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O (l)ouro, finalmente!

Daniel Melo · 2 min

O (l)ouro, finalmente!

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Cabeçalho Liga Brasileira

A seleção brasileira de futebol venceu a medalha de ouro destes Jogos Olímpicos 2016. Era o único título que faltava à seleção canarinha. Os brasileiros, nos dias que correm, brincam e pedem para que seja inventado um novo torneio de futebol, pois o escrete já venceu todos aqueles que existem.

A campanha do Brasil foi, pode-se dizer, meritória. Em seis jogos (três na fase de grupos e mais três no “mata-mata”) sofreu apenas um golo – precisamente na final. E se é verdade que esteve em branco contra os modestos Iraque e África do Sul (ambos 0-0), a seleção de sub-23 do Brasil acabou por ser o melhor ataque da prova, com uns impressionantes 13 tentos, nessas mesmas seis partidas disputadas.

A festa ficou mesmo em casa Fonte: Liberal
A festa ficou mesmo em casa
Fonte: Liberal

É verdade que a FIFA nunca deixará que o Comité Olímpico Internacional (COI) ofusque os seus torneios. Se pensarmos que, não raras vezes, na maioria dos desportos como as provas de atletismo, natação, equitação, e até mesmo o andebol, vólei, ou basquetebol, existe uma maior projeção ao ser-se campeão Olímpico do que campeão Mundial, no futebol isso não acontece. Aliás, eu diria até que ser campeão continental (Europeu ou Americano, por exemplo), é muito mais importante do que ganhar uma “mera” medalha de ouro nas Olimpíadas. Até porque esse ouro é só um. Não é dividido pelo número de atletas que compõem essa seleção.

Mais a mais, ainda há outros pontos: como seja o do calendário do próprio COI, cujas provas se iniciam já depois de os campeonatos terem começado, fazendo que os clubes fiquem reticentes em libertar os seus jogadores, o que é muito natural. E ainda a velha questão de que estas são seleções sub-21 (acrescidas de três jogadores com mais de 21 anos, à escolha do selecionador, o que as faz serem as tais sub-23).

Mesmo assim, foi bom para o Brasil ter ganho. Provou que as maldições não existem. Depois de derrotas frustrantes em finais como a de Seul 1988, com Romário e companhia às mãos da poderosa União Soviética, ou depois de ter perdido com a Nigéria, e ainda a última com o México por 3-2 (depois de ir para o intervalo a vencer por 2-0), eis que finalmente o Brasil venceu uma final dos Jogos. Estas condicionantes e o fantasma alemão faziam temer o pior.

Nos Jogos Olímpicos da Grécia Antiga o vencedor recebia uma coroa de louros pela vitória alcançada. E apesar de os gregos antigos desconhecerem o futebol, agora foi o Brasil, que, de uma vez por todas, inscreveu o seu nome no altar dos deuses: o Olimpo.

Daniel Melo

Redação Bola na Rede · ver artigos