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Em 2017, foi implementado um novo sistema de pontuação, sendo que cada vitória vale quatro pontos (ao invés de dois), um empate vale dois pontos (ao invés de um), uma equipa que consiga quatro ou mais ensaios recebe um ponto e uma equipa que perca por sete ou menos pontos recebe um ponto também. Haverá, ainda, três pontos extra se uma equipa conseguir atingir as cinco vitórias.
A Inglaterra é a campeã em título e parte com ligeira vantagem para esta edição do torneio. Esse favoritismo relaciona-se com a espectacular performance atingida em 2016: em 14 jogos disputados, a Selecção da Rosa venceu todos e pelo meio abateu selecções como a poderosa Austrália (por quatro vezes!) e a Argentina. Desde que Eddie Jones chegou ao comando da selecção, os ingleses parecem ter ganho uma nova vida e, desde aí, não se cansam de vencer e estabelecer recordes.
Os galeses contam com um XV de grande qualidade, mas aparentam continuar com os problemas do costume: a falta de jogadores de qualidade nas segundas escolhas e de ideias ”frescas” e a escassez na profundidade atacante prosseguem. Até que ponto conseguirão, de forma interna, resolver o problema? Fica a questão, a verdade é que nos seus melhores dias os Red Dragons conseguem bater qualquer equipa, ou não contassem com a super estrela George North, o capitão Sam Warburton ou o jovem valor Ross Moriarty.
A Irlanda foi a vencedora das edições de 2014 e 2015 do torneio, tendo registado um ”deserto de ideias” logo após o último título. Neste momento Joe Schmidt, seleccionador desde 2013, parece já ter resolvido a questão, sendo que a selecção voltou a mostrar-se equilibrada, na ponta final de 2016. O grupo já se mostra novamente forte e unido e, a juntar à sua grande qualidade, promete não dar tréguas à Inglaterra na luta pelo título.
Os escoceses são, provavelmente, o povo europeu mais apaixonado por este desporto e vivem cada jogo com grande intensidade, independentemente do seu resultado no final. 2016 foi mais um ano de consagração da qualidade dos jogadores e do seu seleccionador, Vern Cotter, que tem limado grandes talentos do rugby mundial, privilegiando a posse de bola e o domínio táctico do jogo.

Fonte: RBS 6 Nations
A França, de cara lavada, promete fazer um torneio muito interessante. Guy Novés tem trabalhado a equipa a seu gosto e os franceses aparentam assimilar bem as ideias do lendário treinador. A formação ordenada, que era o principal problema dos Bleus, parece estar bem oleada e há velocidade, capacidade de explosão e offloads, que culminam numa alta taxa de eficácia.
E, por último, os italianos, que são claramente a formação menos qualificada na disputa pelo mais importante torneio a nível europeu. Conor O’Shea terá um longo trabalho pela frente, tanto na aposta em novas promessas do rugby italiano, como na estabilização da equipa. A Itália tem urgentemente que passar das palavras aos actos e mostrar que tem qualidade para permanecer no grupo dos seis mais fortes. Para isso, em muito irá contribuir, decerto, o contributo de Sergio Parisse, capitão e estrela da equipa, e Carlo Canna, promissor abertura.
Foto de capa: RBS 6 Nations
Artigo revisto por: Francisca Carvalho













