Champions Cup: França e Inglaterra dominam Europa

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Para o fim de semana das meias finais da Heineken Champions Cup estavam marcados dois encontros anglo-franceses. A final, marcada para outubro, também oporá dois clubes oriundos destes países.

No primeiro duelo do fim de semana, assistimos a um jogo cujo ritmo deixou muito a desejar, principalmente na primeira parte, tendo as situações de ensaio iminente sido escassas. Os únicos pontos deste período foram conseguidos por Andy Goode e Teddy Iribaren através de pontapés aos postes.

Nos segundos quarenta minutos, a intensidade do encontro aumentou. Os Saracens aproveitaram a indisciplina do adversário no início da segunda parte para se adiantar no marcador. Para tal, foi fundamental a ação do seu médio de abertura Andy Goode, que conseguiu converter todas as penalidades aos postes em pontos.

Por outro lado, o conjunto londrino mostrou-se muito previsível, sobretudo nas linhas atrasadas, apostando muito num jogo ao pé que pouca pressão colocou sobre o trio defensivo do Racing 92.

Já os gauleses, por seu turno, conseguiram ter mais bola e território. A sua capacidade de manter a bola viva encostou o adversário à defesa, obrigando-o a placar mais e mais (foram bem 114 as placagens realizadas pelos ingleses, contra as 75 dos franceses), o que resultou num esgotamento dos avançados, que, por sua vez, iam cometendo cada vez mais erros, erros esses que permitiram ao Racing 92 reentrar no resultado.

Num jogo que foi, na sua larga maioria, dominado pela defesa, eis que o primeiro e único ensaio do jogo aparece, já a quatro minutos do final, fruto da excelente execução e visão de Finn Russell, que aproveitou a falta de cobertura no eixo imediatamente atrás da primeira cortina defensiva dos Saracens para descobrir Virimi Vakatawa, numa jogada que veio a ser finalizada por Juan Imhoff.

O Racing 92 garantiu, deste modo, a sua terceira final nesta competição, ao derrubar os atuais campeões europeus. No derradeiro encontro da competição, os parisienses enfrentarão os Exeter Chiefs, clube que alcançou, pela primeira vez na sua história, a final da Taça dos Campeões.

Para conseguir tal feito, os homens de Rob Baxter tinham a difícil tarefa de vencer o Stade Toulousain. A verdade é que o clube do sudoeste de Inglaterra conseguiu fazê-lo com distinção.

Apesar de uma entrada dominadora do Toulouse, ao apresentar dinâmica e velocidade na reciclagem de bola, os Exeter Chiefs não tardaram em assumir o jogo, tendo-o dominado no pack avançado. Os oito homens do conjunto inglês foram capazes de concretizar todas as oportunidades de que dispuseram a escassos metros da linha de meta adversária, ao contrário do Stade Toulousian, que desperdiçou diversas ocasiões, como aquela situação de seis para dois à entrada dos 22 metros dos Exeter Chiefs, que resultaria num turnover de Sam Simmonds praticamente em cima da sua linha de ensaio.

Em termos defensivos, os ingleses apresentaram uma defesa pressionante, na medida em que foi eficiente no limitar a utilização do espaço por parte dos três quartos adversários, e impenetrável.

A meu ver, Sam Simmonds foi o melhor jogador destas semifinais, visto que, para além do ensaio marcado, foi capaz de atrasar a manobra ofensiva do Stade Toulousain e conseguiu recuperar duas bolas no breakdown.

Assim sendo, Racing 92 e Exeter Chiefs têm encontro marcado para 17 de outubro. O derradeiro jogo da competição, ainda referente à época 19/20, terá lugar em Bristol.

Foto de capa: Exeter Chiefs

Artigo revisto por Joana Mendes

Marco Minelli
Marco Minellihttp://www.bolanarede.pt
Natural de Lisboa, mas de origem italiana, a sua paixão é o Rugby. Está inserido na modalidade enquanto jogador e árbitro.                                                                                                                                                 O Marco escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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