Saca com altos e baixos

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Depois de um mau começo no Fiji Pro, Saca ganhou finalmente um heat. Mas vamos começar mesmo do início. Cloudbreak acolheu mais uma etapa do WCT e Saca tinha pela frente na primeira ronda o seu grande amigo Adriano de Sousa e o experiente surfista australiano Kai Otton. Com ondas a rondar o metro e meio, Saca deve ter feito a mais fraca prestação desde que eu me lembro. Num limite máximo de 15 ondas por bateria para cada surfista, Tiago Pires apanhou apenas duas ondas e fez um score total de 1,57 pontos em 20 possíveis. Andava portanto perdido o “portuguese tiger”, facilitando assim o caminho aos seus adversários diretos. Adriano de Sousa acabou mesmo por ganhar o heat, com um score total de 11,90 pontos, e Kai Otton ficou na segunda posição, com 10,16 pontos. Sendo assim, os dois últimos classificados são enviados para as repescagens e o primeiro lugar passa automaticamente ao round 3.

O round 2 estava prestes a começar e os nervos começavam a apertar devido à fraca prestação de Tiago no primeiro round. Ia agora ter pela C.J. Hobgood, detentor do título mundial em 2001. Com ondas agora um pouco maiores, Tiago demorou a encontrar-se, mas na sua sétima onda fez um score de 7.77 pontos, com manobras bem explosivas e bem executadas. A acrescentar a esta, fez um 6.10, dando-lhe assim um score bastante razoável, de 13.83 em 20 possíveis. Já C.J. não encontrou as ondas perfeitas, finalizando a bateria com um score de 7.40.

saca
Saca num grande “floater” em cloudbreak
Fonte: surftotal.com

Chegado o round 3, Saca enfrentava agora um dos melhores e mais consistentes surfistas do tour, Taj Burrow. Com bastante vontade de ganhar, Tiago Pires começou bem e fez logo uma onda de 5.17 pontos, que podia ter sido bem melhor se tivesse finalizado a última manobra. Taj ripostou com uma onda com batidas fortes, resultando assim uns 6.17 pontos. Tiago Pires voltou a responder com uma onda que lhe valeu 5.57 pontos. Taj não se deixou ficar para trás e apanhou mais uma onda (5,07 pontos), que somou à sua primeira onda, finalizando a bateria em primeiro lugar com um score total de 11.24 pontos. Tiago Pires ficou bastante perto de chegar ao round 4, mas infelizmente o score de 10,74 não foi suficiente. Acabava assim o sonho português na quinta etapa do WCT.

Gabriel Medina foi o grande protagonista de toda a etapa devido ao foco, concentração e carisma. Com grande notões em quase todas as baterias, o surfista brasileiro chegou à final contra Nat Young e rebentou com a esperança americana. Gab Medina tornou-se assim campeão desta etapa, tal como sucedeu na segunda etapa do WCT, em França. Medina tem agora grandes possibilidades de se tornar campeão mundial, com apenas 21 anos.

Jóni Matos
Jóni Matos
O Jóni é um jovem surfista que começou a praticar surf há 5 anos e, desde então, nunca mais parou. Mesmo quando as ondas estão pequenas, a "pica" é tanta que acaba sempre por entrar só para colocar a "prancha no pé".                                                                                                                                                 O Jóni não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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