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Os Jogos Olímpicos são o epicentro do desporto de, normalmente, quatro em quatro anos. Ainda assim, o Ténis, juntamente com alguns outros, reveste-se de uma menor importância já que este evento, apesar de importante, é apenas mais uma prova do calendário e que, para a maior parte, nem sequer é o mais relevante ou prestigiante. Contudo, não é por isso que não deixa de ter muitos pontos de interesse.
Moving into your 3rd Olympic semi-final like ✌️@DjokerNole moves a step closer to the Olympic dream, taking out Nishikori 6-2 6-0 to move into the last 4…#Tokyo2020 pic.twitter.com/NBK6nL0Kx5
— Tennis TV (@TennisTV) July 29, 2021
O principal ponto de interesse da prova deste ano era Novak Djokovic. O sérvio entrou para esta competição em igualdade de títulos de Grand Slam com Federer e Nadal e conquistar a medalha de ouro permitir-lhe-ia continuar a ambicionar o tão desejado, e nunca alcançado na vertente masculina do ténis, Golden Slam, que consiste em juntar a medalha de ouro olímpica a todos os títulos de Grand Slam no mesmo ano.
O sérvio era o claro favorito a ganhar esta prova, mas, nas meias-finais, teve um percalço que lhe deitou por terra as ambições de subir ao primeiro lugar do pódio. Esse percalço teve o nome de Alexander Zverev.
Naquele que foi o jogo mais espetacular do torneio e, para muitos, uma final antecipada, Zverev conseguiu dar a volta ao encontro depois de estar a perder por 1-6 2-3 a meio do segundo set. A partir desse momento, o alemão conseguiu superar-se e venceu 10 dos 11 jogos seguintes para vencer a partida com os parciais de 1-6, 6-3 e 6-1. O primeiro set foi a amostra perfeita de como definimos Djokovic e muitos dos seus encontros, um parcial equilibrado com muitos jogos em vantagens mas que os pontos decisivos acabaram sempre por cair para o número um do mundo.
Na segunda partida, Zverev esteve muito forte e conseguiu vencer os seus jogos de serviço de forma bem mais tranquila do que Djokovic. Apesar disto, foi o sérvio que conseguiu fazer o primeiro break, mas sofreu logo o contra-break em branco e Zverev saiu, claramente, galvanizado desta troca de breaks, vencendo todos os jogos deste parcial a partir daí.
O último parcial foi caracterizado por um claro decréscimo do nível apresentado por Djokovic que nunca entrou verdadeiramente na disputa deste set, o que permitiu a Zverev caminhar de forma mais ou menos tranquila para a final, garantindo, desde já, uma medalha.
STAT OF THE DAY!
With his upset of Novak Djokovic in the Olympic semifinals, @AlexZverev is now an almost-even 10-11 against the Big 3 in best-of-three-sets format.
3-4 vs. Djokovic
3-4 vs. Nadal
4-3 vs. Federerhttps://t.co/G6tuUmBFMp pic.twitter.com/KAxvLNPQDc— TENNIS (@Tennis) July 30, 2021
Na outra meia-final, Karen Khachanov bateu Pablo Carreño Busta pelos parciais de 6-3 e 6-3. Olhando para o nível dos dois jogadores, poderíamos antever um encontro equilibrado, mas a verdade é que, como é o caso da maior parte dos espanhóis, Carreño Busta é claramente superior em terra batida do que em piso rápido e essa diferença de nível fez desequilibrar o encontro para o lado do russo, que enfrentou apenas um ponto de break.
Ao contrário do que é habitual no Ténis, nos Jogos Olímpicos há mais do que um jogador que acaba o torneio com uma vitória e há, também, um jogador que acaba o torneio com duas derrotas. Estou, obviamente, a falar do jogo de atribuição da medalha de bronze que opôs Djokovic e Carreño Busta, um encontro que, no papel, parecia bastante desequilibrado face ao nível dos jogadores e à sua qualidade em piso rápido.
No entanto, Carreño Busta fez questão de provar que se ganhassem sempre aqueles que são favoritos no papel, o desporto não tinha graça nenhuma e conseguiu trazer para Espanha a medalha de bronze, com os parciais de 6-4, 6-7 e 6-3.
One match away from the Gold. 🥇@AlexZverev 🇩🇪 and @karenkhachanov 🇷🇺 will face off tonight on Centre Court in Tokyo.#StrongerTogether #Olympic2020 pic.twitter.com/5MhGBDXZGK
— TENNIS (@Tennis) August 1, 2021
A final opunha dois jogadores cuja superfície favorita era o piso rápido, mas que no início do torneio não era nada óbvio que chegassem a esta fase. No derradeiro jogo, Zverev decidido a afastar os fantasmas das grandes finais, jogou a um nível muito superior ao de Khachanov e a vitória nunca pareceu posta em causa tendo, inclusive, fechado o encontro com um parcial esclarecedor de 6-1, depois de ter vencido o primeiro por 6-3. A chave para este desfecho foi, sobretudo, o modo como o alemão respondeu ao serviço que impôs sempre muitas dificuldades na abordagem aos pontos por parte de Khachanov.
Amazing Alex 🥇
🇩🇪 @AlexZverev claims the men’s singles gold medal for Germany after defeating Khachanov 6-3, 6-1!#Tokyo2020 #Olympics #Tennis pic.twitter.com/6WnoJQX39D
— ATP Tour (@atptour) August 1, 2021
Assim sendo, Zverev conquistou a medalha de ouro aos 24 anos e tornou-se no primeiro alemão a conquistar esta medalha na vertente masculina.
Algo sempre a destacar, ainda mais nos Jogos Olímpicos onde os atletas participam com as cores da sua nação, é a presença portuguesa. Os sorteios ditaram sortes diferentes para Pedro Sousa e João Sousa. O primeiro teve a muito difícil tarefa de tentar ultrapassar Alejandro Davidovich Fokina, número 35 do mundo, ao passo que João Sousa teria pela frente um atleta bastante menos cotado e rotinado com o circuito e com os grandes palcos, Tomas Machac, atleta checo de apenas 20 anos que, antes desta prova, havia disputado apenas quatro jogos ao nível ATP onde triunfou apenas uma vez.
Apesar da diferença de sorte no sorteio, o resultado final foi, infelizmente, o mesmo, nenhum deles conseguiu marcar presença na segunda ronda da competição. Pedro Sousa perdeu em sets diretos, 6-3 e 6-0, e João Sousa ainda conseguiu vencer o primeiro set mas permitiu a reviravolta, 6-7, 6-4 e 6-4.
João Sousa eliminado na 1.ª ronda do torneio de Ténis dos Jogos Olímpicos em três partidas #EquipaPortugal pic.twitter.com/zC4FwPqTz8
— COP (@COPPORTUGAL) July 25, 2021
Na vertente de pares, que é onde João Sousa até tem tido os melhores resultados nos últimos tempos, os tenistas lusos tiveram de enfrentar uma dupla nipónica que acabou por se revelar um desafio demasiado difícil. Assim sendo, a prestação portuguesa em ténis ficou circunscrita à primeira ronda do torneio, tanto de singulares, como de pares.








