Vitória sem espinhas rumo à final do Mundial

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Cabeçalho modalidadesNas meias-finais do Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins feminino, a decorrer na região de Iquique, Chile, a seleção portuguesa teve pela frente a vice-campeã mundial, França, conjunto que chegou até esta fase da competição ao ter eliminado, na véspera, as anfitriãs Marcianitas, nome pelo qual é designada a seleção Chilena. Por sua vez, Portugal derrotou a Alemanha por 5-4 no golo de ouro. Foi um jogo que quase ia deitando por terra as aspirações lusas de vencer pela primeira vez um mundial. Foi Marlene Sousa quem se encarregou de marcar e de levar Portugal para as meias.

As jogadoras portuguesas entraram no encontro decididas a assumir as despesas da partida, tanto que o jogo apenas tinha um sentido, que era o da baliza de França. Portugal dominava o jogo sem qualquer tipo de dificuldade, trocando bem a bola e procurando entrar no quadrado azul, que apesar de compacto nem sempre tapava os caminhos das redes de Flora Michoud-Godard. A pragmática vice-campeã mundial, tal como tinha feito no dia anterior com o Chile, limitava-se a procurar saídas rápidas em contra-ataque ou então lances de meia-distância.

Os minutos passavam e o conjunto nacional não conseguia marcar. No entanto, já perto do final do primeiro tempo, numa fase em que o jogo estava mais equilibrado, Portugal faz o 1-0. Através de uma jogada de insistência, onde Marlene Sousa colocou a bola no interior da área à procura de servir Maria Sofia Silva, o esférico acabou por embater em Fréderique Denest, que a introduziu no fundo da baliza francesa.

Neste lance Rute Lopes fica muito perto do golo Fonte: Mundial de Hockey Patín Iquique 2016
Neste lance Rute Lopes fica muito perto do golo
Fonte: Mundial de Hockey Patín Iquique 2016

Chegado o intervalo, a seleção portuguesa vencia por 1-0, vantagem escassa para o volume de oportunidades que o conjunto luso tinha criado na primeira parte. A segunda metade do encontro começou da melhor maneira para as cores nacionais: logo ao minuto e meio Portugal beneficiou de uma grande penalidade, que Renata Balonas não desperdiçou, e atirou para o 2-0.

O coletivo comandado por Carlos Pires continuava com o comando do jogo, mas tal como tinha acontecido no primeiro tempo o golo voltava a ficar difícil para as portuguesas. Contudo, com o tempo a passar França começava a procurar construir mais jogo ofensivo, situação que Portugal aproveitava para sair em contra-ataque. Depois de várias tentativas, o 3-0 surge. Rute Lopes recupera uma bola a meio campo e, numa situação de dois para um, serve Marlene Sousa, que sem dificuldades atira a contar.

França tentava, a todo o custo, inverter a tendência da partida mas a seleção portuguesa conseguia controlar o jogo, tendo a posse de bola e esgotando os 45 segundos de ataque, não deixando de procurar, sempre que possível, a baliza de Les Bleus. Exemplo disto é o quarto golo de Portugal. Bela movimentação das jogadoras portuguesas, que terminou com a conclusão de Rute Lopes à boca da baliza. A tão desejada final estava quase garantida.

Para acabar com todas as dúvidas, Portugal ainda fez o 5-0, num golo assinado pela capitã Marlene Sousa. Foi um lance em que a guarda-redes francesa aparenta ter culpas no cartório. Esta vitória de Portugal faz com que a seleção regresse a uma final do mundial feminino, algo que já não acontecia desde o ano de 2008.

Na final, Portugal defronta Espanha, que bateu na passada madrugada a Argentina por 2-1 com um golo de ouro. É de recordar que em duas das três finais que o conjunto português alcançou teve pela frente a La Roja, seleção que conquistou metade dos seus mundiais contra as cores nacionais.

O jogo da final está marcado para as 00:00 e tem transmissão em direto no site Firs TV.

Foto de Capa: Mundial de Hockey Patín Iquique 2016

Diogo Nunes
Diogo Nuneshttp://www.bolanarede.pt
Adepto ferrenho do Benfica, o Diogo deixou de sofrer golos nos rinques de Hóquei em Patins, a sua modalidade de eleição, para passar a descrevê-los em artigos.                                                                                                                                                 O Diogo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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