«Nunca podemos subestimar a concorrência»: Francisca é de uma Laia especial

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Aos 24 anos, Francisca Dias Laia formou-se em Medicina e conquistou três das quatro medalhas de ouro da Universidade de Coimbra (UC) nos Jogos Universitários Europeus. Um exemplo a seguir por todos os que pensam não conseguir aliar os estudos à prática desportiva. Francisca, porém, rejeita ser especial – “como eu, existem mais pessoas que conciliam os estudos com o sucesso desportivo. A prática desportiva até pode dar ferramentas para lidar com as pressões dos exames ou contribuir para que haja maior disciplina” – remata, com humildade.

Uma humildade que se estende à forma como encarou os Jogos Europeus Universitários. É que esta não era, de longe, a prova mais exigente em que Francisca participou. Nada disso! A recém-formada em Medicina já tinha representado Portugal nos Jogos Olímpicos de 2016 (K1 200m), e já tem, no currículo o título de vice-campeã europeia em K2 (200m). Ainda assim, Francisca não ‘relaxou’ – “todas as provas são importantes à sua maneira e nunca podemos subestimar a concorrência. De qualquer forma, sabia que podia tirar bons resultados, mas três medalhas de ouro é algo pensava ser possível alcançar mas não quis pensar tão alto porque podia ter uma desilusão”.

Francisca Laia já é um caso sério em Portugal
Fonte: José M. D’Oliveira e Sousa

Desilusão. Uma palavra que não coube no léxico da comitiva de canoagem da Universidade de Coimbra (vencedora de 6 medalhas), onde reinou um “espírito muito bom, tanto entre nós como com a Canoagem” e cujo convívio só não foi melhor pelo facto de não poder ter partilhado os sucessos com as comitivas alojadas em Coimbra – Não é como os Jogos Olímpicos em que há aldeia olímpica, onde estamos todos juntos. Nos Jogos Universitários estávamos alojados em Montemor, um pouco longe de Coimbra”.

Ainda assim, Francisca deixa um elogio à organização dos Jogos – “é muito bom Portugal poder organizar eventos deste tipo”.

Foto de capa: franciscalaia.pt

Pedro Machado
Pedro Machado
Enquanto a França se sagrava campeã do mundo de futebol em casa, o pequeno Pedro já devorava as letras dos jornais desportivos nacionais, começando a nascer dentro dele duas paixões, o futebol e a escrita, que ainda não cessaram de crescer.                                                                                                                                                 O Pedro não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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