Vitória frente ao Brasil e pouco mais

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cab Rugby

Sem qualquer alteração em relação à convocatória de Las Vegas, os Linces partiram para Vancouver com a tarefa de limpar a fraca prestação da etapa anterior.

Com Quénia, Fiji e Samoa como adversários da fase-de-grupos, os portugueses sofreram um autêntico ”atropelo”, tal o desnível demonstrado em campo. Por partes: no primeiro jogo, Portugal enfrentou o Quénia e entrou bem na partida. No entanto, sem armas para derrubar o favoritismo queniano – selecção que tem crescido muito ao longo das etapas do circuito –, apenas João Bello protagonizou um toque de meta, contra sete dos africanos. O resultado foi de 43-5, e o pesadelo estava apenas a começar… No jogo seguinte, frente às Fiji, o insólito aconteceu: a falta de rigor defensivo e a incapacidade de reinvenção foram o tónico ideal para os fijianos fazerem o que quisessem da partida, e estes não se fizeram rogados: marcaram dez ensaios sem um único esboço de resposta. O jogo terminou com uma derrota duríssima para a selecção nacional (62-0), e os atletas saíram do relvado tão ou mais atónitos quanto os portugueses presentes a assistir ao descalabro. Por último, e frente à Samoa, começámos com um bom ensaio de Pedro Silvério, mas depressa colocámos o controlo do jogo nas mãos dos samoanos, que jogaram a seu bel-prazer até ao 43-7 final.

Saídos de um autêntico pesadelo – com muitas culpas no capítulo defensivo – enfrentámos a Inglaterra, que também infligiu uma pesada derrota aos Linces – 31-0. Garantimos uma das nossas piores prestações defensivas deste circuito. Foi então que o Brasil se intrometeu no caminho da armada lusitana e, finalmente, os Linces realizaram um jogo positivo. Mais concentração, mais garra, mais objectividade e uma linha defensiva mais coordenada deram o mote; a vitória chegou por acréscimo. Pedro Silvério, por duas vezes (com uma transformação de João Bello), e Tiago Fernandes fizeram os ensaios portugueses, contra um dos brasileiros. O jogo terminou a 17-7; Portugal conquistava, assim, o seu lugar na final da Taça Shield.

Os Linces não tiveram pedalada para contrariar o poderio queniano Fonte: World Rugby Sevens Series
Os Linces não tiveram pedalada para contrariar o poderio queniano
Fonte: World Rugby Sevens Series

Chegados à final e com uma oportunidade de ouro para marcar pontos face à Rússia, a equipa portuguesa correu sempre atrás do prejuízo, e os ensaios de Vasco Ribeiro e Fábio Conceição não foram suficientes para levantar a Taça – os russos venceram a partida por 17-10.

Quanto à Taça Cup, houve um duelo de titãs na final, com Nova Zelândia e África do Sul a realizarem uma excelente partida de Rugby. Os sul-africanos entraram melhor em campo, com um ensaio logo a abrir, mas a reacção neo-zelandesa não se fez esperar e os All Blacks responderam pouco depois com dois ensaios. A partir daí, ambas as formações ocuparam todos os espaços de forma exemplar, e só na recta final da partida houve mais mexidas no marcador, com um ensaio para cada lado. No final, a vitória sorriu, uma vez mais, à selecção da Nova Zelândia.

Foto de capa: Portugal Rugby 7s

Ana Cristina Silvério
Ana Cristina Silvériohttp://www.bolanarede.pt
A Ana Cristina é uma apaixonada pelo mundo do desporto. Do futebol ao Rugby, passando pelo ténis e pelo surf, gosta de assistir a quase todo o tipo de desportos, mas confessa que lhe dá um prazer especial que os atletas enverguem um leão rampante na camisola.                                                                                                                                                 A Ana não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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André Veras está na Tribuna VIP do Bola na Rede. É diretor-desportivo e já trabalhou em diversos clubes, entre os quais Braga, Torreense, Trofense e Anadia. Aqui, analisa o papel do dirigente desportivo em Portugal.

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