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Ondas japonesas deixam Frederico Morais surfar nas Olimpíadas

João Pedro Barbosa · 3 min

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Se em 2016 já se tinha feito história para o Surf mundial… então agora foi tempo de Frederico Morais conseguir escrever uma bela página do Surf português. “Kikas”, como é conhecido o surfista, conseguiu uma vaga para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. Algo histórico por dois motivos: primeiro porque será a estreia do Surf e segundo pois teremos um português em prova.

No ISA World Surfing Games, em Miyazaki (Japão), havia a possibilidade de quatro surfistas de quatro continentes (África, Europa, Oceânia e Ásia) conseguirem já uma vaga para os Jogos Olímpicos. E foi aqui que Frederico Morais conseguiu concretizar um sonho inesperado.

O português foi o melhor europeu nos Mundiais de Surf, organizados pelo ISA (International Surf Association), onde terminou no sétimo lugar. Foi um sétimo lugar que chegou para ganhar um bilhete para Chiba, a cidade onde o Surf terá oportunidade de se estrear em 2020.

No pódio dos Mundiais ficaram Gabriel Medina, no lugar mais baixo, Kolohe Andino, em segundo, e Italo Ferreira, no lugar mais alto. Os surfistas brasileiros estiveram em grande numa final onde também esteve Shun Murakami, que ficou em quarto. Quanto à classificação por equipas Portugal ficou no 11º lugar e o Brasil foi o grande vencedor.

Um desporto que tem ganho cada vez mais fãs, e praticantes, em todo o país, este é um feito que poderá fazer com que o Surf ganhe ainda mais expressão. Ter a presença de um surfista português no Japão para a primeira vez do Surf nos Olímpicos será, sem dúvida, um motivo de orgulho para todos. E será também uma inspiração para aqueles estão ligados ao desporto ou até mesmo que queiram começar, tal como afirmou Frederico Morais.

 TÓQUIO ABRIU AS PORTAS DO OLIMPO AO SURF

A atribuição da organização ao Japão beneficiou (e muito) o acolhimento do Surf nos Jogos Olímpicos. Por ser cada vez mais praticado e conhecido um pouco por todo o mundo, bem como ter a capacidade para atrair muitos jovens, o Surf foi bem recebido na agenda olímpica. Para além disso, também é popular em terras nipónicas, ou seja, só pontos positivos.

Será uma boa oportunidade para vermos outro tipo de desportos na agenda olímpica visto que entrarão ainda mais quatro (skate, escalada, karaté e beisebol). E este desporto é particularmente competitivo, onde as surpresas podem surgir a qualquer momento e também não há um domínio constante de uma só nação.

Há apenas 40 vagas (20 masculinas e 20 femininas) para preencher para os Jogos Olímpicos em diversas oportunidades para conseguir um bilhete para o Japão. Falando apenas do caso masculino. Neste Mundial houve já quatro apurados: os melhores da Europa, África, Ásia e Oceânia. Para o Mundial 2020 ainda há quatro vagas para os melhores surfistas. Uma vaga nos Jogos Panamericanos e outra para o país anfitrião. As restantes vagas (dez) são atribuídas ao top dez da World Surf League de 2019.

Caso haja sucesso no ano de 2020, porque não continuar com o desporto para os próximos Jogos Olímpicos? É certo que será muito mais complicado em termos de organização do próprio evento, visto que Paris está longe de estar perto do mar… Mas os Estados Unidos em 2028 vão organizar os Olímpicos e será de esperar que os norte-americanos queiram acolher um desporto que é tão popular no país.

Fonte: International Surf Association

Para Portugal será mais uma oportunidade para conseguir implementar mais este desporto na sociedade. Somos um país muito ligado ao mar e sempre aproveitámos da melhor maneira este ponto. A ida de “Kikas” às Olimpíadas vai deixar muitos portugueses colados à televisão para ver a prestação do surfista. O orgulho português falará mais alto e até mesmo os mais desconfiados a mudanças vão receber de braços abertos o Surf em suas casas.

Resta agora esperar por 2020 para ver como tudo será organizado e em especial atenção para o nosso Frederico Morais, que vai, certamente, orgulhar os portugueses com a sua prestação nos Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio. Parabéns, Frederico, por esta vaga história para as Olimpíadas e que as ondas japonesas te deixem brilharem.

Foto de Capa: International Surf Association

João Pedro Barbosa

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