E o Mundial volta a escapar

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A final do mundial de hóquei em patins feminino ofereceu a todos os amantes da modalidade um duelo ibérico entre Portugal e Espanha, algo que já não acontecia desde o ano de 2008.

O inicio da final demonstrou duas seleções a procurarem ter o maior tempo de bola possível, mas a Espanha era quem conseguia ter períodos de posse mais perigosos, colocando em sentido a defensiva lusa. Com o passar do tempo, Portugal deixava de ter ataques tão prolongados e procurava as seticadas de meio campo para surpreender a guarda-redes espanhola, sendo que isto apenas acontecia quando a seleção portuguesa conseguia sair em posse, algo que foi acontecendo cada vez menos, visto que a Espanha a pressionar a campo inteiro ganhava muitas segundas bolas.

A Espanha estava cada vez mais perigosa e Maria Celeste era um muro de betão que ia impedido a abertura do marcador. Com a primeira parte a meio, Portugal conseguiu equilibrar a partida, afastando a pressão espanhola. Foi, precisamente, nesta altura de maior equilibro que as nossas vizinhas abriram o marcador. Seticada do lado esquerdo do campo de Anna Casarramona que ainda desvia em Marlene Sousa e acaba por trair a guardiã portuguesa.

Nos instantes finais da primeira parte, Portugal dispõe de uma situação de dois para zero, mas nem Marlene Sousa nem Ana Catarina Ferreira conseguiram marcar e a Espanha foi para as cabines a vencer por 1-0.

Marlene Sousa, a capitã portuguesa, foi considerava a melhor jogadora do mundial Fonte: FIRS – Federation Internationale Roller Sports
Marlene Sousa, a capitã portuguesa, foi considerada a melhor jogadora do mundial
Fonte: FIRS – Federation Internationale Roller Sports

Se eficácia foi o que faltou ao conjunto liderado por Carlos Pires no final do primeiro tempo, não faltou á seleção espanhola no inicio da segunda, pois logo aos dois minutos houve grande movimentação ofensiva das nuestras hermanas, que deixou Laura Puigdueta totalmente solta e, facilmente, fez o 2-0. Portugal em desvantagem por dois golos, foi em busca de alterar a ordem dos acontecimentos, mas não conseguia marcar. No entanto, aos vinte e sete minutos de jogo, Marlene Sousa ganhou a bola no meio campo de luso e saiu em contra-ataque com Marta Vieira e a número sete portuguesa reduziu para 2-1. Com o golo, Portugal ganhou um enorme alento e lançou-se á procura do golo do empate.

As oportunidades de golo sucediam-se, mas a seleção portuguesa não conseguia empatar. Foi novamente numa recuperação de bola, desta feita no meio campo espanhol, que Marta Vieira assistiu Marlene Sousa, livre ao segundo poste, para o 2-2. Faltavam oito minutos para o final e o jogo estava de regresso á estaca zero.

Até ao final do tempo regulamentar, Portugal e Espanha tiveram algumas oportunidades para resolver o encontro, mas chegado o fim dos quarenta minutos e tudo continuava empatado a 2-2. A final do mundial de hóquei em patins feminino seguia assim para o prolongamento.

Os primeiros cinco minutos do prolongamento demonstravam um Portugal muito mais perigoso que, por várias ocasiões, ficou perto de marcar. Contudo, quando já ninguém esperava, má decisão numa saída de bola de lusa acaba por resultar num contra-ataque espanhol que termina com o golo de ouro de Maria Diez. Final de encontro algo injusto para a seleção portuguesa, mas que consuma uma melhor exibição, num âmbito geral, da La Roja.

Apesar da derrota, a capitã portuguesa, Marlene Sousa foi considerada a melhor jogadora do mundial.

Foto de capa: FIRS – Federation Internationale Roller Sports

Diogo Nunes
Diogo Nuneshttp://www.bolanarede.pt
Adepto ferrenho do Benfica, o Diogo deixou de sofrer golos nos rinques de Hóquei em Patins, a sua modalidade de eleição, para passar a descrevê-los em artigos.                                                                                                                                                 O Diogo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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