Publicidade

Sonho do Olimpo #9: Telma Monteiro salvou a honra portuguesa no Brasil!

Eduardo Nunes · 4 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

PELA PRIMEIRA VEZ, JOGOS FALAM A LÍNGUA PORTUGUESA

A última edição dos Jogos, em 2016, foi histórica e memorável por várias razões. Primeiro, porque foi a primeira vez que uma cidade de um país cuja língua oficial é o português acolheu o maior evento desportivo do planeta, um grande motivo de orgulho e satisfação para toda a comunidade lusófona. Foi também a estreia absoluta da América do Sul nestas andanças e o regresso à América Latina, que não organizava as Olimpíadas desde 1968, quando estes foram disputados na Cidade do México.

Continuando com as curiosidades, foi o regresso ao Hemisfério Sul, depois de 16 anos passados desde a edição de 2000, na cidade Australiana de Sydney. A escolha da cidade-sede era uma incógnita, pois não havia nenhum favorito declarado no início da votação, que se restringiu a quatro finalistas: Chicago, Tóquio, Madrid e Rio de Janeiro.

Na primeira ronda de votações, que eliminou a cidade de Chicago, havia um relativo equilíbrio entre as outras três, mas a partir da segunda ronda começou-se a desenhar um tal domínio nas votações que não deixava muitas dúvidas que a cidade maravilhosa ia albergar os jogos no ano de 2016. Como habitual e como a logística na preparação de um evento desta magnitude exige, o vencedor foi conhecido em 2009, no dia 2 de Outubro, em Copenhaga, capital da Dinamarca.

Mas não se pense que esta edição não teve qualquer polémica, antes pelo contrário. Desde logo, o problema com o estado das águas onde iriam decorrer as provas de canoagem, remo e vela, devido à concentração de diversos agentes poluentes que colocavam em risco a integridade física e, no limite, a própria saúde dos atletas, mas este problema foi identificado e conseguiu-se resolver sem grande alarido e com eficácia.

Depois, surgiu um outro que colocou em causa a realização dos Jogos na data prevista, o surgimento da epidemia do vírus Zika, causada pela mordidela de um mosquito em tudo semelhante ao bicho responsável pela Dengue, com o pico de casos a acontecer no ano de 2015, mas o COI e as autoridades de saúde locais entenderam, e bem, que não haveria problema ao deixar entrar pessoas vindas de países estrangeiros e o certame avançou, decorrendo dentro da normalidade.

PARTICIPAÇÃO CINZENTA NO RIO

A missão portuguesa contava com 92 atletas representando 16 modalidades. Quanto ao aspeto desportivo, e olhando friamente para o número de medalhas, a participação portuguesa não foi brilhante, apenas uma medalha de bronze conquistada por Telma Monteiro, em -57 kg, no judo.

Pese embora a ausência de mais lugares no pódio, há que destacar os atletas que ficaram classificados até ao oitavo lugar nas suas modalidades, conquistando assim um diploma olímpico.

Assim, falamos de Patrícia Mamona, sexta no triplo salto, Nélson Évora, sexto na mesma prova mas na variante masculina, posição também de Ana Cabecinha nos 20 km marcha, Fernando Pimenta no k1 1000m, o nosso k2 e k4, todos na canoagem, o Nélson Oliveira no contrarrelógio individual em ciclismo de estrada, o Marcos Freitas na prova individual de ténis de mesa, a seleção sub-23 de futebol, o Rui Bragança no Taekwondo e o João Pereira no triatlo.

Desta feita, tivemos muitos atletas a disputar medalhas e que, por meros detalhes não o conseguiram, e por isso é que a esperança na missão portuguesa em Tóquio 2020 é muito grande, até pelos atletas que estiveram menos bem nesta edição ou nem sequer participaram e vão estar no Japão a representar as nossas cores e a dar o seu melhor por Portugal!

NOVIDADE EM 2016: RUGBY SEVENS

Apesar de não ser um grande apreciador de rugby de XV, esta versão do jogo mais rápida e dinâmica entusiasma-me bastante. Com apenas 7 jogadores de cada lado, ao invés dos tradicionais 15, as regras básicas do jogo mantêm-se, apesar de algumas diferenças na especificidade do jogo e substituições, mas a única grande diferença consiste no tempo de jogo: 7 minutos para cada parte perante os 40 do rugby tradicional.

Normalmente quem joga um pode obviamente jogar a outra versão, mas nesta os jogadores mais velozes ganham aos “tanques” do desporto convencional, porque o espaço a percorrer parece bem maior e a velocidade torna-se um fator ainda mais importante nesta variante. No Rio, a medalha de ouro recaiu sobre as Ilhas Fiji, veremos qual a seleção que sucede em Tóquio.

Foto de Capa: Federação Portuguesa de Judo

Eduardo Nunes

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Fórmula 1

Antevisão GP Singapura: Max Verstappen conquista a 50.ª pole position da carreira

A ANTEVISÃO: MAX VERSTAPPEN CONQUISTA A PRIMEIRA POLE EM SINGAPURA, OS FERRARI PROMETEM DAR LUTA E A MERCEDES FICA AQUÉM DAS EXPETATIVAS Está a ser um fim de semana perfeito para Max Verstappen. Depois da vitória na corrida Sprint, o tetracampeão mundial foi o mais rápido no circuito de Marina Bay e conquistou a sua primeira pole position em Singapura e a 50.ª da carreira na Fórmula 1. Será que o Max Verstappen do final de 2025 está de volta?

Gonçalo Carneiro · 3 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Lamber as feridas do Dragão | Benfica x Vitória SC

Quase três semanas depois, e com muita polémica em torno da seleção nacional, as emoções do campeonato estão de volta. O Benfica é o último dos três grandes a apresentar-se nesta jornada. Após os triunfos de Sporting e FC Porto os encarnados estão obrigados a vencer para não se atrasarem ainda mais na corrida pelo título. As águias vão defrontar o Vitória SC, que tem estado a realizar um campeonato aquém das expetativas, e este poderá ser o adversário ideal para sarar as feridas provocadas no Estádio do Dragão. Marco Silva tem algumas dores de cabeça para esta partida, mas nada que não se resolva. O treinador encarnado não vai poder contar com os lesionados Daniel Banjaqui, Alexander Bah, Jaden Umeh, Jakub Kaminski e Enzo Barrenechea. Georgiy Sudakov é o único do departamento médico que está em dúvida. Clément Lenglet também não vai a jogo por estar a cumprir castigo após a expulsão frente ao FC Porto. Oportunidade para Alessandro Circati estrear-se como titular no eixo da defesa.  Com Banjaqui e Bah indisponíveis, Fredrik Aursnes irá ocupar o lado direito da defesa. Nada que o médio norueguês já não esteja habituado, pois recentemente desempenhou essa função ao serviço da sua seleção. Em relação a Sudakov, mesmo que entre na convocatória não será titular. Andreas Schjelderup deverá ocupar novamente a posição 10 atrás de Vangelis Pavlidis.

Rui Alves Maria · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.