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Rugby feminino à procura do seu lugar ao Sol

Sara Rodrigues da Costa · 2 min

Rugby feminino à procura do seu lugar ao Sol

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Reflectir sobre a situação actual do Rugby feminino implica tentar compreender o que tem funcionado e o que ainda está errado. No entanto, quando este assunto é discutido surgem, geralmente, apenas duas conclusões básicas e opostas: para uns, o Rugby feminino está em grande evolução. Para outros, o lugar que ocupa é ainda insignificante.

E não poderemos retirar alguma verdade nas duas conclusões opostas? O Rugby feminino está em grande evolução, sim. No entanto, se me disserem que este ocupa já o lugar merecido no panorama do Rugby nacional, não poderei concordar.

Após anos de esforço, dedicação e empenho das atletas e equipas técnicas que fazem parte do rugby feminino federado, esta vertente conseguiu finalmente obter mais respeito e valorização.

No entanto, após vários anos a disputar o Campeonato Nacional, a Taça de Portugal, a Super Taça e o campeonato nacional de Sevens, sabe-se que tem sido difícil manter estas competições. E esta dificuldade em competir nesta vertente tem levado à desistência de várias atletas para outros desportos.

No entanto, tem sido também discutido o projecto da Academia de Sevens, que tem como objectivo preparar uma equipa para um possível apuramento para os Jogos Olímpicos de 2016. Não será isto uma prova de que se continua a lutar e a acreditar no Rugby feminino?

Fotografia tirada no estágio da Selecção de Sevens  Fonte: Facebook.com/fpr.pt
Fotografia tirada no estágio da Selecção de Sevens
Fonte: Facebook.com/fpr.pt

A questão é que quem acredita nesta vertente são as pessoas que a praticam ou que estão já envolvidas na modalidade. Se depender apenas dessas pessoas, o Rugby estará realmente em grande evolução. Porque têm sido essas pessoas a lutar por ele e a não desistir, mesmo sem recursos.

No entanto, se o Rugby feminino não tem ainda o valor merecido não será por culpa de quem o pratica, dos clubes ou das suas equipas técnicas. Será apenas porque um desporto realmente já não depende apenas de quem o pratica. Depende também de apoios e investimentos. E depende também de se acabar com o preconceito que ainda existe que faz com que as empresas ainda não queiram apoiar a vertente feminina da modalidade.

Sara Rodrigues da Costa

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