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Sporting CP 2-5 Inter Movistar FS: Eficácia fez toda a diferença!

Eduardo Nunes · 2 min

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Este Domingo foi dia de final da UEFA Futsal Cup envolvendo as duas equipas mais fortes do Velho Continente. De um lado, o nosso Sporting Clube de Portugal; do outro, os espanhóis do Inter Movistar, que iam à procura de mais um troféu europeu depois da vitória em 2017 perante os leões. A turma leonina entrou e queria vingar os 7-0 do ano passado, só que o campeão europeu em título entrou mais forte e afoito no encontro, com o golo de Gadeia aos três minutos a coroar essa melhor entrada na quadra. O Sporting respondeu rapidamente ao tento inaugural com um desvio oportuno de Diego Cavinato a um passe de Alex Merlim, à passagem do minuto sete do encontro. O empate durou pouco mais de três minutos, com um tento do melhor jogador do mundo, o gondomarense Ricardinho, mais ou menos a meio da metade inicial. A partir deste momento, a equipa de nuestros hermanos nunca mais largou a vantagem no marcador até ao fim dos 40 minutos, mas já lá iremos.

Pouco depois, o ex-benfiquista Elisandro dobrou a vantagem do Inter, e passou assim o marcador para 3-1 a favor dos madrilenos, resultado esse que se registava ao intervalo e que espelhava o que se ia passando em campo, com o Inter a ter o jogo mais ou menos controlado, levando sempre um pouco mais de perigo aquando da aproximação à baliza defendida por André Sousa e Marcão. O cenário de 2017, de sair com uma derrota pesada da final pairou no ar com mais um golo do Inter na abertura da segunda parte, por intermédio de Rafael Rato, aos 23 minutos de jogo. Só que os leões começaram a apostar na tática de guarda-redes avançado nos últimos minutos do encontro, conseguindo dessa forma criar muitas dificuldades na equipa orientada por Jesús Velasco.

A final four da UEFA futsal Cup disputou-se na cidade espanhola de Saragoça
Fonte:UEFA

A esperança numa reviravolta completa no marcador cresceu com um tento de Diogo, autenticamente a fuzilar o guardião Jesus Herrero com o seu pé esquerdo. Só que os minutos foram passando e os golos não apareciam, tanto por grandes intervenções do guarda-redes Interista como por manifesta infelicidade dos seus jogadores na hora de finalizar (aquela perdida de Dieguinho, por exemplo, que podia dar o 3-4 roçou o escandaloso) e o 2-5, a aproveitar o adiantamento do guarda-redes avançado, num remate de costa a costa de Pola, a apenas três segundos do final, selou o resultado final de cinco bolas a duas favorável aos espanhóis, que celebraram o segundo ceptro continental consecutivo, num duelo onde a eficácia do Inter fez toda a diferença perante um emblema leonino que na segunda parte se tornou mais rematador, em função da desvantagem no marcador.

Mesmo assim, o jogo deste ano foi bem mais equilibrado do que o do ano passado, não só no resultado mas no jogo jogado, provando a clara evolução dos comandados de Nuno Dias. Talvez no próximo ano possamos ter mais uma equipa neste jogo decisivo e dessa feita, esperemos, com um resultado diferente! De referir que esta foi a quinta conquista da equipa madrilena, confirmando o seu estatuto de equipa mais forte da Europa e com mais sucesso na história desta competição.

Foto de Capa: UEFA

 

Eduardo Nunes

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