Espanha 6-3 Portugal: Portugal atacou, a Espanha marcou

- Advertisement -

Mais do mesmo. Numa partida em que Portugal apostava na reconquista do Europeu, a Espanha acabou por, como de costume, ser mais feliz e eficaz, voltando a conquistar o Campeonato da Europa de Hóquei em Patins, ao derrotar a seleção portuguesa por 6-3. Resultado bastante mentiroso e dispare, que pode sugerir interpretações erradas.

Portugal foi quem saiu com bola e logo nos segundos iniciais visou a baliza espanhola, mas Sergi Fernández negou o golo a Gonçalo Alves e a Diogo Rafael.

Gonçalo Alves era quem mais procurava a “porteria” espanhola e após várias tentativas de meia distância, assumiu uma iniciativa individual, entrou pela defensiva espanhola a dentro e fez o 1-0 para Portugal.

O jogo estava muito intenso e perto da marca dos primeiros cinco minutos, Portugal quase chegou ao segundo através uma situação de dois para um. Na sequência, foi Jordi Adroher a testar Girão. Contudo, pouco depois, lançamento de Lamas e Adroher, em cima da baliza portuguesa, repôs a igualdade.

A seleção portuguesa não sentiu o golo e na resposta, foi por milímetros que João Rodrigues não marcou. Volvidos alguns segundos, Gonçalo Alves foi parado em falta no interior da área espanhola. No correspondente penalti, Gonçalo Alves permitiu a intervenção de Segi Fernádez. Na recarga, o número seis de Portugal tentou uma “picadinha”, mas a mesma embateu no poste. Não marcou a seleção nacional, marcou a Espanha. Bargalló viu a desmarcação de Ferran Font e serviu o número quatro da seleção espanhola que, no interior da área portuguesa, confirmou a reviravolta no marcador.

Portugal carregava, mas a sorte não parecia querer nada com o conjunto lusitano, pois, cada ataque, cada bola nos ferros. A Espanha, bem a seu jeito, demonstrava uma enorme eficácia, algo que estava a ser decisivo para estar na frente do resultado.

Com cerca de onze minutos para o intervalo, Ferran Font acabou por ver um cartão azul após um incidente com Henrique Magalhães. Hélder Nunes, que teve uma semana negra no que à conversão de livres-diretos diz respeito, manteve a senda negativa após enrolar o esférico ao lado da baliza de Fernández.

Em situação de superioridade numérica, Portugal quase não teve o esférico em sua posse, não tendo conseguido contrariar a boa circulação espanhola.

Os comandados por Luís Sénica estavam na mó de cima, mas por mais perigosos que os lances de perigo construídos fossem, a “redondinha” não entrava na baliza de Sergi Fernández. Na dianteira do marcador, a Espanha procurava os desvios em cima da baliza, com Casanovas a ser o fornecedor do esférico de serviço.

A menos de quatro minutos para a pausa, perda de bola no ataque de Portugal e através de um contra-ataque venenoso, Eduard Lamas, isolado perante Girão, aumentou a vantagem espanhola para 3-1.

Concluída a primeira metade, a Espanha vencia Portugal por 3-1. Resultado extremamente inglório por tudo aquilo que a seleção portuguesa havia feito em pista. Várias jogadas de golo criadas, inúmeras bolas aos ferros, etc. No entanto, por outro lado, mais dois lances de bola parada desperdiçados que, se tivessem sido concretizados, dariam uma cor diferente ao marcador. A Espanha, à procura de reconquistar um título que já não vencia desde 2012, demonstrava um alto nível de eficácia e com Sergi Fernández na baliza, tudo ficava ainda mais fácil.

João Rodrigues foi um dos poucos a conseguir superar a defensiva espanhola, tendo apontado dois dos três golos de Portugal
Fonte: Europeo de Hockey Patines – A Coruña 2018

A Espanha foi o conjunto com mais posse de posse nos minutos iniciais do segundo tempo, mas não conseguiu dispor de nenhuma chance para marcar. A única exceção foi um lance Alabart que Girão defendeu.

Apesar de estar em vantagem, era o conjunto espanhol que ia tendo as melhores oportunidades e pouco depois de uma enorme intervenção de Girão a evitar um golo certo de Adroher, a Espanha chegou mesmo ao quarto. Num lance parecido com o primeiro tento, Alabart, após a bola ter desviado num jogador português, apontou o 4-1. Volvidos alguns instantes, Nil Roca abriu o caminho da área portuguesa para Pau Bargalló com uma cortina e o capitão espanhol não falhou, fazendo o 5-1.

Com uma diferença de quatro golos a menos no resultado, Portugal, se ainda queria dar um outro rumo ao desenrolar dos acontecimentos, teria de realizar uma recuperação épica. Porém, a seleção nacional estava muitos furos abaixo do que havia apresentado na primeira metade e não conseguia ir para cima da Espanha.

A faltarem cerca de treze minutos para o fim, Pau Bargalló viu um cartão azul após protestos. João Rodrigues assumiu a conversão do livre-direto e com uma excelente “picadinha” reduziu o score para 5-2. Pouco depois, surgiu a 10ª falta espanhola. João Rodrigues voltou à marca do livre-direto, mas desta feita não conseguiu marcar, enviando o esférico ao ferro.

Portugal procurava continuar a reduzir, mas depois de um lance em que ficou a milímetros de finalizar, a Espanha chegou ao 6-2 na jogada seguinte, por intermédio de uma stickada de Ferran Font. Melhor exemplo dos que estes segundos para resumir o encontro era impossível. Isto, porque a seleção portuguesa atacava e ficava perto de marcar, ao passo que a Espanha atacava e marcava.

Os minutos passavam e apesar de não deitar a toalha ao chão, Portugal não estava ligado à corrente, nada disso. Bem pelo contrário. A Espanha, por seu lado, sabia que tinha o jogo ganho e o cetro europeu reconquistado, tendo começado a gerir e a circular o esférico sem atacar a baliza portuguesa.

A cerca de um minuto do fim, Portugal cometeu a sua 10ª falta. Ignacio Alabart foi o escolhido para a conversão do livre-direto, mas não conseguiu superar Girão. Segundos depois, através de um lance de insistência, Hélder Nunes serviu João Rodrigues que, totalmente isolado, fez o 6-3.

Até ao final o marcador não mais se alterou e a Espanha conquistou o seu 17º Campeonato da Europa.

Vitória justa da Espanha pela sua enorme eficácia, sentido de oportunidade e capacidade para controlar o encontro, sobretudo nos segundos vinte e cinco minutos. Todavia, o resultado de 6-3 é bastante exagerado e não espelha o que se passou na pista do Riazor. Portugal foi bastante infeliz na finalização e não conseguiu revalidar o título que havia conquistado no ano de 2016, em Oliveira de Azeméis.

Diogo Nunes
Diogo Nuneshttp://www.bolanarede.pt
Adepto ferrenho do Benfica, o Diogo deixou de sofrer golos nos rinques de Hóquei em Patins, a sua modalidade de eleição, para passar a descrevê-los em artigos.                                                                                                                                                 O Diogo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Primeiro passo está dado: AC Milan de Ruben Amorim arranca conversações por Francisco Trincão

O AC Milan pode avançar para a contratação de Francisco Trincão no mercado de transferências de verão. O jogador representa o Sporting.

FC Porto: dragões não desistem de Caleb Yirenkyi e transferência deve chegar aos 30 milhões de euros

Caleb Yirenkyi é um dos grandes alvos do FC Porto no mercado de transferências de verão. O jogador pertence aos Nordsjaelland.

Atenção, Benfica: tubarão inglês de olho em Andreas Schjelderup

O Liverpool está atento à situação de Andreas Schjelderup. O jogador do Benfica encontra-se no Mundial 2026 ao serviço da Noruega.

Já não escapa: Sergi Altimira tem acordo com o Sporting e vai juntar-se aos leões

Sergi Altimira vai ser jogador do Sporting a partir deste mercado do verão, deixando o Real Bétis em definitivo.

PUB

Mais Artigos Populares

Eis as contas de Portugal para terminar no 1º lugar do Grupo K do Mundial 2026

Portugal só depende de si para chegar ao primeiro lugar do Mundial 2026. Para tal, é obrigatório vencer a Colômbia na última jornada.

Colômbia vence RD Congo e regressa ao 1º lugar no Grupo de Portugal antes da derradeira jornada do Mundial 2026

A Colômbia teve de suar muito, mas conseguiu vencer a RD Congo no Mundial 2026. Seleção sul-americana regressa à liderança do Grupo K.

Grátis, em canal aberto e não só: onde ver todos os jogos do Mundial 2026 nesta quarta-feira, 24 de junho?

Começam os dias da decisão no Mundial 2026 com seis embates diários. Sabe onde ver os jogos da noite (e madrugada) desta quarta-feira, 24 de junho.