Linces perdem jogos mas ganham experiência

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A primeira etapa do Sevens World Rugby Series decorreu no passado fim-de-semana, no Dubai. Portugal partiu para os Emirados Árabes Unidos com António Aguilar ao comando (substituiu Pedro Netto como seleccionador nacional) e com uma jovem selecção, repleta de caras novas. Manteve-se o capitão Pedro Leal e a ele juntaram-se Tiago Fernandes, David Wallis, Francisco Vieira, Vasco Baptista, João Bello, Carl Murray, Pedro Silvério, João Antunes, Vasco Ribeiro, António Vidinha e Michael Andrade na convocatória lusa, deixando nomes como Nuno Sousa Guedes, Adérito Esteves e Gonçalo Foro, habitualmente presentes, de fora das principais escolhas.

O grupo dos Linces não se afigurava fácil, para além de Portugal constavam Nova Zelândia, Estados Unidos e França no grupo C da competição.

Logo a abrir a fase-de-grupos, a selecção nacional defrontou os Estados Unidos, vindo a perder por 45-14, com os ensaios portugueses a serem marcados por Carl Murray e Pedro Silvério e convertidos por Pedro Leal. Seguiu-se a poderosa selecção dos All Blacks, à qual apenas João Antunes conseguiu marcar pontos, através de um solitário ensaio. Os nova-zelandeses levaram os Linces por vencidos com um pesado 47-5. No último jogo desta fase encarámos a França, o adversário teoricamente mais acessível do nosso grupo. Carl Murray marcou – e converteu – um ensaio, mas os franceses venceram facilmente a selecção das quinas, com o resultado final a fixar-se nos 35-7.

Com três derrotas nos três jogos da fase-de-grupos, os jogadores lusos viram-se relegados para os quartos-de-final da Bowl, onde enfrentaram a Escócia. Os escoceses tiveram que suar para vencer os portugueses, que marcaram dois ensaios por João Bello e João Antunes (ambos convertidos por Pedro Leal), conquistando a vitória apenas no minuto final. 21-14 para a selecção da Escócia e Portugal mostrava uma grande evolução em relação aos primeiros jogos no torneio.

O capitão Pedro Leal comandou uma renovada selecção no Dubai. Fonte: Sevens World Rugby Series
O capitão Pedro Leal comandou uma renovada selecção no Dubai
Fonte: Sevens World Rugby Series

Uma vez chegados às meias-finais da Shield, seguia-se o confronto com o Canadá. Após uma boa primeira parte, Portugal sairia para os balneários a vencer por 12-14, com o primeiro ensaio a ser marcado e convertido por Carl Murray e o segundo a ser alcançado por Pedro Silvério e transformado por João Bello, no entanto não houve pernas para estancar a boa reacção canadense após o intervalo, com a selecção nacional a deixar-se vencer por 31-14.

Cinco jogos, cinco derrotas, o saldo final da primeira etapa do Circuito Mundial de Sevens. Um resultado que não agrada a Portugal, que, desta forma, apenas conquistou um ponto, mas facilmente explicado com a grande renovação na convocatória lusa. Durante o torneio conseguimos assistir a boas jogadas de envolvimento entre os Linces, a uma notória capacidade de evolução e a performances bastante agradáveis de atletas menos habituados a este nível, como é o caso de Pedro Silvério e João Antunes. Os mais experientes Pedro Leal e Carl Murray foram, no entanto, os jogadores-chave da prestação nacional.

Em relação à Cup, a principal taça, as ilhas Fiji foram as grandes vencedoras da primeira etapa do circuito, depois de derrotarem a selecção inglesa na final, por convincentes 28-17. Os fijianos até entraram na partida a perder, mas rapidamente foram em busca da vitória e marcaram os 28 pontos ainda na primeira parte. Na etapa complementar apenas tiveram que gerir o resultado, com os ingleses a esbarrar, inevitavelmente, na muralha defensiva imposta pelos oceânicos.

Foto de Capa: Portugal Rugby Sevens

Ana Cristina Silvério
Ana Cristina Silvériohttp://www.bolanarede.pt
A Ana Cristina é uma apaixonada pelo mundo do desporto. Do futebol ao Rugby, passando pelo ténis e pelo surf, gosta de assistir a quase todo o tipo de desportos, mas confessa que lhe dá um prazer especial que os atletas enverguem um leão rampante na camisola.                                                                                                                                                 A Ana não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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