Tóquio 2020, Ténis: O materializar de uma estrela

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Ao contrário do que é habitual no Ténis, nos Jogos Olímpicos há mais do que um jogador que acaba o torneio com uma vitória e há, também, um jogador que acaba o torneio com duas derrotas. Estou, obviamente, a falar do jogo de atribuição da medalha de bronze que opôs Djokovic e Carreño Busta, um encontro que, no papel, parecia bastante desequilibrado face ao nível dos jogadores e à sua qualidade em piso rápido.

No entanto, Carreño Busta fez questão de provar que se ganhassem sempre aqueles que são favoritos no papel, o desporto não tinha graça nenhuma e conseguiu trazer para Espanha a medalha de bronze, com os parciais de 6-4, 6-7 e 6-3.

A final opunha dois jogadores cuja superfície favorita era o piso rápido, mas que no início do torneio não era nada óbvio que chegassem a esta fase. No derradeiro jogo, Zverev decidido a afastar os fantasmas das grandes finais, jogou a um nível muito superior ao de Khachanov e a vitória nunca pareceu posta em causa tendo, inclusive, fechado o encontro com um parcial esclarecedor de 6-1, depois de ter vencido o primeiro por 6-3. A chave para este desfecho foi, sobretudo, o modo como o alemão respondeu ao serviço que impôs sempre muitas dificuldades na abordagem aos pontos por parte de Khachanov.

Assim sendo, Zverev conquistou a medalha de ouro aos 24 anos e tornou-se no primeiro alemão a conquistar esta medalha na vertente masculina.

Algo sempre a destacar, ainda mais nos Jogos Olímpicos onde os atletas participam com as cores da sua nação, é a presença portuguesa. Os sorteios ditaram sortes diferentes para Pedro Sousa e João Sousa. O primeiro teve a muito difícil tarefa de tentar ultrapassar Alejandro Davidovich Fokina, número 35 do mundo, ao passo que João Sousa teria pela frente um atleta bastante menos cotado e rotinado com o circuito e com os grandes palcos, Tomas Machac, atleta checo de apenas 20 anos que, antes desta prova, havia disputado apenas quatro jogos ao nível ATP onde triunfou apenas uma vez.

Apesar da diferença de sorte no sorteio, o resultado final foi, infelizmente, o mesmo, nenhum deles conseguiu marcar presença na segunda ronda da competição. Pedro Sousa perdeu em sets diretos, 6-3 e 6-0, e João Sousa ainda conseguiu vencer o primeiro set mas permitiu a reviravolta, 6-7, 6-4 e 6-4.

Na vertente de pares, que é onde João Sousa até tem tido os melhores resultados nos últimos tempos, os tenistas lusos tiveram de enfrentar uma dupla nipónica que acabou por se revelar um desafio demasiado difícil. Assim sendo, a prestação portuguesa em ténis ficou circunscrita à primeira ronda do torneio, tanto de singulares, como de pares.

José Maria Reis
José Maria Reishttp://www.bolanarede.pt
O Zé Maria é neste momento estudante daquele que ele espera ser o último ano de Economia no ISCTE. Desde muito cedo que começou a praticar vários desportos exceto, ao contrário da regra geral, futebol porque chamar pé esquerdo ao seu pé direito é um elogio. Mais tarde percebeu que era com uma raquete de ténis na mão que mais gostava de passar o tempo e foi aí que começou a crescer a grande paixão que tem pelo ténis. Vê e acompanha muito desporto, mas o ténis e o futebol, sobretudo o seu Sporting, são a sua perdição.                                                                                                                                                 O José escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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