Tóquio 2020, Equestre #1: Foi sonhar até à última barreira

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Tóquio 2020, Equestre #1: Foi sonhar até à última barreira

Concluídas as competições de ensino, nas quais Portugal fez história com a 8.ª posição por equipas e o 7.º lugar de Rodrigo Torres na disputa individual nos Jogos de Tóquio. Num evento que viu a germânica Isabell Werth, por conta do ouro obtido na competição por equipas, torna-se na primeira/o praticante da modalidade a lograr amealhar seis metais ao longo de toda a carreira olímpica.

Era agora tempo do Parque Natural de Tóquio, reservado às competições hípicas, acolher o concurso individual de saltos de obstáculos. Competição esta pautada normalmente por muito espetáculo e que  dividir-se-ia por dois dias: o primeiro destinado à realização de uma qualificação com 50 conjuntos à partida dos quais sairiam os 30 melhores, com base nas pontuações dos seus percursos. Estes teriam acesso a disputar no dia seguinte uma finalíssima na qual se decidiriam os lugares medalháveis! TTóquioóquio

Acrescente-se que a responsabilidade da feitura dos percursos e subsequente colocação dos obstáculos a transpor cabia ao colombiano Santiago Varela, um dos mais renomados cavaleiros de sempre do país, aos dias de hoje já retirado.

Refira-se ainda que o detentor em título, o britânico Ben Mahir, era candidato a revalidar a coroa olímpica, em Tóquio, contudo não podia esquecer a temível armada sueca, os representantes do país do “Tio Sam” e as surpresas bem tradicionais dos Jogos que sempre acontecem neste tipo de concursos. Tóquio

A defesa da bandeira lusa, estava mais uma vez entregue a Luciana Diniz, cavaleira de 50 anos e que montando “Vertigo Do Deserte”, participava na sua quarta olimpíada, após o 38.º lugar em Atenas 2004 ainda em representação do seu país natal, o Brasil. A atleta voltaria ao palco de todos os sonhos já em representação de Portugal: em Londres 2012 onde ficando entre os 20 melhores conjuntos se apurou para a final, culminando com a participação no Rio 2016 onde registou um fantástico nono posto, apesar de ter visto o estribo do seu montado  soltar-se em plena prova. Posto isto e fruto de toda a sua experiência internacional, a carioca era garantia de bons resultados para a nossa pátria.

Com a qualificação em marcha, eram visíveis as dificuldades e “armadilhas” colocadas ao longo deste exigente percurso que ia fazendo “vítimas atrás de vítimas”, sendo que poucos eram os conjuntos a passarem incólumes tamanha era a complexidade do traçado nipónico. Bem se podia dizer que mais que impressionar era vital assegurar!

Só para que se tenha ideia: eram somente cerca de uma dezena os conjuntos a concluírem a sua primeira atuação, que esperavam não fosse a última, sem penalizações. Tóquio

Luciana entrava para a pista, cerca das 12h de Portugal continental, com legítimas ambições a tentar melhorar o desempenho conseguido cinco anos antes, e o conjunto patrício não fez a coisa por menos! Com uma solidez, uma rapidez e serenidade maravilhosas conseguiram sem qualquer mácula, apresentando uma prestação irrepreensível, carimbar presença na finalíssima do dia seguinte, tendo sido um de entre 12 conjuntos a concluírem sem qualquer falta. Era agora fundamental começar a redirecionar atenções para o dia seguinte, com as medalhas a serem um objetivo bem palpável, mas para o qual ainda havia muito que galopar!

A corrida pelas medalhas iniciava-se, mas o filme esse parecia voltar a ser reescrito, uma vez que a exigência e a complexidade do percurso pareciam ser ainda superiores aos apresentados no dia anterior, visto que cumpridos os primeiros 12 percursos apenas três haviam sido “limpos”, estando desde já apurados para uma “barrage” (desempate) que decidiria a atribuição de medalhas.

Diogo Rodrigues
Diogo Rodrigueshttp://www.bolanarede.pt
O Diogo é licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade Lusófona do Porto. É desde cedo que descobre a sua vocação para opinar e relatar tudo o que se relaciona com o mundo do desporto. Foram muitas horas a ouvir as emissões desportivas na rádio e serões em família a comentar os últimos acontecimentos/eventos desportivos. Sonha poder um dia realizar comentário desportivo e ser uma lufada de ar fresco no jornalismo. Proatividade, curiosidade e espírito crítico são caraterísticas que o definem pessoal e profissionalmente.

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