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País de Gales 16-19 África do Sul: Springboks chegam à final pela 3.º vez na história

Marco Minelli · 3 min

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No segundo jogo das meias finais, País de Gales e África do Sul ficaram a conhecer o seu futuro na competição. Aos galeses restará o jogo frente à Nova Zelândia, aquele que definirá o terceiro e o quarto classificado da competição. Já os Springboks continuam na luta pela conquista do título mundial, ao enfrentar, na final, a Inglaterra, tal como aconteceu em 2007.

À entrada para o jogo, ambas as equipas apresentaram alterações no 15 titular. Warren Gatland optou por colocar Leigh Halfpenny no lugar do lesionado Liam Williams e fez voltar Jonathan Davies para o lugar de segundo centro. Do lado sul africano, destaque para a ausência do cotado ponta Cheslin Kolbe, substituído por S’busiso Nkosi, jogador dos Sharks de Durban.

A primeira parte ficou marcada pelo excessivo jogo ao pé. Este tipo de jogo revelou-se infrutífero, pois raras foram as vezes em que a equipa pontapeadora conseguiu tirar partido tático ou territorial.

A África do Sul apresentou uma linha defensiva muito forte. O seu jogo de contacto fez com que o portador da bola galês fosse projetado para trás, tirando partido territorial desta característica do seu jogo e fazendo com que os galeses não progredissem com a bola.

Os únicos pontos da primeira parte foram conseguidos através de pontapés aos postes. Dan Biggar e Handre Pollard estiveram à altura e converteram todos as penalidades em pontos. Venciam os Springboks por 9-6 ao intervalo.

O primeiro ensaio só apareceu nos segundos 40 minutos. Uma arrancada em que Damian de Allende conseguiu quebrar a linha da vantagem e só parou na área de validação galesa. A defesa do País de Gales mostrou-se muito passiva ao abrir o caminho do ensaio ao centro dos Stormers, que, ao bater três placadores adversários, dilatou a vantagem sul africana.

O ensaio de Damian de Allende
Fonte: Springboks

Os galeses não tardaram muito a responder. Com uma formação ordenada nos cinco metros adversários, o Pais de Gales apenas teve de fazer chegar a bola à ponta, onde estava Josh Adams. Mérito para as linhas atrasadas galesas que foram capazes de criar superioridade numérica no lado fechado. Estava feito o empate (16-16).

Tudo apontava para o empate, até que o jovem pilar Rhys Carre cometeu a penalidade que decidiu o jogo. Ao derrubar um maul, Handre Pollard aproveitou para somar mais três pontos com um pontapé aos postes. Mais um pontapé certeiro que valeu a passagem à final e a vitória por 19-16.

Rassie Erasmus terá agora a difícil tarefa de derrubar a Inglaterra, que vem de uma vitória histórica frente à poderosíssima Nova Zelândia. A final está marcada para sábado em Yokohama, às 9h (hora portuguesa).

A FIGURA

Fonte: Rugby World Cup

Handre Pollard – O sul africano foi decisivo. A sua eficácia nos pontapés aos postes foi essencial para a África do Sul carimbar a passagem à final. Correu 40 metros com a bola na mão, fez oito carries, quebrou uma vez a linha da vantagem e somou 14 pontos.

O FORA DE JOGO

Fonte: Rugby World Cup

Rhys Carre – O jovem pilar, certamente, não irá esquecer este jogo pelas razões negativas. Apesar de entrado ao minuto 65, mostrou muitas dificuldades na formação ordenada. Na última formação ordenada, isto é, a última chance que o País de Gales teve para conquistar a bola, este cometeu uma falta. A penalidade decisiva que deu a vantagem e a passagem à final da África do Sul foi cometida pelo próprio, ao colapsar um maul.

Foto de Capa: Springboks

artigo revisto por: Ana Ferreira

Marco Minelli

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