Super Rugby Aotearoa: Highlanders brilham no retorno da pandemia

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Depois de mais de cem dias sem registar contágio local de coronavírus, a Nova Zelândia voltou a sentir os efeitos da pandemia. Assim sendo, o desporto também se viu afetado, na medida em que tiveram de ser implementadas diversas medidas para combater o surto da doença, tal como proibir a presença de adeptos nos estádios.

A cidade de Auckland tem sido a mais afetada, levando, deste modo, ao cancelamento do grande jogo da última jornada, aquele que colocaria frente a frente Blues e Crusaders. Para este embate, estavam vendidos 50000 ingressos, que esgotariam por completo o Eden Park. Por outro lado, o encontro entre Highlanders e Hurricanes foi realizado à porta fechada.

Já sob o silêncio do Forsyth Barr Stadium, os Highlanders venceram a franquia de Wellington por expressivos 38-21. Para tal, foi essencial a disciplina dos Landers no processo defensivo, ao conceder poucas penalidades e ao conquistar dez turnovers, número claramente superior à única recuperação de bola conseguida pelo conjunto da capital.

Como tem sido recorrente nesta competição, a equipa de Jason Holland não foi capaz de tirar partido de muitas das oportunidades criadas, ao contrário dos Highlanders, que foram pragmáticos nas suas visitas à área de 22 metros adversária.

Além do mais, a indisciplina e o desfasamento da line speed dos Hurricanes custou muitos pontos e perda de território.

Num jogo jogado a um ritmo elevado, foram muitas as quebras de linha e os offloads, sendo que Mitch Hunt foi umas das grandes figuras, não só nestes aspetos referidos, mas também na capacidade de interpretar a linha defensiva contrária e na tomada de decisão.

Além do defesa, Sio Tomkinson também realizou um jogo de grande qualidade. Tática e defensivamente, tem sido uma das peças mais importantes no 15 de Aaron Mauger, sendo um jogador muito seguro, seja com bola, seja sem a oval em seu poder.

A meu ver, Mitch Hunt foi o jogador da jornada, ao ser capaz de quebrar a linha por três vezes, de bater dois defensores, de percorrer 103 metros com a bola nas mãos e de marcar um ensaio. Ainda para mais, a sua explosão no ataque à linha da vantagem fez do próprio uma constante ameaça para a defesa dos Hurricanes.

Depois de dez semanas recheadas de jogos de grande nível e de estádios cheios, o Super Rugby Aotearoa foi a prova de que o Rugby neozelandês é o melhor do mundo, seja pela velocidade e pela qualidade do jogo, seja pelo ambiente criado em torno do desporto da bola oval.

Foto de Capa: Highlanders

Artigo revisto por Joana Mendes

Marco Minelli
Marco Minellihttp://www.bolanarede.pt
Natural de Lisboa, mas de origem italiana, a sua paixão é o Rugby. Está inserido na modalidade enquanto jogador e árbitro.                                                                                                                                                 O Marco escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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