Superbowl LVIII: Chiefs fazem a dobradinha em jogo que ninguém queria ganhar

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Pela segunda vez consecutiva e pela terceira vez em cinco anos, os Kansas City Chiefs são os grandes vencedores do Superbowl e Patrick Mahomes cimenta a sua posição como um dos melhores de sempre, ao chegar ao terceiro anel numa fase ainda madrugadora da sua carreira. Desta feita (e tal como na primeira das três vitórias), para trás ficaram uns San Francisco 49ers recheados de estrelas e que deram luta até ao último instante.

De facto, a equipa californiana começou melhor e até chegou ao intervalo com uma vantagem de sete pontos, mas os Chiefs recuperariam na segunda metade e levariam o jogo para prolongamento, no qual acabariam por sair vitoriosos.

Porém, contrariamente ao que seria de esperar num encontro entre as duas melhores equipas da Liga, o destaque do encontro seriam os erros, num encontro algo desleixado e em que quase parecia que ninguém queria levar o troféu para casa.

Os 49ers começaram mesmo o encontro com uma perda de bola na sua primeira posse e, já no último quarto, Jake Moody, uma das fragilidades da equipa durante todo o ano, não deu altura suficiente a uma tentativa de ponto extra, criando um falhanço custoso, já que um acerto poderia ter dado a vitória aos homens de San Francisco no tempo regulamentar. Contudo, o mais grave de todos os erros deu-se no terceiro quarto, quando um falhanço gravíssimo num retorno a um punt tranformou uma nova posse de bola numa oferenda aos Chiefs que precisaram de somente uma jogada para a transformar em sete pontos.

Os campeões também cometeram uma dose de erros. Isaiah Pacheco perdeu uma bola na primeira parte quando em posição de pontuar e Patrick Mahomes cometeu a única interceção da noite ao abrir a segunda parte do jogo. Apesar destas tribulações dentro de campo e de outras fora destes, incluindo um raro desentendimento entre Travis Kelce e o treinador Andy Reid, os homens que vestiram de vermelho fizeram o suficiente para conquistar mais um troféu, selando-o com um passe para Mecole Hardman, que a equipa não havia mantido no defeso, mas que foi recuperar aos New York Jets a meio da temporada.

No final, festejou a equipa de Missouri, que contava com o galático apoio de Taylor Swift, e confirmou-se uma nova dinastia a assumir as rédeas do futebol americano. Numa época em que o seu ataque parecia limitado e sem armas suficientes para enfrentar cara-a-cara as melhores da Liga, Patrick Mahomes foi o seu habitual mágico, Travis Kelce apareceu nos momentos chaves e Steve Spagnuolo comandou uma defesa implacável para transformar um título improvável numa realidade.

José Baptista
José Baptistahttp://www.bolanarede.pt
O José tem 24 anos e é de Direito. Adora escrever e, para ele, o desporto deve ser em quantidade e em variedade. O Ciclismo é a sua grande paixão e em 2015 redescobriu o Wrestling.                                                                                                                                                 O José escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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