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Olheiro BnR: Du’Plessis Kirifi

Marco Minelli · 2 min

Olheiro BnR: Du’Plessis Kirifi
Foto: Hurricanes

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Du’Plessis. Um nome que nos remete para o antigo capitão Springbok Morné du Plessis. Este último é, precisamente, a razão que levou Jack Kirifi, ex-jogador do Auckland Ponsoby Rugby Club, a chamar ao filho Du’Plessis, que, aos 23 anos, se vai exibindo a um excelente nível pelos Hurricanes.

Depois de ter praticado Futebol, Du’Plessis descobriu a sua paixão pelo desporto nacional neozelandês, o Rugby. Começou por representar a sua escola (Francis Douglas Memorial College), onde, no início, era médio de formação, mas rapidamente percebeu que a sua habilidade era a disputa de bola no breakdown. Como tal, passou a atuar na posição de flanqueador, lugar no qual se mantém até hoje.

Tornou-se capitão e acabou por se mudar para outra região da Nova Zelândia, mais precisamente, Waikato. Vestiu a camisola dos sub-19 do Waikato em 2016, equipa que também capitaneou e pela qual ganhou o Jock Hobbs Memorial National Title, e dos Chiefs, em 2017, participando nos jogos do plantel de desenvolvimento (o equivalente à equipa “B”).

A mudança não se revelou fácil para o jogador natural de New Plymouth. Afastou-se da família e sentiu muitas dificuldades em adaptar-se à nova realidade. Passou por um período de depressão e ansiedade, tendo, esta fase, culminado no consumo de álcool.

Conseguiu ultrapassar o seu problema psíquico e seguiu-se o Wellington, clube que disputa o campeonato nacional, a Mitre 10 Cup. Mais uma vez, assumiu o papel de capitão e, na época passada, chegou à final da competição, que acabou por perder frente ao Tasman Rugby. Apesar da sua tenra idade, mostrou-se um jogador muito preparado e completo, conseguindo, assim, captar a atenção de uma franquia do Super Rugby (competição de topo, a nível de clubes, no hemisfério sul), neste caso, os Hurricanes.

Du’Plessis Kirifi está em grande forma ao serviço dos Hurricanes
Fonte: Super Rugby/The Rugby Championship

Em fevereiro do ano transato, estreou-se na deslocação a Sidney, em que os Canes acabariam por vencer a equipa local, os Waratahs, por 20-19, num jogo que ficou decidido com um ensaio de Kirifi. Desde então tem sido aposta frequente de Jason Holland. Esta época, em seis jogos realizados, foi titular em cinco.

Du’Plessis é um típico jogador do Pacífico. Em termos defensivos, destaca-se por ser um placador exímio (está na 12.ª posição no que diz respeito ao número de placagens realizadas com um total de 64, em seis jogos) e por ser muito rápido sobre a bola no breakdown. A sua forte posição corporal no ataque à bola no jogo no chão faz, deste último, um grande recuperador de bolas, totalizando oito turnovers em seis partidas. É o sexto atleta com mais recuperações de bola na competição. Kirifi é, também, o terceiro jogador com mais penalidades forçadas, somando quatro.

No que toca ao aspeto ofensivo, é muito forte a transportar a bola e agressivo no ataque à linha da vantagem. Na presente temporada, já quebrou a linha por duas vezes e bateu seis defensores. Soma, ainda, um total de 164 metros percorridos com a bola nas mãos.

Com a lesão de Ardie Savea, Kirifi tem assumido o lugar de flanqueador do lado aberto nos Hurricanes, realizando exibições de grande qualidade, que lhe poderão valer uma convocatória para os All Blacks, agora treinados por Ian Foster.

Foto de Capa: Hurricanes

 

Artigo revisto por Joana Mendes

Marco Minelli

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