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A continuidade dos Big 3

Duarte Vieira Silva · 3 min

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Novak Djokovic, Rafael Nadal e Roger Federer são, sem sombra de dúvida, lendas do ténis e do desporto mundial. Grupo de jogadores designado por Big 3, que tem no seu palmarés um total de 254 títulos (52 Grand Slams, 11 ATP Finals, 6 Davis Cups e 3 medalhas de ouro nos jogos olímpicos).

Porém, os anos vão passando e estes vão envelhecendo, surgindo várias perguntas nas cabeças dos amantes da modalidade: Quando Federer vai parar de jogar? Qual será o jogador com mais títulos de Grand Slam, quando os três se retirarem? Será que o Federer ainda vai ganhar mais algum Grand Slam? Até quando vão conseguir continuar a “dominar” o circuito? Vai existir algum jogador no futuro que poderá atingir os feitos que um dos Big 3 alcançou?

Algumas destas perguntas ninguém sabe responder, mas toda a gente tenta mandar o seu palpite, por isso ouvimos afirmações (boatos), como “O Federer vai-se retirar nos próximos Jogos Olímpicos porque só lhe falta a medalha de ouro na sua carreira” ou “O Djokovic depois de ter ganho o 15º Grand Slam, vai atingir os títulos em majors de Roger Federer”. Não passam de crenças e adivinhas, mas algo é certo, eles ganharam os últimos 9 Grand Slams, ou seja, a hegemonia ainda lhes pertence. Este ano, a final do Australian Open (1º Grand Slam do ano e único, até ao momento) foi entre o Novak Djokovic e o Rafael Nadal, apesar da vitória do sérvio em 3 sets só comprova que a idade para eles ainda não é problema.

Três jogadores com estilos de jogo bastante diferentes, cada um com as suas distintas personalidades e arrisco-me a dizer que Rafa é o melhor atleta, Novak é o mais completo e Roger é o mais perfeito, fazendo dos três juntos o que eu gosto chamar de divindade tenística. Tenistas que nasceram na mesma era defrontaram-se como nunca ninguém havia se defrontado e produziram uma rivalidade que não passaria nos sonhos de qualquer apaixonado pelo ténis, há 20 anos.

Isto tudo começou com um confronto na terceira ronda do masters 1000 de Miami há 15 anos, entre Rafael Nadal e Roger Federer, um dia mais tarde, a maior rivalidade de todos os tempos, cujo deram o nome de Fedal. Só alguns anos depois, Novak Djokovic começou a demonstrar que também seria uma lenda no mundo do ténis, tendo entre 2011 e 2016 ganho 5 Australian Opens de 6 realizados. Isto fez com que as pessoas o associassem a um tenista imbatível. Pelo meio, tivemos grandes partidas, algumas delas consideradas dos melhores jogos de ténis até hoje, para mim o top 3 seria:

1.

Fonte: Australian Open

Wimbledon 2008 – Rafael Nadal vs Roger Federer (6-4 6-4 6-7 6-7 9-7)

Federer buscava o seu 13.º título de Grand Slam na carreira, enquanto Nadal sonhava em ser o primeiro tenista a vencer Roland Garros e Wimbledon na mesma temporada desde o feito do sueco Bjorn Borg, em 1980. Nadal acabou por vencer no quinto set, numa das finais mais bonitas e intensas de Wimbledon.

2.

Fonte: Australian Open

Australian Open 2017 – Roger Federer vs Rafael Nadal (6-4 3-6 6-1 3-6 6-3)

Um confronto que podia ditar qual era o melhor jogador de todos os tempos, Federer com 17 Grand Slams ganhos contra Nadal com 14, sendo que o Roland Garros era o major seguinte, torneio ganho 11 vezes por Rafa. Um jogo esperado por milhões que cumpriu todas as expectativas, dando o 18º título de Grand Slam a Roger Federer.

3.

Fonte: Roland Garros

Wimbledon 2018- Novak Djokovic vs Rafael Nadal (6-4 3-6 7-6 3-6 10-8)

Desde o início do torneio que os adeptos de ténis ansiavam por este jogo. Depois de Rafa ter ganho a Del Potro, nos quartos de final, numa épica partida, estava definido que nas meias finais eles iriam-se defrontar. Um jogo impróprio para cardíacos, 5 sets de pura emoção que acabaram por cair para o lado de Novak, com um parcial de 10-8 no último set.

Novak Djokovic, com 31 anos, Rafael Nadal, com 32, e Roger Federer, com 37, três lendas vivas do desporto que, apesar do avanço da idade, continuam com a vontade de ganhar e bater novos recordes. Estes demonstram que a idade são só números e, na minha opinião, estarão no circuito, pelo menos até acharem que podem lutar pelos grandes títulos. Três cavalheiros, três tenistas, três campeões que mudaram o mundo do ténis. Podemos dar como certo que quando um deles se retirar vai ser um dia negro na história do desporto mundial.

Foto de Capa: Australian Open & Roland Garros (Edição BnR)

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Duarte Vieira Silva

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