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Seis Nações ao som da velha rivalidade do Canal da Mancha

Marco Minelli · 2 min

Seis Nações ao som da velha rivalidade do Canal da Mancha
Foto: Six Nations Rugby

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O Rugby internacional está de regresso, desta feita, com o Torneio das Seis Nações. À semelhança do sucedido na temporada transata, França e Inglaterra são os favoritos no que diz respeito à conquista do título.

De um lado, a Inglaterra de Eddie Jones tem dominado o rugby europeu, ao conquistar três das últimas cinco edições, além da recente vitória na Autumn Nations Cup. Apesar de ter um plantel de luxo à sua disposição, o selecionador australiano teve de fazer diversas mexidas na convocatória devido a lesões contraídas por jogadores como Joe Launchbury, Sam Underhill, Kyle Sinclair e Mako Vunipola.

Não obstante, a seleção da rosa parte, na minha opinião, como favorita à conquista do Torneio das Seis Nações. Os ingleses não prescindirão, certamente, do seu jogo pressionante (principalmente ao pé), largo e dominante no pack avançado.

Do outro lado, a França, desde o período em que Fabien Galthié assumiu o comando técnico dos gauleses, tem sido uma surpresa, não só pelos resultados alcançados, mas também pela mudança de paradigma que o ex-treinador do Toulon está a operar no Rugby francês.

A verdade é que a liderança do antigo médio de formação se tem revelado frutífera, na medida em que conseguiu construir um plantel mais profundo (em número e em qualidade). Além do mais, o estilo de jogo mudou profundamente, sobretudo no que toca ao aspeto defensivo. A chegada de Shaun Edwards teve um papel primordial, visto que foi capaz de montar uma defesa dominante e veloz. Aliada a esta qualidade, está a versatilidade e a imprevisibilidade da linha de três quartos. Ainda assim, Galthié não poderá contar com duas peças fundamentais no seu quinze: Romain Ntamack e Virimi Vakatawa (a linha de três quartos perderá fisicalidade sem o centro franco fijiano) falharão o Torneio das Seis Nações devido a lesão.

Se a França está numa fase de crescimento, País de Gales e Irlanda fazem o percurso inverso. Depois de conquistarem um grand slam em 2019, os galeses têm perdido muito crédito no seio do rugby europeu, tendo resultados muito aquém do esperado, quer no Torneio das Seis Nações, quer na Autumn Nations Cup. Ainda para mais, a qualidade do jogo diminuiu radicalmente. Ao rigor técnico e tático de Warren Gatland sucedeu-se um modelo impercetível de Wayne Pivac, que tem conduzido o País de Gales a resultados desastrosos.

Já a Escócia será, a meu ver, a surpresa da competição. Gregor Townsend prescindiu de Sam Johnson para dar lugar a Cameron Redpath na posição de centro. O jogador do Bath, que preferiu jogar pela Escócia em vez de representar Inglaterra, tem feito uma grande temporada ao serviço do Bath, seja a primeiro ou a segundo centro, sendo que também pode ser uma solução para médio de abertura.

O pontapé de saída dar-se-á sábado, com um Itália – França seguido da Calcutta Cup entre Inglaterra e Escócia.

Foto de Capa: Six Nations Rugby

Marco Minelli

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