portugal sobe ao topo do Grupo A do Campeonato da Europa 2022. Na próxima jornada, a equipa nacional jogará com a seleção anfitriã, os Países Baixos, enquanto que a Sérvia irá medir forças com a Ucrânia. Ambas as partidas são disputadas no domingo.

A FIGURA

Coletivo de Portugal – Sem a sua estrela maior, Ricardinho, Portugal é, cada vez mais, uma equipa que vale pelo seu coletivo. Os primeiros oito minutos foram de sofrimento, perante uma má entrada coletiva, mas a partir daí, a qualidade tática da equipa portuguesa veio ao de cima e a vitória acabou por sorrir.

O FORA DE JOGO

Falta de opções na Sérvia – Antes do jogo, Dejan Majes, selecionador sérvio, sabia que não podia contar com a estrela Jovan Lazarevic, por lesão, aos quais se juntaram Aleksic, Rajcevic e Matijevic. Perante tantas ausências, a Sérvia até mostrou a sua graça no primeiro tempo, mas na segunda parte, quando as pernas já começaram a faltar, a equipa deixou de render.

ANÁLISE TÁTICA – SÉRVIA

A Sérvia entrou bem na partida, com o seu 3-1 bem vincado e uma pressão alta que acabou por surpreender Portugal e surtir o devido efeito. Aos oito minutos já venciam por 2-0 e, inevitavelmente, abandonaram a sua linha de pressão e remeteram-se à defesa. Destaque para os movimentos vagabundastes de Prsic que causaram muito perigo junto da baliza nacional.

Na segunda parte, pouco ou nada se viu da Sérvia e a vitória acabou por não sofrer contestação.

 

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Nemanja Momcilovic (6)

Stefan Rakic (6)

Mladen Kocic (7)

Marko Prsic (8)

Andreja Stojcevski (6)

SUBS UTILIZADOS

Kristijan Vasic (6)

Denis Ramic (6)

Dragan Tomic (5)

Strahinja Petrov (6)

Lazar Milosavljevic (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Já foi dito e redito que Portugal entrou mal na partida e é essa uma das chaves deste encontro. Jorge Braz apostou no seu habitual 4-0 e perante a falta de rendimento coletivo, lançou Zicky como pivô. A partir daí e a par de mais uma excelente pausa técnica, os golos começaram a surgir. Pany começou a assumir o jogo através dos movimentos que lhe são característicos e o excelente nível de Pauleta levaram Portugal ao empate.

Na segunda parte, Tomás Paçó desempenhou com exceção as difíceis funções de João Matos e, a par de um Zicky sempre irreverente, permitiram que Portugal somasse os primeiros três pontos.

Destaque ainda para a perspicácia e astúcia de Jorge Braz que, após o 2-0, começou a apostar, conjuntamente, em jogadores que alinham no mesmo clube. De facto, um dos problemas nesta partida foi a falta de entrosamento coletivo, o que não é muito habitual nesta equipa.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

André Sousa (7)

João Matos (7)

Bruno Coelho (7)

Pany Varela (8)

Erick Mendonça (8)

SUBS UTILIZADOS

Tiago Brito (7)

Fábio Cecílio (7)

Zicky Té (8)

Tomás Paçó (8)

Pauleta (8)

Afonso Jesus (7)

Miguel Ângelo (7)

Foto de Capa: UEFA

Artigo redigido por Tiago Alexandre

Tiago Alexandre
Tiago Alexandrehttp://www.bolanarede.pt
O Tiago nasceu em Abrantes e, atualmente, estuda em Portalegre, cidade para onde partiu em busca do seu sonho no meio do Jornalismo. Está ligado ao Desporto desde sempre e gosta de rebater as suas opiniões até à última. O Ciclismo e o Futebol - não o 'jogo da bola' - são as suas paixões, sem nunca descurar o Hóquei em Patins, o Futsal e o brilhante mundo dos Esports.

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